sexta-feira, 23 de setembro de 2022

REFLEXÕES A PARTIR DO SUICÍDIO DE UM REI

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: I Samuel 31:1-10 

1. Nem todo suicida trilhou o mesmo caminho do rei Saul: Há quem diga que existem mais suicídios que assassinatos no mundo; são aproximadamente um milhão de suicídios por ano. A tragédia deste mal afeta todas as classes sociais, culturas e idades, independente de gênero e religião.

2. Nem todo suicida age com o mesmo motivo que Saul: O fracasso, a vergonha e a rebelião contra Deus foram as causas do suicídio de Saul, mas existem casos e casos. Há casos de distúrbios mentais e psicológicos, entre outros. Deus leva cada caso em consideração!

3. Nem todo suicida está perdido como Saul, mas é necessário lidar sabiamente com este tema para que Satanás não leve vantagem sobre o Senhor da vida: Como não há nenhum texto bíblico afirmando que todo suicida perde automaticamente a salvação, devemos deixar que Deus julgue cada caso; porém, como cristãos, devemos prezar pela vida, lutar pela vida, e promover a vida que Jesus pagou alto preço com Sua morte na cruz.

I. UMA VIDA DESREGRADA E VAZIA DE PROPÓSITOS NOBRES NÃO VALE A PENA SER VIVIDA – I Samuel 31:1

1. Cada passo para longe de Deus significa mais infelicidade na alma: Os capítulos anteriores de I Samuel mostram que o afastamento de Deus levou Saul à rebelião contra o Deus da paz, da vida e do amor; tornando sua vida tensa, com inimigos atacando Israel. Tensão e angústia afligem as pessoas que se afastam descaradamente do Senhor.

2. Cada dia mais distante dos princípios divinos, mais desprovida de sentido se torna a vida: Saul vivia obcecado por matar Davi, seus pensamentos focavam na destruição de quem Deus havia escolhido para ocupar seu lugar no trono de Israel (I Samuel 24:1-2; 26:1-2, etc.). Quando se tira o foco dos princípios divinos, a vida gira em torno de sentimentos perversos, tornando a vida insossa, insignificante, desfocada, tensa, infeliz, amarga!

3. Cada oportunidade perdida de arrepender-se para então colocar a vida em harmonia com a vontade de Deus leva a pessoa à angústia infernal: Saul é ícone das doenças mentais por negligenciar os caminhos de Deus que promovem paz, alegria e satisfação. Desprovida destes itens, a vida não vale a pena ser vivida, nem tem qualquer valor. É vã e vazia; nada satisfará o coração insatisfeito (I Samuel 18:5-12).

II. UMA VIDA SEM DEUS ESTARÁ DESPROVIDA DE PROPÓSITO, DE SENTIDO E DE VALOR – I Samuel 31:2-4

1. Viver com objetivo errado é mais que perder tempo, implica destruir a vida: Ao viver perseguindo a Davi, Saul deixou de reinar. Enquanto procurava por Davi, inimigos invadiram seu reino (I Samuel 23:26-28). E, seu suicídio foi numa outra guerra contra os filisteus. Diante da trágica derrota que sofria, Saul pediu a seu escudeiro que o matasse, apresentando pelo menos duas razões:

a) Ele não queria ser morto por mãos pagãs (de incircuncisos), pois considerava isso uma grande humilhação.

b) Ele não queria dar motivos para seus inimigos zombarem dele, embora sua vida fosse uma vergonha medonha.

2. Viver desperdiçando forças no objetivo errado significa passar pela vida sem deixar um bom legado: Quando a vida perde o valor por negligências óbvias em relação à vontade do Senhor, é fácil desperdiçá-la, ou destruí-la. Ao Saul tentar viver uma vida independente de Criador, o resultado foi a tragédia de um suicídio. Como o escudeiro de Saul não lhe tirou a vida como lhe foi exigido, o próprio Saul se jogou sobre sua espada. Depois, o escudeiro fez o mesmo.

