sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

O ESTILO DE VIDA DO DISCÍPULO DE CRISTO


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Atos 5:42

1. Qual é o estilo de vida de um verdadeiro discípulo de Cristo?
2. Qual é a rotina diária do verdadeiro discípulo bíblico?
3. Qual é o foco em que o discípulo de Cristo precisa perseverar diariamente?

Considerando as palavras de Warren W. Wiersbe de que “Atos 5:42 resume o padrão apostólico de evangelismo, dando-nos um excelente exemplo”, extrairemos quatro pontos que merecem nossa atenção visando obter informações sobre o estilo de vida do discípulo de Cristo.

I. O DISCIPULADO BÍBLICO NÃO É ESPORÁDICO OU INTERMITENTE, É ENTUSIÁSTICO E FREQUENTE: Está escrito: “E todos os dias” – Atos 5:42

A Palavra de Deus foi anunciada com ousadia e perseverantemente mesmo que o evangelismo sofria terríveis ameaças. Os apóstolos tinham sido açoitados e foram proibidos de falar no nome de Jesus após serem libertos da prisão por tal atitude. Contudo, isso os motivou ainda mais a intensificar a sequência da pregação (Atos 5:40-41). Temos muito que aprender com os primeiros discípulos de Cristo!

1. Cada dia, sem ignorar um único dia, o discípulo deve estar disponível com ousadia para cumprir sua missão.

2. Cada dia, o dia todo, todos os que são verdadeiramente discípulos de Jesus devem entrar de cabeça no cumprimento da missão que Cristo designou a Sua igreja.

3. Cada dia é uma nova oportunidade que Cristo nos dá de testemunhar de Seu amor e Seu gracioso plano de Salvação aos perdidos.

II. O DISCIPULADO BÍBLICO NÃO ACONTECE APENAS NA IGREJA, MAS TAMBÉM NAS CASAS: Está escrito: “E todos os dias, no templo e nas casas...” – Atos 5:42 

A Palavra de Deus não ficou aprisionada nem acorrentada mesmo em face de uma proibição oficial do Estado. Os discípulos não se limitaram à proibição dada a eles, mas felizes por sofrerem pelo nome de Cristo (Atos 5:41), intensificaram o avanço da missão de evangelizar na igreja e nas casas...

1. Cada lugar em que houver pessoas é uma opção ideal para proclamar a misericórdia divina para com as pessoas acorrentadas no pecado.

2. Cada lugar, não apenas na igreja, deve tornar-se o ambiente onde o Salvador deve ser anunciado.

a) A missão do discípulo acontece na congregação para os religiosos (“no templo”).
b) A missão do discípulo acontece também na comunidade (“nas casas”).

3. Cada lugar, onde quer que estejamos, visitando casa por casa, abordando cada pessoa ali presente a fim de revelar as boas novas de Cristo Jesus, o evangelho.

III. O DISCIPULADO BÍBLICO É PERSEVERANTE: Está escrito: “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam...” – Atos 5:42

A Palavra de Deus não deve ficar confinada na mente do convertido, os discípulos de Cristo no primeiro século deram o início de uma incessante evangelização (Atos 2:14-47) e a qual deve continuar com cada um de nós no século vinte e um...

1. Cada discípulo deve ser consciente de sua responsabilidade nesse mundo que carece da mensagem de esperança e salvação em Cristo Jesus.

2. Cada discípulo deve perseverar em levar a Palavra de Deus em cada lugar que precisa; seu empenho é um estilo de vida e sua dedicação é sua prática diária mesmo frente à oposição e ameaças.

3. Cada discípulo de Cristo neste mundo precisa chegar ao estágio em que não precisa mais ser motivado pelo pastor ou lembrado por alguém que tem a missão de testemunhar da salvação aos perdidos. 

IV. O DISCIPULADO BÍBLICO TEM UM OBJETIVO CLARO: Está escrito: “...não cessavam de ensinar e pregar Jesus, o Cristo” – Atos 5:42

A Palavra de Deus testemunha de Cristo, Sua obra e Sua missão neste mundo tomado pelo maligno (João 5:39). Quando ouvimos, aceitamos e interiorizamos essa Palavra, ela deve pulsar em cada uma de nossas decisões e ações durante todo o dia, por toda nossa vida; assim como ilustra a vida dos primeiros discípulos de Cristo no livro de Atos dos Apóstolos...

1. Cada dia, cada discípulo deve saber por que está no mundo; ao levantar-se e tomar atitudes logo cedo deve ter em mente que tem uma comissão para não chegar ao fim do dia cumprindo uma omissão.

