sexta-feira, 26 de agosto de 2016

TER O CORAÇÃO DE JESUS NOS FARÁ OLHAR ÀS PESSOAS COMO ELE OLHAVA


INTRODUÇÃO: TEXTO BÍBLICO: Mateus 14:13-16

1. Pequenos detalhes na vida cristã fazem grandes diferenças para o bem ou para o mal na vida alheia.
2. Pequenos detalhes, como a nossa forma de olhar ou aproximar-se das pessoas por quem Cristo deu Sua vida, vai atraí-las a Cristo ou inibi-las de aceitá-lO.
3. Pequenos detalhes demonstrados por Jesus devem orientar-nos a fim de que obtenhamos grandes resultados missionários.

I. AMAMOS ENQUANTO VEMOS A NECESSIDADE DO PRÓXIMO, INDEPENDENTE DO LUGAR EM QUE ELE SE ENCONTRA – Mateus 14:14-16

1. Precisamos aprender como cristãos, a olhar as pessoas como Cristo olhava. Essa lição Ele queria que Seus discípulos antigos e modernos aprendessem.
2. Precisamos entender que hoje, cada cristão é uma extensão de Cristo no mundo. Se Jesus despedisse as multidões como sugerido pelos discípulos, o número de interessados cairia.
3. Precisamos olhar como Jesus, amar como Jesus e agir como Jesus em relação às necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais das pessoas. Se atentarmos para a ordem de Jesus aos discípulos, o número de interessados aumentaria.

II. UM LUGAR ONDE OS OLHARES SÃO CHEIOS DE COMPAIXÃO SERÁ UM AMBIENTE ACOLHEDOR A TODO PECADOR – Mateus 14:14, 16

1. Se amarmos como Jesus amava, mais pessoas estariam conosco na igreja. A compaixão de Jesus atraia as pessoas a Ele, se essa compaixão estiver regendo nossa vida, Seu trabalho continuará em nossa geração.
2. Se agirmos como Jesus agia atrairemos muitas pessoas aos nossos cultos, teríamos os templos lotados a tal ponto de procurar um lugar maior em meio à natureza que não está limitada com paredes.
3. Se tivermos o mesmo sentimento compassivo de Cristo o resultado de nossas ações seriam maiores, impactaríamos o mundo com o amor sobrenatural de Cristo em nossos gestos mais simples.

III. AS PESSOAS APRECIAM OS LUGARES ONDE TEM GENTE QUE REALMENTE SE IMPORTA COM ELAS – Mateus 14:13-16

Sem caixa de som, sem banda musical, sem brindes, sem palco ou salão aconchegante, sem tecnologia as pessoas afluíam em grande número por longas distâncias para ouvir Jesus... Por que Ele teve tanto sucesso com as pessoas?

1. Em primeiro lugar, Jesus estabelecia relacionamentos.
2. Em segundo lugar, Jesus criava vínculos.
3. Em terceiro lugar, aprofundava a intimidade.
4. Em quarto lugar, ganhava a confiança das pessoas.
5. Finalmente, convidava Seus amigos para serem Seus discípulos.

“Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito ao nos aproximarmos do povo. O salvador se misturava com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava compaixão por eles, ministrava-lhes as necessidades e conquistava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-me’” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 143).

CONCLUSÃO: Precisamos aprender a ser cristãos olhando para Cristo, assim aprenderemos a enxergar as pessoas como Ele enxergava...

1. Ver com os olhos de Cristo transforma nosso mundo interior e o mundo das pessoas ao nosso redor.
2. Pequenos gestos de atenção de cada membro da igreja fazem toda a diferença na vida daqueles que entram nesse ambiente de adoração.
3. Amar com o coração de Cristo pulsando no peito de cada um de nós deve ser nosso mais elevado objetivo todos os dias – o dia todo; assim as pessoas virão à igreja a fim de encontrar-se com nosso amoroso, compassivo e Salvador Jesus Cristo.

APELO:

1. Veja as pessoas com os olhos de Jesus.
2. Ame as pessoas com o coração de Jesus.
3. Atraia as pessoas a Jesus com Jesus habitando em teu coração.

Pr. Heber Toth Armí

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O JUSTO E O ÍMPIO: UM PROFUNDO CONTRASTE DE VIDA


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Provérbios 4:18-19

1. Uma multidão de pessoas passa pela vida sem encontrar o real sentido de viver.
2. Uma vida só vale mesmo a pena ser vivida se desde o início ela tiver sentido nobre e destino importante.
3. Uma minoria encontra o real sentido da vida, experimenta uma profusão de satisfação que não se compara em nada com uma vida desprovida de sentido.

I. A VIDA DO JUSTO É PAUTADA PELO DESENVOLVIMENTO RUMO À PLENITUDE – Provérbios 4:18

1. A vida é comparada a uma vereda, um caminho por onde as experiências das pessoas acontecem.
2. A vida do justo é progressiva, avança rumo à perfeição, cresce em maturidade emocional, intelectual, social e espiritual. É comparada à luz da aurora:

a) Brilhante, extraordinária, empolgante, clara, transparente, sincera...
b) Crescente, (“mais e mais”) gradativa, progressiva, “fica cada vez melhor” (Bíblia Andrews).
c) Com um auge, “até ser dia perfeito”, uma trajetória com grandes realizações e um destino com satisfação, um lugar perfeito: O Céu!

