quinta-feira, 18 de julho de 2019

MELHOR FECHAR AS PORTAS DA IGREJA SE NÃO FOR PARA CULTUAR DEVIDAMENTE A DEUS


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Malaquias 1:10

1. A negligência espiritual e a hipocrisia religiosa levam Deus à apatia em relação a adoradores com tais características.
2. A superficialidade espiritual e a formalidade religiosa não são palatáveis para Deus, são intragáveis.
3. A mornidão espiritual e religiosidade leviana são inaceitáveis ao Santo e Soberano Deus do Universo.

I. DEUS PREFERE QUE AS PORTAS DO TEMPLO SEJAM TRANCADAS EM VEZ DE ABERTAS PARA TODO TIPO DE CULTO QUE NÃO LHE AGRADAM – Malaquias 1:10

Através do profeta Malaquias, Deus fala aos líderes religiosos: “Gostaria que um de vocês fechasse as portas do Templo” (NTLH). “Ah, se um de vocês fechasse as portas do templo” (NVI). “Por que alguém não fecha as portas do templo, pondo uma tranca?” (A Mensagem). Desse pedido de Deus, extraímos os seguintes pontos:

1. Deus abre o coração e expõe Sua indignação contra os religiosos que vivem a fé superficial e relaxadamente.

2. Deus compartilha Sua frustração com Seu povo que não O leva muito à sério na rotina diária da vida.

3. Deus revela o que vai no íntimo de Sua alma em relação àqueles que vivem à superficialidade do compromisso com Ele.

a) Se existe corrupção na prática da adoração é melhor ter as portas das igrejas fechadas.
b) Se existe perversão do culto a Deus é melhor trancar as portas da igreja para não ofender ainda mais ao Pai Celestial.
c) Se existe depravação religiosa e deformação espiritual por parte dos religiosos é melhor nem aparecer na igreja para oferecer um culto desprovido de sinceridade. 

II. DEUS ACHA PERCA DE TEMPO CULTUÁ-LO NO TEMPLO DE FORMA INDEVIDA, SEM FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA – Malaquias 1:10

O desejo de Deus de que as portas do Templo fossem trancadas tem um objetivo claro: “Assim vocês não ascenderiam mais fogo inutilmente no meu altar” (NTLH). “Assim ao menos não ascenderiam o fogo do meu altar inutilmente” (NVI). “Assim, nenhum de vocês poderá entrar e brincar de religião com esse culto sem sentido” (A Mensagem).

1. Deus não tem prazer quando banalizamos a Bíblia, pois assim fazendo reduzimos o conceito da verdadeira religiosidade que envolve uma mudança radical de vida em tempo integral, então é preferível que não haja ajuntamento para tal culto.

2. Deus não se alegra quando consideramos à frequência à igreja um mero hobby, ou quando vamos à igreja assim como vamos a parques de diversões ou a um passeio qualquer:

a) Sem vida digna de verdadeiro adorador.
b) Sem Bíblia, sem lição da Escola Sabatina.
c) Sem intenção nenhum de se encontrar com Deus.
d) Sem uma oferta digna que Ele merece.
e) Sem intenção de louvar, adorar e glorificar o nome de Deus.

3. Deus não se satisfaz quando brincamos de religião durante a semana e nos finais de semana nos dirigimos à igreja para oferecer-lhe um culto sem sentido. Por isso, é melhor trancar as portas e não deixar ninguém entrar. Tal ato nos faz lembrar a execução de Nadabe e Abiú, quando ofereceram fogo estranho no altar de Deus (Levítico 10:1-3):

a) Eles desprezaram as orientações na revelação de Deus.
b) Eles fizeram o ritual certo da forma errada e com a vida errada, embriagados.

III. DEUS REJEITA CERTOS TIPOS DE CULTOS QUE NÃO TÊM FOCO NO LUGAR CERTO – Malaquias 1:10 

Prestar um culto vazio, sem motivo, não vale nada; pelo menos para Deus. Por isso, vimos o ardente desejo do Senhor para que houvesse alguém que trancasse as portas do Templo. Seu desabafo era para que Seu altar não fosse aceso em vão. Tal revelação dos sentimentos de Deus expressa a ideia de que, ter fechadas as portas do templo “seria melhor do que os sacrifícios defeituosos que o povo apresentava” (Bíblia de Estudo Andrews).