3. Viver desprezando a coisa certa a fazer implica caminhar em direção à morte: Quando deixamos de viver os propósitos que Deus tem para nós, perderemos tempo em situações desnecessárias, impróprias e baixas, até chegar à sepultura. Em I Crónicas 10:13-14 contém uma síntese explicativa do suicídio de Saul:

a) O rei Saul foi infiel ao Senhor.

b) O rei Saul não foi obediente à Palavra do Senhor.

c) O rei Saul consultou uma médium em busca de orientação, em vez de depender do Senhor.

d) O rei Saul foi entregue à morte pelo próprio Deus e seu reino foi dado a Davi.

III. UMA VIDA INSIGNIFICANTE É FÁCIL SER AUTODESTRUÍDA ENCERRANDO UMA BIOGRAFIA VERGONHOSA – I Samuel 31:4-10

1. O suicídio é resultado da insatisfação por não ter feito o que realmente vale a pena fazer: Uma existência desprovida de nobreza, de pureza e de beleza convida a morte para dar-lhe um fim. Foi o que Saul fez quando percebeu a desgraça que ele fez e viveu. A morte foi vista como solução para seus problemas; porém, não resolveu nada!

2. O suicídio é o último passo errado de quem preferiu ignorar todos os passos certos: Ao negar os caminhos da esperança, Saul mergulhou fundo no mar do desespero. Desprovido de esperança para a vida, viu esperança apenas na morte. Essa lógica o motivou ao suicídio. Parecia mais inteligente suicidar-se do que lutar até a morte como guerreiro perseverante, ou como mártir defendendo seu povo. Ele estava tão equivocado quanto esteve durante sua vida. Os filisteus pegaram sua armadura e deceparam sua cabeça; então, desfilaram por suas cidades levando as armas e a cabeça dele ao templo do deus pagão. Depois, como auge da vergonha e humilhação, seu corpo, juntamente com o corpo de seus filhos, foi pendurado no muro de Bete-Seã.

3. O suicídio geralmente é o grito de alguém insatisfeito diante de tantos erros cometidos: As dores físicas e emocionais são responsáveis para levar muita gente a querer fugir do sofrimento tirando a própria vida. O suicídio parece ser a saída mais fácil para eliminar o sofrimento e a culpa, mas é o pior caminho. É uma forma ilusória de solução tal como são as bebidas alcoólicas, as drogas, ou o sexo imoral; a diferença é que o suicídio é irreversível. O peso esmagador da culpa só pode ser retirado pela morte sacrifical substitutiva de Cristo Jesus.

CONCLUSÃO:

1. Alguém que desistiu de si mesmo, facilmente desiste de viver: Tal pessoa precisa saber que a vida só terá sentido real e verdadeiro quando estiver focada nAquele que morreu para nos dar vida em abundância, vida plena (João 10:10). A vida é um dom do Criador, a qual deve ser preservada, valorizada, respeitada e cuidada. Nosso corpo é templo do Espírito Santo; e, como tal, deve ser considerado e tratado (I Coríntios 3:16-17).

2. Alguém que desiste de viver, decide facilmente pelo suicídio: Tal pessoa precisa saber que o suicídio não é uma ótima saída, é a pior coisa a fazer; a melhor, é decidir-se por Aquele que nos amou e sofreu a mais intensa dor para nos libertar do pecado que promove a morte (João 3:16; Romanos 6:23). Quando a pessoa perde a honra, a dignidade e o valor, deve retornar urgentemente para Aquele que nos ama e nos constituiu reino e sacerdotes para servir a Deus Pai (Apocalipse 1:5-6; I Pedro 2:9-10).

3. Alguém que desiste do Autor da vida, opta facilmente pelo senhor da morte: O Apelo de Cristo é “Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10). Não é nada sábio morrer no pecado, mas morrer para o pecado é uma atitude louvável. Não deve ser orgulho algum rebelar-se contra o Autor da vida; o que de fato é nobre e belo, é entregar a vida a Cristo que deu Sua vida por nós, para nos libertar de uma vida vazia, sem sentido e miserável. O apóstolo Pedro assim nos alerta:

“Uma vez que vocês chamam Pai Àquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês. Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua MANEIRA VAZIA DE VIVER, transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito, conhecido antes da criação do mundo, revelado nestes últimos tempos em favor de vocês. Por meio dEle vocês creem em Deus, que O ressuscitou dentre os mortos e O glorificou, de modo que A FÉ E A ESPERANÇA de vocês estão em Deus” (I Pedro 1:17-21).

