terça-feira, 22 de junho de 2021

DEUS AVISA ANTES DE AGIR NO MUNDO

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Amós 3:7

1. Mesmo que o pecado gerou uma falha na comunicação entre Deus e as pessoas, Deus criou uma estratégia para Se comunicar apesar das barreiras que intentam atrapalhar.

2. Mesmo que sejamos seres humanos pecadores, Deus prezou pelo relacionamento e até mesmo pela redenção dos condenados, nunca a destruição.

3. Mesmo com as impossibilidades resultantes da desgraça do pecado, Deus utilizou vários meios para Se conectar e Se relacionar, o meio mais utilizado foi o profetismo. 

a) A comunicação relacional foi essencial muito antes do pecado. Adão e Eva só souberam de que no Éden havia perigo na árvore do conhecimento e do mal e suas consequências porque Deus informou e avisou.

b) Se a comunicação divina foi essencial ao ser humano antes do pecado, quanto mais no mundo de pecado onde não temos a habilidade mental e moral que tinham as pessoas antes da queda.

I. OS PROFETAS PROVAM QUE DEUS NÃO FAZ NADA SEM ANTES REVELAR SEUS PLANOS AOS SERES HUMANOS – Amós 3:7 

1. O profeta (Nabhi, no hebraico) implica em uma pessoa ser instrumento de Deus para compartilhar Sua mensagem aos pecadores.

2. Embora tenha sido chamado de “enviado do Senhor” (Ageu 1:13), “servo do Senhor” (I Crônicas 6:49), e também “homem de Deus” (( Samuel 9:6), o profeta sempre tem sido instrumento divinos para revelar segredos à humanidade (II Crônicas 36:15).

3. Sendo que os profetas são recursos com os quais Deus Se comunica conosco, desprezar um profeta significa desprezar o próprio Deus. Mesmo sendo rejeitado, Deus avisa antes de agir ou executar Seu juízo, visando à salvação de alguém (II Crônicas 36:16). O profetismo bíblico nos ensina que:

a) Deus não abandonou o ser humano na desgraça do pecado.

b) Deus não deixou o pecador desnorteado, à sua própria sorte.

c) Deus esteve sempre revelando Sua vontade e Seu interesse aos pecadores.

d) Deus cuida, protege, guia, orienta, apela e inspira aos seres humanos.

e) Deus anseia salvar, restaurar e purificar aos condenados pecadores. 

II. OS PROFETAS PROFEREM A MENSAGEM DE DEUS ATRAVÉS DAS PALAVRAS HUMANAS A FIM DE ALERTAR-NOS – Amós 3:7

1. Na história bíblica fica claro que Deus não faz nada no mundo sem antes revelar Suas intenções, Seus planos, Seus segredos aos Seus servos, os profetas.

2. Na história humana é nítida a comunicação divina revelando cuidado, amor e misericórdia aos pecadores, sejam eles quem fossem.

3. Na história, Deus sempre cumpriu o que revelou em Amós 3:7. Em pelo menos quatro grandes eventos, podemos notar a realidade cumprida dessa revelação:

a) Alerta quanto à primeira destruição do mundo: Deus levantou Noé, o qual pregou por 120 anos sobre uma inundação mundial conhecida como Dilúvio (Gênesis 6:3, 13; II Pedro 2:5).

b) Manifestação na libertação do cativeiro do povo escolhido: Deus levantou Moisés como Seu porta-voz diante do povo egípcio para conduzir os israelitas à libertação (Êxodo 4:15-16; 11:1-3).

c) Alerta quanto ao perigo da adoração de ídolos: Conhecendo o risco de o povo absorver a idolatria da terra de Canaã e prevendo o cativeiro como consequência da apostasia, Deus levantou homens e mulheres para alertar o povo: Débora, Elias, Eliseu, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Oséias, Amós, e muitos outros (Jeremias 35:15).

d) Manifestação no preparo para o primeiro advento de Cristo: Diante do maior evento da história terrestre, Deus levantou João Batista e Ana para prepararem o coração do povo para o nascimento de Seu amado Filho, O qual seria o Salvador do mundo (Lucas 2:35-37; 3:1-6).