3. A vida do justo resulta em segurança, proteção e sobriedade, pois diante da luz da verdade, desviará dos buracos e obstáculos existentes em sua maravilhosa jornada.

II. A VIDA DO ÍMPIO É CARACTERIZADA PELA ESTAGNAÇÃO, ESCURIDÃO E TOMBOS – Provérbios 4:19

1. A vida é comparada a um caminho, seja para o justo tanto quanto para o ímpio, embora a caminhada seja diferente.
2. A vida do ímpio não é progressiva, devido a sua ignorância ele desconhece sua origem e destino, não sabe de onde vem e nem para onde vai.
3. A vida do ímpio é pautada pela incerteza, insegurança e medo; pois vivendo em meio às densas trevas do pecado, está cego e com a mente cauterizada para entender que está tropeçando, andando em círculos e sem entender suas experiências:

a) Sofre doenças venéreas, sem saber que surgiram de suas práticas sexuais desregradas e irresponsáveis.
b) Lida com muitos outros males, sem saber que seus maus hábitos de vida, seus vícios e intemperança os causaram.
c) Está endividado, sem saber que a causa de suas dívidas são os pecados da ganância e ostentação.
d) Vive brigando e guerreando, sem saber que o orgulho e a ambição dominam seu coração.

III. A VIDA QUE VALE A PENA SER VIVIDA É AQUELA QUE TEM SENTIDO – Provérbios 4:18-19

1. Andar na escuridão onde nada se vê é estar em constante desnorteamento, caindo e se machucando; por outro lado, andar na luz e em direção à luz que é Jesus é mais bonito, seguro e rápido.
2. Andar nas avenidas do pecado, da imoralidade e corrupção não se compara com o andar pelas veredas cheias da claridade da luz brilhante que emana da Palavra de Deus (Salmo 119:105).
3. Andar nas trevas da vida é tão constrastante com o andar nas veredas iluminadas como é a noite e o dia, o verão e o inverno, o céu e o inferno.

a) O ímpio vive em perigo constante, o justo em segurança constante.
b) O ímpio vive em constante confusão, o justo em constante certeza.
c) O ímpio vive em constante desespero, o justo em constante esperança.
d) O ímpio vive em constante prática do pecado, o justo em constante santidade.
e) O ímpio é escravo das trevas do pecado, o justo é servo de Jesus, a luz do mundo (João 8:12).

CONCLUSÃO:

1. Tanto o ímpio como o justo deste mundo tem a mesma origem: as trevas da noite, um mundo corrompido pelo pecado. Porém, não o mesmo destino: o ímpio permanece nas trevas, enquanto a vida do justo é como a luz do amanhecer que clareia mais e mais até o sol despontar e alcançar o meio dia.
2. Tanto o ímpio como o justo tem uma vida para ser vivida, mas o ímpio vive desnorteado, sem rumo e se ferindo e ferindo aos outros; enquanto que, o justo vive seguro, determinado e avançando abençoado e abençoando, rumo ao auge da vida: Deus.
3. Tanto o ímpio como o justo passa pela vida. Contudo, o ímpio pratica a perversidade, a imoralidade e a iniquidade, se autodestruindo pensando estar curtindo a vida e classificando a calamidade como destino; mas, o justo desenvolve seu caráter pois sabe que o santo Deus quer levá-lo ao Céu para curtir a eternidade num lugar perfeito.

APELO:

1. Experimente fazer uma avaliação de sua vida para saber em qual caminho você está agora.
2. Se você estiver no caminho do ímpio, dê seta, faz o retorno, e envereda-te para o caminho do justo.
3. Se você estiver no caminho do justo, avance sem medo, pois o destino certamente será bem melhor que o início da viagem e a viagem toda.
Pr. Heber Toth Armí

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

EXEMPLO DO MESTRE NA ARTE DE INTERPRETAR A BÍBLIA


INTRODUÇÃO: Texto bíblico: Lucas 24:27, 44

1. É necessário interpretar a Bíblia para que sua mensagem seja entendida corretamente. A razão da existência de inúmeras denominações deve-se ao fato dos leitores não entenderem o que Deus realmente diz.
2. É imprescindível saber interpretar a Bíblia para não crer no que Deus nunca disse; ensinar o que Jesus nunca ensinou; e, revelar o que o Espírito Santo nunca inspirou; pois, é muito fácil extrair uma mensagem falsa do livro que é a verdade.
3. É importante aprender a usar a Bíblia como Jesus a usou; pois Ele é o verbo, a Palavra de Deus encarnada. Ele sabe como usar a Bíblia e é Sua vontade ensinar Seus discípulos interpretar corretamente o livro que fala claramente dEle.