APELO:

1. Não opte pela morte; opte pela vida; diga SIM à vida!

2. Não creia que o suicídio seja uma saída positiva, é negativa.

3. Não rejeite o convite de Cristo oferecendo vida plena e eterna a quem O aceita.

Pr. Heber Toth Armí.

domingo, 11 de setembro de 2022

APOCALIPSE EM FOCO E O FOCO DO APOCALIPSE

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Apocalipse 1:1-20

1. Muitos creem que o Apocalipse foca em catástrofes, guerras, fomes, misérias, sofrimentos, doenças, tragédias, desesperos, desgraças e muitas mortes.

2. Outros acham que o Apocalipse foca num desesperador fim do mundo, aterrorizante, com quedas ou choque de alguma coisa gigantesca vinda do espaço sideral.

3. Há também quem crê que o foco do Apocalipse são o dragão, as bestas, as potências políticas, econômicas e religiosas mundiais: Papas, anticristos, imperadores, etc.

4. Ainda tem quem pensa que Apocalipse está focado em datas, cronogramas, gráficos, linhas do tempo, etc.

a) Todos estes estão desfocados.

b) Todos precisam ler com atenção o Apocalipse.

c) Todos devem observar atentamente o capítulo introdutório do Apocalipse.

I.        APRESENTAÇÃO DO APOCALIPSE – Apocalipse 1:1-3, 12-20

1. Revelação de Jesus Cristo: O Apocalipse inicia exatamente de onde os evangelhos encerraram (Mateus 28:18-20).

a) Após a vitória sobre o pecado, a morte e o diabo, Jesus recebe toda autoridade no Céu e na Terra.

b) Após ser entronizado no Céu e enviar o Espírito Santo a Terra (Atos 2:1-12), Jesus apareceu a João na tenebrosa Ilha de Patmos com todo poder e majestade divinal (Apocalipse 1:12-17).

c) Após receber todo o poder, Jesus guia Seus servos ao Seu reino; ainda que os reinos das trevas se ergam visando impedir Seus planos (Apocalipse 1:9-11, 18-20).

2. Revelação de como Jesus conduz a história: O fim será em breve porque Jesus está no controle do tempo e do Universo (Apocalipse 1:1, 17). João “dá testemunho de tudo o que viu, isto é, a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Apocalipse 1:2). Com Cristo, a história não está sem rumo, tem um destino maravilhoso!

3. Revelação de uma bênção: Há uma bênção específica para quem estuda e pratica a mensagem do livro de Apocalipse (Apocalipse 1:3). Além do Apocalipse ser parte de toda Palavra que sai da boca de Deus (Mateus 4:4) e também ser útil para o ensino, repreensão, correção e educação na justiça (2 Timóteo 3:16), ele tem um incentivo para quem aplicar seus princípios antes que venha o fim projetado por Cristo.

II. O CONTEÚDO DO APOCALIPSE – Apocalipse 1:4-6, 17-18

1. O Apocalipse é um complemento ao evangelho:

a) O evangelho tem origem na atuação harmônica da Trindade: A saudação é da parte da Trindade.

b) O evangelho não é completo sem a atuação da divindade depois da cruz: A graça e paz da parte da Trindade é a essência do evangelho atuando na vida do pecador arrependido, perdoado, absolvido, justificado e reconciliado com Deus.

c) O evangelho é boa notícia do que a Trindade faz em favor do condenado pecador: A graça atua na desgraça humana e restaura o que o pecado arruinou e usurpou da raça humana.

2. O Apocalipse dá sequência ao evangelho: Que notícias boas contêm o Apocalipse?

a) Embora Satanás, o autor do pecado, seja o causador de sofrimento (Apocalipse 1:9), Jesus é o libertador do ser humano que clama a Ele desde o sofrimento (Apocalipse 1:5).

b) Embora Satanás seja o promotor da injustiça (Apocalipse 1:9), Jesus é o restaurador das consequências do pecado (Apocalipse 1:6).

c) Embora Satanás opere provocando dor, angústia, aflição e morte, Jesus venceu para nos oferecer segurança e abrir um caminho para nos tirar deste mundo sombrio (Apocalipse 1:17-18).

d) Embora Satanás tenha infernizado as pessoas com suas artimanhas diabólicas, Jesus conquistou as chaves da morte e do inferno para nos conceder esperança (Apocalipse 1:18).