1. Deus revela desprazer pelo adorador relaxado e desfocado: “Eu não estou satisfeito com vocês” (NTLH). “Não tenho prazer em vocês” (NVI). “Não estou satisfeito” (A Mensagem). Mais do que adoração, o que Deus realmente almeja é adoradores que saibam adorar em espírito e em verdade (João 4:24). Um adorador que adora como bem entende, não está melhor que Caim, que não recebeu aprovação por sua oferta (Gênesis 4:3, 5-7).

a) Aglomerações de pessoas para adorar sem base na Palavra de Deus não passam de reavivamentos falsificados.
b) Ajuntamento de pessoas desejando adorar a Deus mas sem fundamento em Sua Palavra não resulta em reavivamento que atraia o refrigério do verdadeiro Espírito Santo.
c) Multidões reunidas para cultuar a Deus de forma superficial despertará náuseas em Deus (Apocalipse 3:16), em vez de prazer em Seu coração.

2. Deus declara que rejeita práticas e ofertas de quem adora de forma errada: “Não vou aceitar suas ofertas” (NTLH). “Não aceitarei as suas ofertas” (NVI). “Eu não quero mais esse culto de faz de conta” (A Mensagem). Quando Deus não aceita a vida do adorador negligente, certamente as práticas ritualísticas desse adorador serão abertamente rejeitadas.

a) Desrespeitar a Deus durante a semana descaracteriza nossa adoração no final de semana.
b) Desonrar a Deus em nossa vida diária jamais será compensado com algumas práticas religiosas em alguns momentos de culto.
c) Desobedecer a Deus no viver da religião fora do templo resulta na rejeição da adoração e do adorador dentro do Templo.

CONCLUSÃO: 

1. “Malaquias fala sério quando diz que é melhor fechar as portas do que continuar oferecendo cultos sem valor. Ele está indignado com que as pessoas pensassem que estes rituais tivessem algum valor, motivando falsa confiança” (K. G. Baldwin). O culto de valor que agrada ao Senhor vai além dos meros rituais, é o elevar nossa alma para honrar ao Senhor pelo amor e cuidado que tem por nós. Se não for assim, “não adorar ao Senhor seria melhor que [oferecer] um culto desprezível” (D. L. Moody).

2. Malaquias quer uma revitalização do culto quanto apresenta Sua revelação: “Aparentemente, os sacerdotes tinham enganado a si mesmos ao pensarem que, quando se tratava de adoração ou ofertas, alguma coisa era melhor do que nada, mornidão era melhor que frieza. Ao contrário, o Senhor prefere que cesse totalmente a adoração descuidada, irreverente e hipócrita (v. 10; cf. Is 1:11-15; 29:13; e Ap 3:15-16)” (Roger Beckwith). Com isso, Ele quer que procuremos melhorar nossa adoração a fim de que Lhe ofereçamos não apenas o melhor, mas adoração genuína a Ele.

3. Malaquias é enfático em apresentar a verdade sobre a adoração hipócrita. O texto é claro que, “entre aceitar as obras de Seu povo, mesmo sem gratidão, ou não aceitar obra alguma, Deus escolhe a segunda opção” (O Novo Comentário Bíblico AT, p. 1412). “Deus prefere nenhuma adoração a uma adoração irreverente e hipócrita [...]. Algumas igrejas, porém, tornaram-se meros locais de encontro onde a adoração perdeu completamente o significado (Ap 3:15-16). Aqueles que frequentam tais igrejas devem arrepender-se e retornar a adorar a Deus em espírito e em verdade” (Yoilah Yilpet).

APELO:

1. Busque a essência do verdadeiro culto para que Deus não te rejeite como adorador hipócrita, superficial ou irreverente.
2. Fundamente tua adoração na revelação bíblica a fim de que teus momentos na igreja não sejam em vão.
3. Procure oferecer um culto de adoração que agrade ao coração de Deus.