“Jesus usou a hermenêutica para ensinar os discípulos no caminho de Emaús” (Ananias Ferreira da Silva, “O Cuidado com a interpretação”, p. 18). A palavra “explicava” do grego “diermenuo” seria mais bem traduzida no versículo 27 por “interpretava-lhes”, de onde surge o termo “Hermenêutica”, que é a “ciência da interpretação da Bíblia”.

Observe os cinco princípios da forma de Jesus interpretar a Bíblia:

I. A INTERPRETAÇÃO BÍBLICA CORRETA DEVE SER CRONOLÓGICA – Lucas 24:27

Está escrito: “E, começando por Moisés”

1. O Pentateuco, os cinco primeiros livros de Moisés, conhecidos como Torá, é o início da Bíblia, a base de toda a revelação, de onde partem todos os pontos teológicos.
2. O Pentateuco deve ser a base ou introdução da interpretação bíblica se quisermos ser coerentes na interpretação de cada texto inspirado e revelado pelo Espírito Santo. 

II. A INTERPRETAÇÃO DOS TEMAS BÍBLICOS DEVE SER HOLÍSTICA – Lucas 24:27, 44

Está escrito: “E percorrendo todos os profetas”

1. Os livros dos profetas na Bíblia Hebraica são chamados de Nevi’ím, “Profetas” que envolve Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías, Jeremias e Ezequiel (profetas anteriores); e os profetas posteriores: Oséias, Amós, Joel, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
2. Os livros dos profetas foram considerados por Jesus em Sua interpretação das Escrituras; portanto, não os podemos ignorar se quisermos compreender corretamente a mensagem divina.

III. A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO BÍBLICO DEVE SER CRITERIOSA – Lucas 24:27

Está escrito: “Interpretou aos discípulos”

1. O verbo Diermeneuo deriva do grego Hermes, nome de um dos deuses gregos, cuja responsabilidade era trazer mensagens dos deuses celestiais aos humanos mortais. Paulo foi chamado de Hermes (Atos 14:12) “porque era este que tinha a palavra”. A Bíblia de Jerusalém traz a seguinte informação na nota de rodapé desse texto: “Hermes (Mercúrio) para os latinos era o deus patrono dos oradores”.
2. O verbo Diermeneuo, de onde deriva a palavra “Hermenêutica”, significa explicar correta e teologicamente a mensagem divina para que os ouvintes possam entendê-la. Foi o que Jesus fez aos Seus discípulos. Assim, também, devemos fazer, se quisermos ser cristãos na interpretação bíblica.

IV. A INTERPRETAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS DEVE SER CANÔNICA – Lucas 24:27, 44

Está escrito: “Interpretou-lhes em todas as Escrituras” 

1. Jesus usou intensamente o lema da reforma na interpretação da Bíblia: “Sola Scriptura” e “Tota Scriptura”. Todo o Antigo Testamento foi considerado por Jesus. O que Jesus não fez foi usar fontes extra bíblicas. No versículo 24 Jesus afirmou categoricamente depois de explicar as profecias ligadas aos acontecimentos de Sua morte: “São estas palavras que eu vos falei, quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés [Torá], nos profetas, e nos Salmos [Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras, Neemias e Crônicas]”.
2. Jesus usou todo o Antigo Testamento para interpretar corretamente o assunto que os discípulos de Emaús não haviam assimilado e compreendido. Devemos analisar todo o cânon bíblico, seguindo assim o exemplo do mestre na arte de interpretar a Bíblia.

V. A INTERPRETAÇÃO DO ASSUNTO INSPIRADO DEVE SER CRISTOLÓGICA – Lucas 24:27, 44

Está escrito: “O que a Ele dizia respeito”

1. A Bíblia usada por Jesus para dar o estudo bíblico aos discípulos de Emaús, o qual ardeu em seus corações, foi o Antigo Testamento. Ellen G. White, comentando esse evento, declarou: “Ensinando esses discípulos, mostrou Jesus a importância do Velho Testamento como testemunha de Sua missão”; e mais a frente, disse: “O Salvador é tão claramente revelado no Velho Testamento como no Novo” (Desejado de Todas as Nações, p. 799).
2. A Bíblia toda tem como objetivo revelar Jesus à humanidade. A Bíblia deve ser usada por nós como foi usada por Jesus. Se não seguirmos a sequência que Ele utilizou interpretaremos incorretamente Seus preciosos e sublimes ensinamentos.

CONCLUSÃO:

1. A Hermenêutica, que é a ciência da interpretação, tem regras para se estudar um livro antigo; contudo, no caso da Bíblia, a regra da Hermenêutica válida é aquela aplicada por Jesus.
2. A Hermenêutica nos leva ao significado real do texto na época em que foi escrito, e nos auxilia na contextualização no presente do ensino transmitido há muitos séculos.
3. A Hermenêutica instituída por Cristo deve levar todo estudante da Bíblia a Ele; caso isso não aconteça, as regras foram manipuladas e adulteradas.

APELO:

1. Estude a Bíblia corretamente.
2. Estude a Bíblia usando as ferramentas corretas para interpretar corretamente Sua mensagem.
3. Estude a Bíblia e transmita a mensagem bíblica apenas se você seguiu todos os passos para interpretá-la como fez Jesus.
Pr. Heber Toth Armí

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