III. OS PROFETAS SÃO O MEIO DE MOSTRAR AO MUNDO CONDENADO À DESTRUIÇÃO QUE DEUS ESTÁ EMPENHADO NA SALVAÇÃO DOS PECADORES – Amós 3:7

1. Aguardamos a segunda destruição do mundo: Jesus profetizou que o comportamento dos pecadores e os acontecimentos que antecederam ao dilúvio seriam repetidos por ocasião de Seu retorno (Mateus 24:37-38). Será que Deus não irá cumprir Amós 3:7 nesse momento como cumpriu num evento semelhante?

2. Esperamos a última libertação do povo de Deus: Os cristãos aguardam a maior libertação da história, quando serão plenamente resgatados deste mundo em destruição (Filipenses 3:20-21). Será que Deus não revelará Seus segredos por meio de pelo menos um profeta nessa época?

3. Está profetizada a maior idolatria da história: A adoração à besta e à Sua imagem envolverá o mundo todo (Apocalipse 13:4, 7-8). Será que Deus mudou, ou irá fazer como sempre fez? Deus levantará um profeta antes de agir em relação à idolatria mundial?

4. Expectativa da segunda vinda de Cristo: O segundo advento de Cristo será o maior evento da história mundial cujo impacto será universal (Apocalipse 6:12-17). Será que Deus vai ignorar Sua revelação em Amós 3:7? Esse texto não faz mais sentido em nossa época? Satanás crê e se antecipa para atrapalhar a Deus:

a) Satanás sabe como Deus age; por isso, está levando a humanidade à incredulidade quanto à existência de um Deus Criador. Sua estratégia é a teoria da evolução como ciência verdadeira contra a teoria da criação como sendo espúria.

b) Satanás sabe que Deus cumpre o que prometeu; por isso, por volta de 1840 o espiritismo surgiu com todo vigor e também alguns profetas como Allan Kardec, Joseph Smith e Ann Lee com visões, sonhos e profecias.

c) Satanás sabe como e quando imitar o que Deus fará a fim de enredar as pessoas em seus emaranhados teológicos. Reagiremos como espera Satanás ou como Deus espera de nós?

CONCLUSÃO: 

1. É nítido um paralelismo na história quanto ao comportamento da sociedade que levou Deus a levantar profetas. Será que Deus não vai cuidar de Seu povo no tempo do fim como sempre cuidou através de Seus profetas? Terá Deus abandonado Seu povo à própria sorte diante dos últimos eventos do tempo do fim? No período mais crítico da humanidade, Deus não cumprirá Amós 3:7?

2. É nítido que há uma convergência das características históricas nos últimos dias com eventos que acontecem simultaneamente aos momentos em que Deus viu a necessidade de levantar profetas. Então, se as circunstâncias similares que envolviam esses quatro fatores (destruição, libertação, idolatria e vinda do Messias), Deus enviou Seus servos, os profetas, não faz sentido enviar alguém nos últimos dias quando todos esses fatores acontecem ao mesmo tempo? Será que Deus mudou, ou ainda age conforme está registrado em Amós 3:7?