3. O Apocalipse é prático na aplicação do evangelho: Os efeitos da atuação da Trindade são vistos na humanidade que se rende ao evangelho (Apocalipse 1:5-6).

a) Somos amados por Jesus.

b) Somos libertos dos nossos pecados por meio do sangue de Jesus.

c) Somos participantes do Reino de Cristo (Apocalipse 1:9).

d) Somos elevados a sacerdotes para servir a Deus Pai.

 III. A PROFECIA DO APOCALIPSE – Apocalipse 1:7-11

1. A revelação de Jesus vai além da Sua vida na Terra e Sua morte na cruz: O sacrifício e ressurreição de Cristo são insuficientes para salvar o pecador e restaurar todo o estrago causado pelo pecado. Na época de João, todos os apóstolos tinham sido mortos; João sofria terríveis maus-tratos; e, a Igreja cristã mergulhava fundo no sofrimento correndo o risco de ser erradicada do mundo (Apocalipse 1:9-11). Por isso, o foco do cristão é a volta de Jesus.

2. A revelação de Jesus tem a ver com Sua atuação na história da Terra e na condução de Sua Igreja rumo à glória: O evangelho também consiste na atuação graciosa de Cristo na história de Sua amada Igreja. “As coisas que em breve devem acontecer” (Apocalipse 1:1) tem a ver com o decorrer da história, desde o presente de João até o tempo do fim, culminando com a volta de Jesus (Apocalipse 1:3, 19). Nas mãos de Cristo a história tem um clímax.

3. A revelação de Jesus para nós nos foca em Sua segunda vinda: Sem o aspecto profético, o evangelho fica incompleto. Por isso, logo após a saudação e louvor em sua carta às sete igrejas, João foi direto ao apresentar o foco claro de toda profecia apocalíptica: A breve volta de Jesus, evento no qual todo olho O verá.

a) “Todo o plano da salvação... serve como prelúdio para a profecia. O Deus que vem é o próprio Messias. Porém, a profecia contém mais que boa notícia de libertação. Não esperamos meramente um acontecimento, aguardamos especialmente uma Pessoa que amamos e conhecemos, e que nos ama e nos conhece. Essa relação faz com que a espera seja muito mais intensa” (Jacques B. Doukhan).

b) O tema do Apocalipse foca no “aparecimento real, pessoal e visível do nosso Senhor ressurreto. É o evento mais público de toda a história humana, pois ‘todo olho O verá’” (Henry Feyerabend).

c) “A volta de Cristo é uma realidade. Queira você ou não. Aceite ou não. Esteja preparado ou não. Ele virá... quando ninguém suspeita de nada. Quando todo mundo acha que as coisas estão normais. De repente, o mundo todo acordará para o grande evento da História” (Alejandro Bullón).

 CONCLUSÃO:

1. A segunda vinda de Cristo é mais que meramente um evento, significa encontrar-se com Jesus, nosso amado Salvador.

2. A segunda vinda de Cristo não é meramente fugir deste mundo de sofrimento para a Pátria Celestial, será o momento de começar a eternidade ao lado dAquele que nos ama e que nós O amamos.

3. A segunda vinda de Jesus não deve ser aguardada apenas por medo das consequências do pecado, mas porque almejamos desfrutar da plena e íntima companhia da Trindade que tanto operou em nosso favor para nos salvar.

APELO:

1. Não permita que os ignorantes e instáveis deturpem tua compreensão do Apocalipse.

2. Estude com o coração e com muita oração cada sentença do Apocalipse.

3. Foque naquilo que o Apocalipse foca para que não fiques desfocado.

Pr. Heber Toth Armí

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

DEUS NOS CONVIDA A REVER NOSSAS OFERTAS

INTRODUÇÃO: O livro de Malaquias nos oferece a teologia da oferta!