2. Cada dia é uma oportunidade que Deus oferece para cada discípulo realizar duas coisas:

a) Ensinar o que as pessoas devem saber para crerem em Jesus e entenderem Sua necessidade crucial dEle.
b) Anunciar a Jesus, o Cristo, como Messias Salvador dos pecadores do mundo inteiro, ou seja, evangelizar.

3. Cada dia o discípulo de Cristo vive para Cristo, através de Cristo, a fim de despertar os perdidos para aceitarem a Cristo.

CONCLUSÃO:

1. O cristão que não é discípulo que discipula outras pessoas ainda precisa crescer na vida espiritual a tal ponto de ser uma testemunha constante do amor do Salvador que deu a vida por todo errante e vacilante deste mundo de pecado.

2. O cristão negligente precisa entender quão importante é viver a missão como um estilo de vida a fim de cumprir a comissão de Cristo a cada convertido. A missão não é opção, senão a omissão seria também uma opção para o cristão.

3. O cristão aproveita toda e qualquer oportunidade para anunciar a Cristo e ensinar Suas doutrinas em toda e qualquer situação; faz isso na igreja e nas casas, incessantemente todos os dias. 

APELO:

1. Não permita que nenhum dia seja perdido em ociosidade.
2. Fuja da omissão para mergulhar de cabeça na comissão de Cristo.
3. Evangelize e ensine a cada pessoa que Deus te der a oportunidade de anunciar a Cristo.
Pr. Heber Toth Armí

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

A MISERICÓRDIA DIVINA VAI À CASA DA MISÉRIA HUMANA


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: João 5:1-9 

1. O conceito de misericórdia divina ultrapassa ao conceito de misericórdia humana.
2. A ideia de misericórdia de Deus extrapola os limites da compreensão de misericórdia dos seres humanos.
3. A misericórdia de Deus age para surpreender a todos, na casa da misericórdia humana:

a) A misericórdia divina faz o que a misericórdia humana é incapaz de fazer.
b) A misericórdia divina opera onde a misericórdia humana é incapaz de agir.
c) A misericórdia divina é mais alta que a distância entre o Céu e a Terra: Jesus deixou o Céu para lidar com os miseráveis seres humanos arruinados na desgraça do pecado – ilustrado na pessoa do paralítico no Tanque de Betesda, cujo significado é Casa de Misericórdia.

I. O SOFRIMENTO TOMA CONTA DA CASA DA MISERICÓRDIA – João 5:1-5

A Casa da Misericórdia estava constituída de cinco pavilhões com inúmeros doentes, cegos, paralíticos, etc. A multidão de enfermos esperava que a crença na cura pelas águas miraculosas fosse verdadeira. Contudo, uma multidão estava ali abrigando no coração uma vaga esperança de obter misericórdia. Ali no tanque de Betesda, importava o mais rápido, mais apto, mais saudável, mais forte; o paralítico testemunhara essa triste realidade por 38 anos.

1. A misericórdia humana é falha, imperfeita: O paralítico não obtivera misericórdia que tanto buscava; ninguém o ajudou a cair no tanque quando a água se movia.

2. A misericórdia humana é ilusória:

a) Por 38 anos o paralítico aguardava a misericórdia.
b) Por 38 anos seu corpo suplicava por ajuda.
c) Por 38 anos sua esperança contemplava apenas desespero.

3. A misericórdia humana é precária: Por quase quatro décadas o paralítico vivia na casa da misericórdia abandonado pela família, sofrendo sem amigos, onde havia enterrado seus sonhos, entregado os pontos, sem experimentar qualquer tipo de compaixão dos mais fortes; ali, deitado em seu leito o dia todo, estava paralisado na vida, sem nenhuma perspectiva positiva.

II. A MISERICÓRDIA DIVINA EM PESSOA VISITA A CASA DA MISERICÓRDIA – João 5:1, 6 

Jesus deixou a perfeição do Céu, desceu ao nosso Planeta corrompido pelas mazelas do pecado; nasceu como bebê e cresceu como humano; sofreu onde nós somos assolados, experimentou a dor que nos aflige, penetrou em nossa história de miséria e chegou ao fundo da Casa da Misericórdia - um lugar pagão construído em Jerusalém. Ali Jesus mostrou o que é verdadeiramente a misericórdia real ao depositar esperança no paralítico mais miserável com a pergunta: “Queres ser curado?”