3. É nítido na história bíblica que Deus sempre cumpriu o texto de Amós 3:7, certamente Ele não fará diferente de como agiu no passado. Na verdade, assim que, em 1798, quando começou o tempo do fim, logo Deus levantou três pessoas com o dom de profecia visando conduzir Seu povo, demonstrando cuidado para que não seja destruído com o pecado, almejando a libertação dele deste mundo, alertando quanto à maior idolatria da história e preparando-o para o maior evento do Universo – o segundo advento de Cristo. Os nomes destes três profetas são:

a) William Ellis Foy, um negro norte-americano por volta dos 20 anos teve diversas visões e as tornou conhecidas em 1842.

b) Hazem Foss teve duas visões, mas se recusou ao exercício do dom de profecia pelas consequências que enfrentaria.

c) Ellen Gould Harmon, uma frágil jovenzinha que se deixou usar poderosamente por Deus, tornando-se assim em uma das 100 mais destacadas personagens dos Estados Unidos, a qual elevou o povo de Deus das cinzas das heresias da Idade Média para a luz da verdade bíblica.

APELO:

1. Saiba que Deus não faz coisa alguma sem antes revelar Seus Segredos aos Seus servos, os profetas.

2. Saiba o que Deus revelou aos Seus profetas no decorrer da história de pecado ligado ao desenvolvimento do plano da salvação.

3. Saiba que, embora no tempo fim Satanás intensifique Suas estratégias de engano e destruição, Deus cuida de Seu povo através do dom de profecia até hoje.

Pr. Heber Toth Armí

segunda-feira, 7 de junho de 2021

SAIBA REAGIR AO CUMPRIMENTO PROFÉTICO NEGATIVO

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Daniel 1:1-9 

1. O livro de Daniel contém aspectos históricos e proféticos, nele temos a história antes dela acontecer e também a interpretação do que aconteceu na história.

2. O livro de Daniel se equipara ao último livro do Novo Testamento, o Apocalipse; assim, ele é o Apocalipse do Antigo Testamento.

3. O livro de Daniel registra um cumprimento da profecia proferida por Jeremias (o exílio de Judá em Babilônia) e um aspecto específico da profecia de Isaías (os filhos da realeza judaica serviriam na corte babilônica). Diante desses fatos, extrairemos três importantes aplicações para quem sofre aspectos negativos da profecia:

I. DESCUBRA AS CAUSAS DAS CONSEQUÊNCIAS DOS GRANDES SOFRIMENTOS – Daniel 1:1-2

  1. Os infortúnios que nos acarretam podem ser resultados de negligência espiritual: O exílio era consequência da irreverência para com Deus e da apostasia da verdadeira religião, constado nas advertências de Deus ao Seu povo através de Moisés (ver Deuteronômio 28, especialmente os versículos 15, 25, 41, 45, 49-50, 62-65).

  2. As desgraças acarretando sofrimento podem resultar da vida pervertida dos outros: O exílio foi uma forma de Deus alertar o povo para as consequências do estilo de vida depravado que permeava todas as classes sociais, até mesmo a realeza.

  3. As consequências dos erros das pessoas são proferidas por Deus em Sua Palavra: O cativeiro era uma profecia geral, contudo, práticas específicas resultariam em detalhes acrescentados, como se vê na negligência missionária do rei Ezequias:

a) Após ser curado de uma doença incurável, Ezequias louvou a Deus (Isaías 38), todavia negligenciou testemunhar dEle quando vieram emissários de Babilônia para visitá-lo, movidos pela curiosidade da cura miraculosa e do retrocesso do sol (Isaías 39).

b) Após os milagres de cura e no espaço sideral os adoradores do sol quiseram saber sobre o Deus dos judeus; porém Ezequias perdeu a oportunidade de testemunhar apresentando sua glória, não a glória do Seu Deus (Isaías 39:2).

c) Após a negligência missionária do rei, o profeta Isaías trouxe esta profecia: “Eis que virão dias em que tudo quanto houver em tua casa, com o que entesouraram teus pais até ao dia de hoje, será levado para a Babilônia; não ficará coisa alguma, disse o Senhor. De teus próprios filhos, que tu gerares, tomarão, para que sejam eunucos no palácio do rei da Babilônia” (Isaías 39:6-7; ver II Reis 20).

d) Após erros cometidos pelas pessoas, as consequências sobrevirão até mesmo aos inocentes: “Disse o rei [Nabucodonosor] a Aspenaz, chefe dos eunucos, que trouxessem alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e língua dos caldeus” (Daniel 1:1-4).

