domingo, 12 de maio de 2019

REVELAÇÃO BÍBLICA EM RELAÇÃO A CÉTICOS E INCRÉDULOS


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Malaquias 2:17

1. Diferentes formas de questionar a Deus revelam diferentes atitudes do coração humano diante dEle: Enquanto Asafe (Salmo 73), Jeremias (Jeremias 12) e Jó (Jó 21) questionavam em busca de respostas, os judeus da época de Malaquias enfadavam a Deus com seus questionamentos; pois, queriam justificar o relaxo espiritual e defender suas práticas imorais, como:

a) Profanação da aliança com Deus (Malaquias 2:10).
b) Casamento com descrente, jugo desigual (Malaquias 2:11).
c) Infidelidade conjugal, adultério (Malaquias 2:13-15).
d) Divórcio, repúdio do cônjuge (Malaquias 2:16).
e) Feitiçaria, infidelidade, mentira, injustiça, opressão e exploração (Malaquias 3:5).
f) Roubo nos dízimos e ofertas (Malaquias 3:8), etc.

2. Diferentes atitudes atraem diferentes respostas da parte de Deus: Asafe e Jeremias obtiveram respostas positivas às suas indagações, mas os judeus contemporâneos de Malaquias foram informados que enfadavam a Deus e, ainda ignoravam esse fato revelado pelo profeta.

3. Indiferença diante de Deus gera ceticismo, incredulidade e arrogância ou atitudes heréticas. Conceitos humanos formam teologia adulterada, contaminada e deturpada. “Pensais, qualquer que faz o mal passa por bom diante do Senhor, e desses é que Ele se agrada; ou: Onde está o Deus do juízo?” Quem pensa assim exalta, levanta a voz, e ataca ao misericordioso e gracioso Deus!

I. A CONCLUSÃO DOS CÉTICOS PODE ATÉ TER LÓGICA E FUNDAMENTO, MAS DESPROVIDA DA REVELAÇÃO DE DEUS ELA SERÁ EQUIVOCADA – Malaquias 2:17 

1. A falta de humildade e submissão à revelação de Deus tira conclusões equivocadas das evidências no mundo e na sociedade: Deus faz nascer o sol sobre justos e injustos (Mateus 5:44-45); Sua bondade pelos pecadores produz arrependimento (Romanos 2:4). Consequentemente, os que confiam em sua razão limitada e defeituosa concluem que os maus são considerados bons por Deus.

2. A falta de discernimento espiritual deturpa fatos palpáveis: A ignorância espiritual confunde paciência, graça e misericórdia divinas com injustiça, indiferença ou até mesmo chega-se a crer na inexistência de Deus ou mesmo que Ele tenha virado as costas para a humanidade.

3. A falta de humildade para admitir erros impossibilita a compreensão real de quem é Deus: A atitude dos judeus revela que as justificativas frente à perversão moral podem ser lógicas (corruptos prosperam, ladrões são bem sucedidos, depravados enriquecem, etc.), porém, ofendem ao Deus que é gracioso e misericordioso, mas também santo e justo, e no Seu tempo fará justiça.

II. A CONCLUSÃO DOS CÉTICOS SEMPRE ESTARÁ ENCHARCADA DE CORRUPÇÃO TEOLÓGICA – Malaquias 2:17

1. Ao racionalizar a conduta sem ética, o pecador certamente estará ofendendo a Deus por suas críticas infundadas: Desde que Adão justificou sua queda acusando a Deus por ter feito Eva, os seres humanos têm se enredado nesse tipo horrendo de filosofia. Em Malaquias, após o povo declarar que “qualquer que faz o mal passa por bom diante de Deus”, passa a defender a tese de que é dos maus “que Deus se agrada”.