Pr. Heber Toth Armí

quarta-feira, 17 de julho de 2019

ALERTAS DIVINOS FRENTE À CHEGADA DO JUÍZO


INTRODUÇÃO: Texto bíblico: Malaquias 1:1-4:6 

1. Malaquias ergue a voz antes de Deus ficar em silêncio por 400 anos. Com destemida ousadia esse mensageiro inspirado dá o último recado a um povo que cambaleava em sua espiritualidade. Era mais uma tentativa da voz profética de preparar um povo que deveria estar aguardando a chegada do Messias. Essas profecias foram proferidas após um século do retorno do cativeiro babilônico, o ministério de Esdras e de Neemias, e aproximadamente quatro séculos antes da vinda de vinda do Senhor ao Seu Templo.

2. Malaquias, em seu texto inspirado pelo Espírito Santo, é tão relevante ao povo da segunda vinda de Cristo quanto fora aos judeus expectantes da primeira vinda do Messias. Assim, os quatro capítulos fornecem uma mensagem de primeira instância para cada cristão do século 21.

3. Malaquias tem uma mensagem forte e contundente para a igreja atual: “A hora do juízo de Deus é chegada, e sobre os membros da igreja na Terra repousa a solene responsabilidade de advertir aos que estão mesmo às bordas, por assim dizer, da eterna ruína” (Idem, 716).

I. A IGREJA DEVE FICAR ALERTA COM PELO MENOS SEIS PECADOS QUE ATRAPALHAM A ESPERA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO:

Há pelo menos seis pecados que caracterizavam a igreja do Antigo Testamento na época do profeta Malaquias quando aguardavam a primeira vinda de Cristo, os quais devem servir de alerta a nós que aguardamos Sua segunda vinda:

1. Desvalorização do amor divino (Malaquias 1:1-5). As pessoas projetam a Deus a própria falta de amor delas para com Deus, e então questionam tal amor divino. Mesmo que o amor de Deus não seja percebido por indiferentes, isso não significa que Ele não está sendo demonstrado. E quanto a nós?

a) Ainda insistimos questionando a Deus, Seu amor e Sua fidelidade, da mesma forma que os judeus na época de Malaquias?
b) Ainda precisamos que Deus prove Seu amor para conosco como fez a Israel, mesmo após Jesus ter sido a maior revelação desse amor através de Seu sacrifício de amor na cruz?
c) Ainda colocamos em dúvida o amor de Deus, devido às nossas dores ocasionadas por nossa frouxidão espiritual e moral?

2. Desmoralização de Deus (Malaquias 1:6-2:9). As pessoas, orgulhosamente, agem com Deus como Alguém insignificante, ou como um Ser qualquer. Os judeus valorizavam mais as pessoas com cargos de autoridade do que o Senhor do Universo.

a) E nós, priorizamos Deus em nossas atividades, ou não dispomos de tempo para Ele?
b) E nosso coração e espiritualidade, demonstram compromisso com Deus ou revela um relaxado e quase insignificante relacionamento com Ele?
c) E quanto ao tempo, Ele ocupa espaço significativo em nossa agenda ou estamos tão cheios de compromissos que O desonramos o tempo todo?

3. Destemida infidelidade a Deus (Malaquias 2:10-16). A dificuldade no relacionamento interpessoal revela o distanciamento das pessoas da presença de Deus. O casamento é o mais íntimo dos relacionamentos humanos, e sofre terrivelmente quando há significativo afastamento de Deus. Então reflita:

a) Quem te influencia mais, Deus e Seus princípios ou a cultura desprovida de Deus?
b) Demonstramos nosso compromisso com Deus através dos relacionamentos ou eles revelam que estamos mais comprometidos com as tendências secularistas e materialistas?
c) Como está teu casamento, como Deus planejou ou como o pecado projetou?

4. Definição equivocada da justiça divina (Malaquias 2:17-3:6). Indivíduos sem intimidade com Deus criam conceitos teológicos, destorcendo-Lhe o caráter. 

a) Você acredita que Deus age no mundo ou crê que Ele nos abandonou aqui?
b) Você apega-se a qual base filosófica para avaliar a sociedade e os diversos sofrimentos e mortes que nos assolam incessantemente?
c) Você possui conceitos sobre Deus que revelam quão íntimo você é dEle ou quão distante tem se afastado dEle?