II. PERSEBA DEUS AGINDO NA HISTÓRIA DE SOFRIMENTO ATRAVÉS DE SEUS PROFETAS – Daniel 1:1-4

1. Deus entrega Seu povo ao sofrimento visando discipliná-lo: Deus entregou Judá nas mãos de Nabucodonosor para que o povo aprendesse a se entregar a Ele e não ao pecado. O juízo divino sobre o povo apostatado devia levar o povo a relembrar as advertências sobre o exílio e a base da aliança em Deuteronômio 28. Diante da vergonhosa apostasia do povo de Deus, observe estes detalhes: 

a) Jeremias foi profeta, usado por Deus para alertar das consequências da idolatria descarada e da perversão da religião; porém, a mensagem de alerta foi rasgada e queimada pelo rei do povo de Deus, Jeoaquim (Jeremias 36:20-26).

b) Urias foi profeta, que proferiu mensagens que feriu interesses egoístas e arrogantes do rei de Judá; consequentemente, foi sequestrado e assassinado à espada diante do rei (Jeremias 26:20-23).

c) Jeoaquim foi o décimo-oitavo rei de Judá. “Ele era cruel, egoísta e ímpio. Impôs pesados impostos sobre o povo. Era odiado por seus súditos”, destaca Henry Fayerabend. 

2. Deus entrega Seu povo ao sofrimento visando restauração: Profecias rasgadas deveriam ser valorizadas, o profeta assassinado deveria ser respeitado, a corrupção religiosa deveria ser corrigida, a confiança no templo deveria ser transferida ao Senhor do Templo. Eis a razão do exílio!

3. Deus entrega Seu povo às consequências do pecado a fim de que veja a malignidade no pecar: Visando conscientizar, Deus permite as desgraças oriundas do ato de pecar. Deus almeja que saibamos que se não levarmos a sério Sua Palavra, sofreremos as consequências dessa negligência. Portanto...

a) Ainda que Sua Palavra seja rasgada e queimada, Deus não quer eliminar Seu povo, mas almeja restaurá-lo.

b) Ainda que Seus profetas sejam sequestrados, presos e assassinados, Deus espera que indiferentes e apáticos sejam transformados e salvos.

c) Ainda que Seu povo experimente desgraças da desobediência, Deus age para atraí-lo à obediência, revelando que a religião de fachada não serve para nada diante das adversidades.

III. DECIDA AGIR CORRETAMENTE MESMO QUANDO A APOSTASIA LEVOU DESGRAÇA ATÉ AOS INOCENTES – Daniel 1:5-9

1. Não precisamos lamentar por sofrer consequências dos erros alheios: As consequências do pecado dos judeus resultaram no exílio na terra dos caldeus e, a negligência missionária de Ezequias levou os filhos da realeza judaica a serem eunucos no palácio do rei da Babilônia; porém Daniel, Hananias, Misael e Azarias persistiram no compromisso com os princípios divinos, revelando a nós que Deus abençoa aos inocentes que sofrem por culpa dos outros.

2. Não precisamos ser indiferentes a Deus por causa do sofrimento resultante da negligência dos antepassados: Atingidos pelas consequências da apostasia do próprio povo e sofrendo pela negligência missionária do rei Ezequias, ainda assim Daniel e seus amigos se dispuseram a testemunhar através de atitudes corretas. Uma tremenda motivação para nós!

3. Não precisamos afrouxar princípios e fidelidade a Deus mesmo sofrendo consequências dos erros que não cometemos: Daniel foi fiel apesar de estar entre infiéis; foi perseverante no que é certo estando numa sociedade em declínio espiritual e na corte babilônica que desafiou sua perseverança. Que precioso legado deixado a nós!