1. Cerca de 10 vezes aparece o termo ofertas em Malaquias. É um livro que lida com a genuína adoração frente a uma adoração relaxada, relapsa e superficial.

2. As pessoas na época de Malaquias frequentavam o templo, tinham práticas religiosas, entregavam suas ofertas, porém, Deus vai dar um retorno aos adoradores:

a) É bom sabermos se estamos indo bem.

b) É bom receber orientações para melhorar.

c) É bom ser corrigido para não decepcionarmos no final.

3. A religião na época de Malaquias entre o povo de Deus é parecida com a religião da Igreja de Laodiceia, morna, superficial, porém orgulhosa.

I. DEUS É DESONRADO QUANDO SOMOS RELAXADOS EM NOSSAS OFERTAS – Malaquias 1:8-11

1. Antes de ofertar, precisamos ter consciências de Quem Deus é (Malaquias 1:6). Nossa adoração precisa brotar de um coração consciente.

2. Antes de ofertar, precisamos avaliar se a oferta é digna de Quem Ele é (Malaquias 1:8). A ignorância ou reconhecimento de Quem é Deus será vista em nossa forma de ofertar.

3. Antes de ofertar, precisamos considerar a grandiosidade de Deus (Malaquias 1:9-11). Como Deus é digno de adoração por quem Ele é, nada deve ser inferior do que o nosso melhor.

II. DEUS REJEITA O OFERTANTE QUE É HIPÓCRITA – Malaquias 2:10-12

1. Não adianta desonrar a Deus durante a semana e querer agradar-Lhe no fim de semana trazendo-Lhe ofertas. Esquecer de Deus durante a semana e no fim de semana querer agradar-Lhe com ofertas é uma forma de corromper a religião e a adoração.

2. Não adianta nada ser um ofertante na igreja, mas desonrar a Deus fora da igreja. Veja as contundentes palavras de Jesus em Mateus 5:23-24. Nem mesmo a oração de quem despreza o evangelho no lar, será atendida (1 Pedro 3:7), nem a oferta recebida!

3. Não adianta tentar compensar nossa vida dupla, hipócrita e superficial oferendo dinheiro para Deus. Ele não aceita suborno; Ele não pode ser comprado, ninguém consegue manipular a Deus. Ofertar não é sinônimo de barganhar!

III. DEUS ABOMINA O OFERTANTE QUE SE OFERTA AO PECADO, À IMORALIDADE E NÃO A ELE – Malaquias 2:13-16

1. A infidelidade aos princípios divinos torna sem valor as nossas ofertas, por melhor que elas sejam. Deus está mais interessado no adorador do que nos bens que o adorador Lhe oferece!

2. A negligência às orientações de Deus, que é o alvo da adoração, não Lhe agrada quando o adorador vive negligenciando a Sua soberana vontade, pisando Seus princípios e ignorando Seus mandamentos.

3. Infidelidade conjugal e violência não caracterizam um verdadeiro adorador; os falsos adoradores não são recompensados pelo Deus que ama a pureza, a verdade e a santidade.

CONCLUSÃO:

1. Dízimos têm a ver com fidelidade a Deus, ofertas têm a ver com gratidão a Ele: Há distinção entre dízimo e oferta na Bíblia, e não é nada sábio fazer confusão entre os dois. “O Senhor não precisa de nossas ofertas. Não O podemos enriquecer com nossas dádivas. Diz o salmista: ‘Tudo vem de Ti, e das Tuas mãos To damos’. No entanto, Deus nos permite demonstrar nossa apreciação de Suas misericórdias pelos esforços abnegados para passá-las a outros. É essa a única maneira em que nos é possível manifestar nossa gratidão e amor a Deus. E não proveu outro” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 18-19).

2. As ofertas representam nosso apreço pela salvação ofertada a nós por Deus através de Cristo: “Quão grande foi a dádiva de Deus ao homem, e como Lhe aprouve fazê-la! Com liberalidade que jamais poderá ser excedida, Ele deu, para salvar os rebeldes filhos dos homens e fazer-lhes ver o Seu propósito e discernir o Seu amor. Demonstrareis, pelas vossas dádivas e ofertas, que não considerais coisa alguma boa demais para dar Àquele que ‘deu Seu Filho Unigênito’?” (Conselho Sobre Mordomia, p. 19).