5. Desrespeito com aquilo que pertence a Deus (Malaquias 3:7-12). Quem não coloca a Deus em primeiro lugar na vida terá dificuldades com dízimos e ofertas. Faça uma autoanálise: 

a) Teu dinheiro tem sido mais importante que Deus, ou Deus tem sido mais importante que o dinheiro?
b) Teu dinheiro testemunha de tua fidelidade a Deus ou testemunha de que você anda roubando o que pertence a Ele?
c) Tua forma de lidar com o dinheiro diante de Deus revela reverência ou ganância?

6. Difamação da graça de Deus (Malaquias 3:13-15). Pessoas vazias de Deus questionam Sua graça, reclamam de tudo, e questionam a justiça divina. Reflita com sinceridade: 

a) Você busca a Deus por causa das bênçãos visando vantagens e, quando a tua expectativa não é saciada te frustras com Ele?
b) Você serve a Deus visando Sua pessoa, Seu amor e Sua graça, ou apenas almejando Suas bênçãos e prosperidade material?
c) Você serve a Deus de coração mesmo em meio a dificuldades, desafios e obstáculos, ou vives um formalismo religioso, buscando nas cerimônias religiosas um amuleto da sorte, e depois ficas indignado por concluir que a religião bíblica parece não funcionar?

II. A IGREJA DEVE SABER COMO DEUS VAI PROCEDER EM SEU JUÍZO SOBRE O MUNDO:

Na profecia de Malaquias existem três interlúdios onde encontramos revelado o juízo divino em três ênfases:

1. Primeiramente, juízo sobre sacerdotes, ou seja, líderes religiosos (Malaquias 2:1-9). Os questionadores inveterados de Deus se surpreenderão no dia do juízo ao serem confrontados pelo próprio Deus.

2. Na sequência, juízo sobre o povo, ou seja, a igreja de Deus (Malaquias 3:1-6). Quem se acha justo aos próprios olhos se surpreenderão quando a justiça divina se manifestar, revelando que eram injustos quanto a seu julgamento próprio.

3. Finalmente, juízo em prol do remanescente perseverantemente fiel (Malaquias 3:16-4:6). O juízo celestial erradicará o mal definitivamente; todavia, será preservado e vindicado o remanescente que viveu descente e intimamente com o Deus Onipotente.

CONCLUSÃO: As seguintes citações de Ellen G. White nos auxiliam a compreender ainda mais a mensagem de Malaquias: 

1. “Solenemente foram os praticantes do mal advertidos sobre o dia do julgamento por vir, e do propósito de Jeová de visitar com imediata destruição cada transgressor. Todavia, ninguém foi deixado sem esperança; as profecias de Malaquias sobre o juízo foram acompanhadas de convites ao impenitente para que fizesse paz com Deus. ‘Tornai vós para Mim’, o Senhor apelava, ‘e Eu tornarei para vós.’ Mal. 3:7” (Profetas e Reis, p. 706).

2. “Dir-se-ia que nenhum coração pode deixar de responder a tal convite. O Deus do Céu está apelando a Seus filhos transviados para que voltem para Ele, a fim de que possam com Ele cooperar na condução de Sua obra na Terra” (Idem).

3. “A luz é uma bênção, uma bênção universal a derramar seus tesouros sobre um mundo ingrato, injusto e pervertido. Assim é com a luz do Sol da Justiça. A Terra toda, envolvida embora nas trevas do pecado, do infortúnio e da dor, deve ser iluminada com o conhecimento do amor de Deus. A luz que brilha do trono do Céu não deve ser excluída de nenhuma seita, categoria ou classe de pessoas [...]. As trevas devem fugir ante os brilhantes raios do Sol da Justiça” (Idem, 719). 

4. “As palavras finais de Malaquias são uma profecia concernente à obra que deveria ser feita como preparação dos primeiros e segundo advento de Cristo” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 288).