CONCLUSÃO:

1. Ainda que pessoas influentes não testemunhem de Deus diante de oportunidades ímpares, não precisamos ser negligentes; Daniel mostra que podemos testemunhar mesmo em meio às consequências da indiferença de nossos conterrâneos.

2. Ainda que soframos as consequências das negligências missionárias de pessoas de fé, podemos erguer bem alto o estilo de vida indicado por Deus, como fez Daniel; assim vamos impactar os cristãos negligentes e os pagãos descrentes.

3. Ainda que aspectos negativos da profecia nos atinjam, devemos honrar ao Deus que misericordiosamente age em prol de Seu reino, e faz o que sabe ser melhor como fez a Daniel e a seus amigos.

APELO:

1.   Sê fiel, a despeito dos infiéis.

2.  Sê perseverante, embora sofras as consequências dos negligentes.

3.  Sê testemunha de Deus, apesar da falta de bons testemunhos de pessoas influentes.

Pr. Heber Toth Armí

terça-feira, 18 de maio de 2021

DEMÔNIOS CRENTES OU CRENTES DEMÔNIOS?

INTRODUÇÃO: Texto bíblico: Tiago 2:14-26

1. Por mais importante que seja a fé, somente a fé verdadeira no alvo certo é que vale para o Deus verdadeiro.

2. Por mais correta que seja a crença de uma pessoa, tal crença só terá valor no cristianismo caso for pautada por uma fé viva, dinâmica e atuante.

3. Por mais que muita gente alega crer em Deus, o próprio Deus mostra que tem crente que não vai além da crença dos demônios.

I. A FÉ VERDADEIRA VAI ALÉM DO CONTEÚDO INTELECTUAL – Tiago 2:14-18

1. O conhecimento intelectual é importante para a fé, mas não deve ser um fim em si mesmo, a fim de não idolatrarmos o conhecimento.

2. O conhecimento é importante; entretanto, se não o assimilarmos às nossas decisões diárias, nossa indiferença será uma das maneiras de revelar nossa descrença escondida no coração.

3. O conhecimento é fundamental, mas devemos ir além de informações sobre Deus. É essencial conhecer que, a) Deus existe, b) Jesus se fez homem, c) morreu vicariamente e ressuscitou para nos libertar da morte, e, d) Seu sacrifício garante nossa absolvição no dia do juízo; mas tudo isso só será útil caso permitamos que essas crenças desenvolvam uma fé salvífica, que transforme radicalmente nossa vida.

II.A FÉ VERDADEIRA VAI ALÉM DA ACEITAÇÃO MENTAL – Tiago 2:19

1. Os demônios creem, aceitam fatos da fé: Hernandes Dias Lopes comenta que “a fé dos demônios atinge o intelecto e também as emoções. Os demônios têm um estágio mais avançado de fé que muitos crentes. A fé dos demônios não é apenas intelectual, mas também emocional. Eles creem e tremem! Crer e tremer não é uma experiência salvadora. Você não conhece uma pessoa salva pelo conhecimento que adquire nem pelas emoções que demonstra, mas pela vida que vive (Tg 2:18)”.

2. Os demônios creem por terem visto Deus: Eles estiveram no Céu, conviveram na gloriosa presença de Deus, presenciaram Jesus e o Espírito Santo em Suas múltiplas atividades, inclusive conhecem detalhes do evangelho; eles não são ateus, pois creem no que viram; consequentemente, eles creem e estremecem. “Ninguém duvida de que os demônios creem na existência de Deus. Sua crença pode ser intelectualmente correta, contudo, continuam sendo demônios. Com base nisso, ninguém dirá que o conhecimento da teologia correta produz fé genuína. A fé que salva transforma a vida” (Comentário Bíblico Adventista).