1. Jesus Se dirige ao caso mais improvável de cura: O Salvador percebe àqueles que sofrem a dor do abandono, que amargam o sentimento de desprezo e caíram no buraco da mais tenebrosa angústia de alma; e então, Se dirige com misericórdia a essas pessoas para oferecer o que a misericórdia humana é incapaz de dar e fazer.

2. Jesus procura pelo mais fraco da turma enferma: Contrariando a lei da sobrevivência do mais apto, Jesus foi em busca do caso mais caótico, do doente mais deplorável, do sofredor mais crítico; Seu objetivo era mostrar a ele e a todos ali presente (e até mesmo a nós hoje) o que realmente é misericórdia e, qual é seu real poder restaurador.

3. Jesus Se aproximou daquele que ninguém se aproximava: Como pária da sociedade, o paralítico era vítima da crueldade do sofrimento. O paralítico representa a miséria humana como alvo da misericórdia divina. 

a) Aquele que é abandonado pela família, não é abandonado por Jesus.
b) Aquele que é desprezado pelos amigos na Casa da Misericórdia, é visitado por Jesus – a misericórdia divina em pessoa.
c) Aquele que é esquecido pela sociedade, não fica ignorado pela Majestade do Céu, pois Ele visita nosso mundo dominado pelo príncipe das trevas e alcança as pessoas na miséria em que se encontram.

III. A MISERICÓRDIA DE JESUS AGE NA MISÉRIA HUMANA REVELANDO GRAÇA INDESCRITÍVEL – João 5:6-9 

O Tanque de Betesta, a Casa da Misericórdia, também significa Casa da Graça; contudo, ali estava a desgraça assolando a sofredora humanidade. O local contrastava com o nome. Jesus possuído da misericórdia divina entrou nesse lugar miserável revelou Sua graça infinita – embora ali fosse um lugar pagão e o curado nem mesmo sabia quem era Jesus, nem antes nem depois da cura (João 5:12-13).

1. Mesmo que a pessoa esteja mais concentrada em seus problemas, limitações e obstáculos do que na graça de Cristo, a misericórdia divina age visando a restauração dos inválidos. 

a) Mesmo que não saibamos responder ao: “Queres ser curado?” miraculosa e misericordiosamente a cura divina se manifesta ao paralítico inválido.
b) Mesmo que a pergunta não seja respondida, Jesus não repreende ao miserável que sofre em seus infortúnios; ainda que tal condição deplorável seja consequência direta do pecado (João 5:14).
c) Mesmo que não respondamos à pergunta de Jesus por causa de nosso vitimismo ou negativismo, ou mesmo pela incapacidade de compreensão da Sua pergunta, Jesus olha compassivamente e diz: “Levanta-te, toma teu leito e anda”. Interessante que, “imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar” (João 5:9).

2. Mesmo que a pessoa assolada pela circunstância não acredite que haja algo que possa ser feito para mudar a situação, Jesus entra em cena e age em favor do ignorante.

3. Mesmo que a pessoa pense que os outros tenham mais vantagens e entram no tanque em sua frente, ou pense que seu destino seja ficar naquela situação deprimente, e nem pode responder positivamente à graça divina, Jesus em Sua misericórdia acode ao necessitado libertando-o graciosamente da desgraça em que se achava.

CONCLUSÃO:

1. Pelo fato da graça e da misericórdia divina estarem a nosso alcance, não podemos ignorar que temos condições de optar em meio às misérias desta vida de pecado. Podemos escolher como reagiremos às mazelas da vida positivamente, isso graças à misericórdia divina, não da misericórdia humana.
2. Pelo fato da graça e da misericórdia de Jesus estarem presentes e à nossa disposição, não devemos deixar que o espírito de vitimização tome conta de nós, de nossa família, e principalmente de nossas decisões; nem devemos permitir que paralise nossa personalidade ou nossa reação diante da oferta de Cristo.
3. Pelo fato da graça e da misericórdia divina ter entrado em nosso mundo e em nossa história deprimente através de Cristo, podemos tirar nossos olhos do problema para a solução, da miséria para a misericórdia, e responder instantaneamente diante das palavras poderosas de Jesus: “Levanta-te, toma o teu leito e anda”. 

APELO:

1. Aceite a graça e a misericórdia de Cristo levantando-se imediatamente de uma visa paralisada no pecado.
2. Sinta a graça e a misericórdia divinas e tome uma atitude positiva, nobre.
3. Experimente o poder da graça e misericórdia de Deus para que não fiques parado (paralisado); portanto, creia, confie, ande e, viva a vida.

Pr. Heber Toth Armí

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