APELO: 

1. Fique alerta para que tua vida não seja caracterizada pelos pecados do povo de Deus da época de Malaquias.
2. Esteja alerta para a necessidade de preparo no tempo do juízo, antes da vinda de Cristo.
3. Invista na preparação de mais pessoas para que elas também vivam os maravilhosos planos de Deus.
Pr. Heber Toth Armí

quinta-feira, 4 de julho de 2019

ELEMENTOS ESSENCIAIS DA FÉ GENUÍNA


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Hebreus 11:8-19

1. A verdadeira fé reage positivamente diante das orientações de Deus. A fé nos eleva da desobediência para a obediência, da prisão da imoralidade às graças da santidade.

2. A verdadeira fé promove esperança diante das promessas de Deus. A fé nos eleva do presente para o futuro, tira nossos olhos deste mundo escuro e os coloca na maravilhosa cidade celestial.

3. A verdadeira fé resulta em confiança no plano da redenção criado por Deus. A fé nos eleva das limitações da confiança própria para a confiança no poder ilimitado de Deus.

I. OBEDIÊNCIA: O PRIMEIRO ELEMENTO DA FÉ – Hebreus 11:8

1. A fé não gera indiferença, nem apatia, nem rebeldia, muito menos rebelião contra Deus.

a) Fé sem obras que a revelem fica desprovida de provas.
b) Fé sem ação é pura ilusão.
c) Fé sem atitude não possui nenhuma virtude. 

2. A fé é morta caso ela não se revela em obras (Tiago 2:17), é destituída de vida (Tiago 2:26), sem razão de existir, sem propósito, e não agrada a Deus (Hebreus 11:6).

3. A fé está intimamente ligada à obediência a Deus e à Sua Palavra. Assim que foi chamado por Deus, Abraão prontamente obedeceu. Saiu de onde estava, e foi para onde nem sabia. Fé vai além de crença e teoria, ela parte para a ação!

II. ESPERANÇA: O SEGUNDO ELEMENTO DA FÉ – Hebreus 11:9-10

1. A fé não gera sentimentos negativos, como desespero, ou incerteza, ou angústia, ou pavor.

2. A fé não produz medo, aflição nem terror; sendo viva, a fé é dinâmica, atuante e avança numa direção com firmeza e convicção destemida.

3. A fé está vinculada à esperança; esperança em promessas verdadeiras. Pois, Quem as fez é fiel para cumpri-las. Ainda que persegui-las possa gerar desafios, contudo, apesar dos obstáculos como deserto e outras adversidades, o fiel avança com esperança de que chegará ao destino prometido por Deus - assim como Abraão, vivendo como nômade, aguardando a cidade projetada e construída por Deus.

a) O destino do fiel não é neste mundo corrompido.
b) O destino do fiel não é um lugar preparado por seres humanos.
c) O destino de fiel é projetado, preparado e construído por Deus na Pátria Celestial, superior a qualquer outro lugar (Hebreus 11:13-16).

III. CONFIANÇA: O TERCEIRO ELEMENTO DA FÉ – Hebreus 11:17-19

1. A fé não gera incertezas ou desconfiança, nem suspeita ou duvida de Seu originador, que é Deus.

2. A fé que vem de Deus não tem parte com a dúvida, insegurança, desconfiança, ainda que tudo possa conspirar com o que é palpável, visível e lógico.

a) A fé não é material disponível para ser visto, ouvido ou tocado, contudo ela é tão real quanto tudo aquilo que seja percebido pelos nossos sentidos.
b) A fé é tão real quanto o sabor de uma fruta, a fragrância das flores, o som de uma música, a visão de uma luz e, a sensação de um afago.
c) A fé é um dom sobrenatural em um mundo natural, um ato da graça em uma sociedade chafurdada na desgraça, um raio de esperança em um mundo obscurecido pelo desespero.

3. A fé está fortemente de mãos dadas com a confiança. Confiança esta que tem seu fundamento no Deus que sabe o que faz e nunca falha (Hebreus 11:11-12). Confiança que age, apesar dos resultados, apesar dos sentimentos, apesar da própria vontade, assim como a confiança de Abraão quando prontamente aceitou sacrificar Isaque, o filho da promessa.