3. Os demônios sabem que é possível um crente estar perdido mesmo possuindo perfeita compreensão teológica: Eles sabem que fé envolve muito mais que mera concordância mental diante da revelação da Palavra de Deus; e, sabem também que é verdade tudo o que está entre a primeira e a última página da Bíblia; mas isso não os torna salvos. Vivendo como os demônios, muitos crentes estão iludidos com sua salvação, trilhando o caminho da perdição.

III. A FÉ VERDADEIRA TEM A VER COM CONFIANÇA TOTAL NA PESSOA CERTA – Tiago 2:20-26

1. A fé requer relacionamento amoroso, vivo e de confiança com Deus: “Abraão foi declarado justo porque confiou nas palavras de Deus e aceitou com alegria a promessa do Redentor. A evidência culminante de que ele confiava em Deus foi revelada em sua disposição de oferecer Isaque em sacrifício quando Deus ordenou, ato que aparentemente teria anulado as próprias promessas divinas. Essa ordem justificou a declaração de Deus sobre a dignidade do patriarca” (Comentário Bíblico Adventista).

2. A fé salvadora envolve muito mais do que se convencer de que algo é verdade: “Raabe decidiu ficar ao lado do povo de Deus e demonstrou sua fé no Deus de Israel, arriscando sua vida para salvar os espias. Tiago deixa implícito que, se ela tivesse professado fé no Deus de Israel e, contudo, não tivesse escondido os espias, sua fé seria estéril e morta” (Idem).

3. A fé que salva leva a pessoa a amar a verdade: Isso é mais do que simplesmente aceitar a Cristo, é ter prazer em viver dependendo dEle em todos os momentos da vida. O Comentário Bíblico Adventista recomenda: “A genuidade transparente da confiança de Abraão em Deus é um exemplo que todos devemos imitar”.

CONCLUSÃO:

1. Fé verdadeira está atrelada à realidade da vida: Os escritores do Livro de Deus não pregam um mundo fantasioso aos crentes; eles não estão cheios de distorções teológicas alegando que a fé nos leva a escapar dos problemas – quem faz isso são os pregadores influenciados pelos demônios. Tomadas de fé deturpada, quando as pessoas descobrem inesperadamente que precisam enfrentar a fria realidade do dia a dia (doenças, acidentes, catástrofes, desemprego, divórcio, etc.) essa fé se abala, fraqueja, esmorece e muitas vezes dá lugar à incredulidade – eis o alvo dos demônios para as pessoas!

2. Fé verdadeira está focada na Palavra e Seu Autor: Se estivermos desfocados da revelação divina expressa na Bíblia; sem confiança plena em Jesus; e, se pensarmos que Deus prometeu uma vida de prosperidade, desprovida de sofrimento, desgraças, doenças e tragédias, ao nos depararmos com tais situações problemáticas; certamente sofreremos uma crise de fé e poderemos até pensar que Deus nos abandonou – essa é uma das estratégias dos demônios para minar a fé dos fieis.

3.  A fé verdadeira é aquela que se fortalece diante das dificuldades da vida: Tal fé se livra das promessas falsas de uma graça superficial humanista gerada nos laboratórios do inferno que podem até mencionar Jesus, mas O representam como um super-herói ou um Coaching de autoajuda vestindo túnicas e sandálias – uma distorção diabólica de Jesus. A Bíblia revela que o cristão enfrentará situações adversas enquanto estiver neste mundo, contudo, preservará Sua confiança e fidelidade Àquele que prometeu Sua presença em meio às vicissitudes da vida, sendo bênçãos ao seu próximo!

APELO:

1. Não permita que os demônios crentes te levem à incredulidade.

2. Permita que tua fé vá além da crença dos demônios.

3. Deixe que a fé bíblica e verdadeira exerça influência em cada um de teus dias e assim serás uma bênção de Deus para as pessoas.