2. Ao racionalizar a culpa pelos atos pecaminosos, o pecador questionará e condenará a Deus como indiferente, injusto, profano ou mesmo declarando Sua inexistência: Se Ele é bom e os bons não prosperam é porque Deus é incapaz de agir ou é porque Ele não existe. O povo de Israel lidava com tais questões, pois ao retornar do cativeiro babilônico e reconstruir o templo de Deus, a situação deles era deplorável e caótica, enquanto que as nações pagãs prosperavam. A miséria e desgraça vividas pelos israelitas após o retorno do exílio eram fatos que promoveram conclusões equivocadas nos indiferentes pecadores, quando na verdade deveriam ter olhado para suas perversidades morais e éticas para obterem conclusões corretas de suas análises.

3. Ao racionalizar a perversão da justiça geralmente Deus é tido como réu em vez de juiz: Os culpados se levantam como juízes para condenar a Deus. Os injustos para com os carentes taxam o caráter de Deus de corrupto por acreditarem que Ele recompensa o mal e ignora o bem, e por crerem que, se Deus existe, Ele Se agrada dos maus e não dos bons (interessante que eles eram bons só no pensamento deles, não no de Deus). 

III. A CONCLUSÃO DOS CÉTICOS É QUE NÃO HÁ AÇÃO DE DEUS NA HISTÓRIA OU QUE HAVERÁ JULGAMENTO FUTURO – Malaquias 2:17

1. Ao questionar a Deus não significa que o questionador está certo. Arguir “onde está o Deus do juízo?” sugere que Deus não está sendo justo, que Ele não age corretamente, que Ele é imparcial, ou que Ele é indiferente ou lerdo demais para lidar com os assuntos do mundo ou que Ele não existe. Sendo que os acusadores eram culpados diante de Deus, a hipocrisia deles evidenciava cada vez mais. O culpado geralmente projeta nos outros a sua transgressão, e tem aqueles que ousam projetar sua perversidade no caráter de Deus.

2. Ao questionar a Deus não significa que o interpelador tenha razão, mas que fundamenta suas questões sobre meras opiniões. A visão humana é limitada, diferente da visão de Deus que é infinita. Apegar-se ao próprio entendimento é loucura, por mais que seja chamado de sabedoria. Fazer das meras opiniões convicções é o cúmulo da ignorância, por mais que haja alguma coisa que lhe sirva de prova – maus prosperando e os bons sobrevivendo.

3. Ao questionar a Deus o cético revela que é cego e ignorante diante das grandes questões da vida. A atuação de Deus na história está claramente revelada desde Gênesis até Apocalipse, desde a criação até à recriação. Sua maior atuação foi dar Seu único Filho para morrer numa cruz para salvar aos condenados pecadores.

CONCLUSÃO:

1. Céticos são ousados, provocadores, intrometidos, acham-se donos da verdade quando realmente eles estão tentando apagar a consciência diante da vida perversa que levam; é mais conveniente crer que Deus não existe do que acreditar que um juízo divino aguarda a todos no final da história (ver também II Pedro 3:3-7).
2. Céticos são racionais, lógicos e retóricos em seus argumentos, suas meras opiniões possuem a força da convicção como se eles fossem donos da verdade, quando, na realidade, eles se escondem atrás dos seus argumentos a fim de levar uma vida sem precisar dar satisfação para ninguém.
3. Céticos são arrogantes, orgulhosos, cegos e surdos para a revelação de Deus; por isso, nem mesmo o próprio Deus que sonda os corações, dono de toda sabedoria, e pós-doutorado em todas as matérias, consegue convencer àqueles que O enfadam com suas palavras ingênuas. Contudo, abra os olhos, fique atento que Deus está graciosa e misericordiosamente te dando tempo para que te arrependas, antes que venha o dia do acerto de contas (Malaquias 3:1-5; 4:1-6).

APELO:

1. Procure enxergar a vida com uma visão mais elevada.
2. Abandone as meras opiniões pelas sábias revelações divinas.
3. Tente compreender o gracioso plano de Deus e Sua imensa misericórdia para com você...

Pr. Heber Toth Armí.

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