CONCLUSÃO:

1. O verdadeiro servo fiel a Deus possui uma genuína fé inabalável nAquele em Quem afirma acreditar. A fé exemplificada por Abraão é a fé que agrada a Deus. Ela é ativa. Dinâmica. Age positivamente. Responde prontamente quando Deus chama. Reage sem titubear. Deixa o certo pelo que parece duvidoso. Deixa parentes, amigos, conforto e estabilidade para adentrar no terreno da novidade. A fé não questiona, não protela e nem reclama, ela renuncia o passado, abre mão dos parentes e avança confiantemente para a direção apontada por Deus.

2. O verdadeiro servo fiel a Deus tem esperança, a qual é firmada nas reais e sinceras promessas do Deus que cumpre Suas palavras. A fé deixa tudo por amor a Cristo, porque Cristo deixou tudo por amor a nós. A fé deixa as raízes para tornar-se cidadão de outra Pátria, a Pátria Celestial. A fé troca o caminho largo pelo caminho estreito. Deixa o caminho fácil para tomar a senda difícil. Abandona o estilo do mundo para viver como peregrino e estrangeiro por saber que seu lugar não é mais aqui. O céu é o destino do fiel, ainda que tenha que atravessar o deserto da vida, as intempéries da existência e, as adversidades de uma sociedade indiferente ou oponente a Deus.

3. O verdadeiro servo fiel a Deus alcança um nível de confiança inabalável nAquele que pode todas as coisas. O fiel tem plena certeza nas promessas divinas. Confia até quanto confiar possa ser questionável, ou mesmo que não haja lógica humana. A fé sacrifica o que é importante para valorizar o que o amoroso Deus onipotente solicita. A fé se dispõe a aceitar até o que a lógica não entende. A fé crê que Deus tem razão sobre qualquer questão, por isso usufrui de todos os elementos relacionados a ela.

APELO: 

1. Busque a fé que substitui a desobediência pela obediência.
2. Experimente a fé que troca o desespero pela bendita esperança real.
3. Obtenha a fé que não se firma na autoconfiança, mas na confiança no Soberano do Universo.
Pr. Heber Toth Armí

domingo, 30 de junho de 2019

IMPLICAÇÕES DAS VINDAS DE CRISTO AO MUNDO


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Malaquias 3:1-6

1. É possível que algumas vezes estejamos iludidos ou enganados quanto ao que queremos de Deus: Quando clamamos por justiça neste mundo estamos considerando que somos injustos?

2. É possível que precisemos de correção de Deus com relação à nossa compreensão sobre Sua atuação na história: Quando pensamos que Deus deveria agir em nossa sociedade corrupta, estamos considerando que somos culpados também?

3. É possível que precisemos de informação extras antes de questionarmos a Deus quanto a Seu juízo: Quando exigimos que o Deus do juízo se manifeste, entendemos tudo o que isso significa para nós, nossos familiares e nossa sociedade e nosso planeta?

I. A INTERVENÇÃO PESSOAL E DIRETA DO SENHOR NESTE MUNDO É PRECEDIDA DE UM PRECURSOR – Malaquias 3:1 

1. Um deles é Malaquias, cujo nome significa meu mensageiro. Exemplificando todos os outros profetas que o antecederam.

2. Outro é João Batista, que preparou o caminho diante do Senhor, aproximadamente 400 anos após Malaquias.

3. Outro ainda será o remanescente do tempo do fim. Assim como a primeira vinda de Cristo houve um precursor, a segunda vinda de Cristo também terá. Não podemos esperar a vinda Cristo estando despreparados. João Batista teve a incumbência de preparar um povo para a primeira vinda do Senhor; mas, para a segunda vinda o preparo é mais intenso, porque o efeito também é maior.

II. A INTERVENÇÃO PESSOAL E DIRETA DO SENHOR EM NOSSO MUNDO ACONTECE DE FORMA REPENTINA – Malaquias 3:1

1. O Senhor virá em Seu templo, Ele é o Anjo da Aliança. Ele é Jesus, o Messias (Marcos 1:1-5). Em Sua primeira vinda, Jesus entrou no templo duas vezes para o purificar; nas duas ocasiões Ele expulsou os malfeitores, exploradores e pervertedores da religião. Em 1844 Ele entrou no Lugar Santíssimo do templo Celestial para a obra de juízo investigativo que antecede à Sua segunda vinda.