Pr. Heber Toth Armí

sexta-feira, 7 de maio de 2021

DEUS ESTEVE EM NOSSO MUNDO DETERIORADO

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Mateus 1:18-25 

A história sagrada cita várias vindas de Deus ao nosso planeta; Suas principais demonstrações são chamadas teofanias. Porém, Jesus é chamado de Emanuel, Deus conosco; pois Seu nascimento implica em Deus vindo plena, visível e perceptivelmente viver e conviver conosco. Considere:

1. Por que Cristo nasceu? Ao buscar respostas a esta pergunta, Nilton Aguiar chegou às seguintes respostas: Jesus nasceu para...

a) Se identificar com você.

b) viver por você.

c) morrer por você.

d) que você possa renascer.

e) levar você à casa do Pai.

2. Para quê Jesus nasceu? Os evangelistas bíblicos apresentam motivos importantes, destacarei cinco:

a) Jesus veio do Céu à Terra com propósito de buscar e salvar pessoas perdidas (Lucas 19:10).

b) Jesus veio do Céu à Terra para que não permaneçamos em trevas espirituais e morais (João 12:46).

c) Jesus veio do Céu à Terra para saciar a alma do pecador insaciável (João 6:35).

d) Jesus veio do Céu à Terra visando ofertar-nos uma vida plena (João 10:10).

e) Jesus veio do Céu à Terra com o objetivo de salvar o mundo (João 3:16-17).

3. Qual a dimensão do plano celestial para a Terra? Jesus é tão divino e tão eterno quanto o Pai; no princípio, Ele existia com o Pai. Jesus é o agente direto da criação (João 1:1-3). Após cerca de 4000 anos de degeneração resultante do pecado, João afirma categoricamente, sem titubear: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai” (João 1:14). Esse processo se deu quando Jesus nasceu (um bebê), passando nove meses no ventre de Maria, nutrido com o sangue dela e depois com seu leite. Assim Ele veio ser Deus conosco visando ser nosso salvador.

Consideremos os dois nomes que Mateus 1:18-25 apresenta em relação a Jesus.

I. O MENINO DEUS RECEBERIA O NOME “JESUS” PORQUE VIRIA SALVAR SEU POVO DOS PECADOS – Mateus 1:18-21

1. Jesus é a única proposta que soluciona nosso maior problema, sem Ele não existiria qualquer solução verdadeira: O nome Jesus vem do grego Iesus, do hebraico Yeshua‘, a forma final de Yehoshua, “Josué”, cujo significado é “Yahweh é a salvação”. A forma portuguesa procede do latim. Na época do seu nascimento, o nome Jesus/ Yeshua‘ era um nome comum nos meninos judeus. O que significava o quanto os pais tinham fé em Deus e na promessa de que um descendente da mulher traria solução ao problema da queda (Gênesis 3). O anjo Gabriel instruiu José a chamar o primogênito de Maria pelo nome Jesus, pois: “Ele salvará o Seu povo dos pecados deles” (Mateus 1:21).

2. Jesus é a única esperança à humanidade condenada; se Ele não viesse nascer em nosso Planeta, não teríamos futuro: Desde que Adão e Eva escancararam as portas do Jardim do Éden para a entrada do pecado, nosso Planeta passou a ser possuído pelos demônios, os quais visam arruinar e destruir a vida das criaturas de Deus. O alvo final dos agentes do mal é levar todas as pessoas à ruína total – à morte eterna. Jesus “entrou de cabeça” nesse mundo tomado por hostes satânicas, penetrando assim numa sociedade encharcada da imundícia do pecado; contudo, sem se contaminar, Jesus lutou nessa guerra cósmica para resgatar pecadores dominados pelas forças demoníacas e diabólicas. Seu nascimento é fruto da graça cujo alvo é resgatar-nos da desgraça em que estamos submersos.

3. Jesus é único de Sua espécie (Deus feito humano) cuja estratégia é restaurar o estrago catastrófico causado pelo pecado: O bebê que nasceria de Maria era o próprio Jeová, o Soberano do Universo, Criador dos Céus e da Terra. Além de Criador, Ele tornou-Se Salvador porque salvaria Seu povo dos pecados. O fato de Jesus nascer neste mundo é um milagre inexplicável, mas é a resposta para um problema irreparável do ponto de vista humano. “Cristo foi tratado como nós merecemos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia” (Ellen G. White, Desejado de Todas as Nações, p. 25).

II. O DEUS MENINO DEVERIA SER CHAMADO “EMANUEL” POIS SERIA A PLENITUDE DE DEUS CONOSCO – Mateus 1:22-25

1. Jesus, o Emanuel, Deus conosco, é o vínculo entre nós e o Santo Pai Celestial: Jesus é a ponte que nos religa sobre o abismo; Jesus nos reconecta ao Autor da vida e à fonte do amor. É para isso que Ele entrou num processo indescritível, inexplicável e incompreensível em sua totalidade. Mateus faz uma alusão ao texto de Isaías 7:14, o qual inclui:

a) O anúncio prévio de um nascimento singular: “Eis que uma virgem conceberá”.

b) O gênero do bebê prometido: “E dará à luz um filho” homem.

c) O nome que a criança receberia: “E Ele será chamado pelo nome de Emanuel”.

2. Jesus, Emanuel, Deus conosco, nos mostra que nem o pecado pode separar-nos do amor divino e do desígnio de comunhão conosco: Foi pensando em estar conosco, que a Trindade elaborou um plano; criou uma estratégia a fim de tornar possível o impossível, criou uma opção onde não havia solução. Nem o pecado, tão repugnante a Ele, O impediu de vir para estar conosco. Nem mesmo a humilhação e a crueldade da cruz O fizeram dar um passo atrás. Mesmo sabendo tudo o que enfrentaria, não titubeou, veio e Se entregou por amor para salvar ao pecador.

3. Jesus, Emanuel, Deus conosco, é a certeza da libertação que realmente carecemos: Em Cristo, o culpado é absolvido e liberto da desobediência e suas consequências.

CONCLUSÃO:

1. Deus sempre revelou Seu interesse em relacionar-Se conosco: Ao instituir o Santuário e seus diversos rituais, Deus falou a Moisés: “e farão para mim um santuário, para que eu possa habitar no meio deles” (Êxodo 25:9).

2. Deus, através de Cristo, avançou em Seu plano de estar conosco, por querer estar perto de nós: Não mais através do Santuário, agora por meio de Cristo, Deus habitou em nosso Planeta.

3. Deus, através de Cristo, alcançará a plenitude de Suas intenções salvíficas, quando o pecado for definitivamente erradicado: No final do milênio, após a Terra ser renovada, e a Nova Jerusalém tornar-se Sua capital, João nota que não viu mais santuário, “porque o Santuário é o Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro” (Apocalipse 21:22). Ellen G. White escreveu:

“A obra de redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. A Terra, o próprio campo que Satanás reclama como seu, será não apenas redimida, mas exaltada. Nosso pequeno mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do Universo de Deus. Aqui, onde o Filho de Deus habitou na humanidade; onde o Rei da Glória viveu e sofreu e morreu – aqui, quando Ele houver feito novas todas as coisas, será o tabernáculo de Deus com os homens, ‘com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus’. E através dos séculos infindos, enquanto os redimidos andam na luz do Senhor, hão de louvá-lO por Seu inefável Dom – EMANUEL, ‘DEUS CONOSCO’” (Desejado de Todas as Nações, p. 26).

APELO:

1. Desenvolva um desejo pela presença de Deus assim como Ele anseia por tua companhia.

2. Comprometa-se com Deus seguindo o modelo de compromisso que Ele tem com você.

3. Desfrute desde agora o prazer da presença de Deus conosco a fim de estar com Ele por toda a eternidade na glória.

Pr. Heber Toth Armí

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