2. O Senhor é esperado, mas não compreendido pelos que O esperam:

a) O Messias não viria para promover politicamente a Israel e destruir os gentios, por isso as pessoas poderiam não suportar a Sua vinda.
b) O Messias não viria para beneficiar os hipócritas, imorais e céticos filhos de Abraão, por isso muitos não subsistiriam quando Ele aparecesse.
c) O Messias não viria para premiar os pecadores, mas para purificar a imundícia do pecado na vida de Seu povo.

3. O Senhor virá não para reinar no mundo, mas para purificar o coração dos pecadores:

a) O objetivo de Sua vinda é comparada à obra do fogo do ourives.
b)  O objetivo de Sua vinda também é comparada à obra de um derretedor e purificador da prata.

1) Ele irá purificar os líderes espirituais de Seu povo.
2) Ele purificará os líderes religiosos de toda escória do pecado, assim serão refinados como ouro e prata.
3) Ele purificará os líderes para que estes cumpram devidamente suas funções sacerdotais. 

c)   O alvo final de Sua vinda será preparar um povo que seja agradável a Deus. Para isso, ele testemunhará contra...

1) Os feiticeiros.
2)  Os adúlteros.
3) Os mentirosos.
4) Os que defraudam o salário dos trabalhadores.
5) Os que oprimem a viúva e o órfão.
6) Os que torcem o direito dos estrangeiros.
7) Os que não temem a Deus.

III. A INTERVENÇÃO PESSOAL E DIRETA DO SENHOR PRESERVARÁ UM REMANESCENTE – Malaquias 3:6

1. Diante do juízo divino aos pecadores, pode não sobrar ninguém, pois todos somos transgressores; porém, graças à misericórdia de Deus, um remanescente será preservado.

2. Diante do juízo divino não somos filhos de Israel, mas de Jacó, o enganador; se não fosse a misericórdia divina que sempre agiu para preservar os pecadores, não sobraria ninguém.

3. Diante do juízo, a graça se apresenta para nos oferecer o caminho para fugir da desgraça. Porque Deus não muda, a descendência que Ele prometera logo veio (Malaquias 2:15) e hoje aguardamos Sua segunda vinda para resgatar o remanescente.

CONCLUSÃO:

1. O povo que queria a vinda do Messias não estava preparado para recebê-lO. Hoje ansiamos pela segunda vinda de Cristo, mas, estamos preparados para receber o Senhor novamente neste mundo, e agora com poder e glória?

2. O povo que desejava a vinda do Senhor mesmo com tudo que havia sido feito em seu favor desde Gênesis 3:15 ainda não estava preparado. A ideia equivocada sobre a vinda do Deus do juízo que eles possuíam despertava interesse, será que não precisamos de esclarecimento bíblico do que significa a segunda vinda de Cristo como os judeus precisaram sobre a primeira vinda?

3. O povo que desejava a vinda do Senhor precisava se preparar muito ainda para que o Senhor pudesse nascer em seu território. Para isso, tinham todos os escritos inspirados dos profetas antes de Malaquias. A mensagem de Malaquias acrescentava subsídios para o preparo do povo. Ainda viria João Batista como precursor do Messias. Todavia, a maioria não estava preparada quando Ele veio. E quanto a nós, que aguardamos a segunda vinda, estamos preparados?

a) Temos todo o Antigo Testamento e, acrescentado a ele temos todo o Novo Testamento com os escritos dos apóstolos que andaram com o Messias, o qual cumpriu a profecia em relação à Sua primeira vinda.

b) Temos a garantia do próprio Cristo que se fez carne, habitou entre nós, assumiu nossa culpa, morreu em nosso lugar, ressuscitou para garantir-nos que nEle a morte não tem mais poder sobre nós.

c) Temos um povo que surgiu em 1844 com uma pregação focada no segundo advento de Cristo (adventistas) como precursor semelhante a João Batista no espírito de Elias que cresce e se espalha pelo mundo. Com tudo isso, estamos preparados para a volta de Jesus?

Pr. Heber Toth Armí

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