3. As ofertas enriquecem, em vez de empobrecer o adorador sincero: “Não Se propõe o Senhor a vir a este mundo e derramar ouro e prata para o avanço de Sua obra. Supre os homens com recursos, para que pelas suas dádivas e ofertas conservem Sua obra em avanço. O propósito, acima de todos os outros, para o qual devem os dons de Deus ser usados, é a manutenção dos obreiros no campo da seara. E se os homens se tornarem condutos pelos quais possam as bênçãos dos Céus fluir para os outros, o Senhor conservará suprido tal canal. Não é devolver ao Senhor o que é Seu que torna o homem pobre; reter é que leva à pobreza” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 36).

APELO:

1. Participe dos planos de Deus, envolva-se com Sua obra: “Deus pede o que vos Lhe deveis em dízimos e ofertas. Reclama consagração em todo ramo de Sua obra. Desempenhai fielmente vossa parte no posto do dever que vos foi designado. Trabalhai fervorosamente, lembrando-vos de que Cristo está ao vosso lado, planejando, ideando e construindo para vós. ‘Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra’. Dai prazerosa, alegre e voluntariamente, gratos por poderdes fazer alguma coisa para levar avante o reino de Deus, no mundo. Esvaziai o coração do egoísmo, e cingi a mente para a atividade cristã. Se estiverdes em íntima ligação com Deus, estareis dispostos a fazer qualquer sacrifício para colocar a vida eterna ao alcance dos que perecem” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 48-49).

2. Honra ao Senhor com tudo o que tens: A sabedoria bíblica apela veementemente: “Honre ao Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho” (Provérbios 3:9-10).

3. Oferte com alegria, gratidão e reconhecimento de Quem Deus é, do que Ele tem feito por você!

Pr. Heber Toth Armí

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

CINCO TIPOS DE CEGOS QUE CARECEM DE CURA


 INTRODUÇÃO: Texto Bíblico principal: Marcos 10:46-52

1. Existem cegos que sabem que são cegos: Bartimeu sabia que era cego e queria ver mais do que queria esmolas.

2. Existem cegos que desconhecem sua cegueira (Apocalipse 3:17). Precisam do diagnóstico de Cristo.

a) “A cegueira física não é obstáculo para a visão espiritual; inversamente, a visão física não é garantia de visão espiritual” (Victor Babajide Cole).

b) Os “discípulos haviam sido muito privilegiados, pois puderam, quase que diariamente, ouvir as palavras de Cristo, testemunhar o que Ele fazia e observar as Suas atitudes... E, estranhamente, como ainda estavam cegos! Mas, após a ressurreição do Mestre, seus olhos se abriram uma vez mais. Ele, que era a Luz do Mundo, podia curar cegueira, tanto espiritual quanto física” (Willian Hendriksen).

c) “É possível que para Marcos a narrativa não seja apenas histórica, mas uma parábola do que Jesus faz por aqueles que acham tão difícil ver (cf. 4:10-12), e, no entanto, colocam a sua fé nEle” (Henry E. Turlington).

I. PRIMEIRO TIPO DE CEGUEIRA: AQUELA QUE OPTA POR NÃO VER – Marcos 10:46

1. Esse tipo de chego tem olhos saudáveis, mas preferem não ver: Muitos não queriam enxergar Jesus como o Messias, o Salvador. Embora tenha ouvido que vinha Jesus de Nazaré, Bartimeu o chamou de Filho de Davi, reconhecendo ser Ele o Messias que viera para ser Rei.

2. Esse tipo de cego é seletivo no que quer ver: Cegueira assim escolhe o que quer enxergar e o que não quer. Nem adiante tentar mostrar o que tais pessoas optam por não ver, jamais admitirão terem visto o que negam enxergar.

3. Esse tipo de cego precisa ser curado de sua seletividade: A fé torna a pessoa humilde e sincera, ela é o remédio para tal tipo de cegueira. Uma coisa é usar os olhos para enxergar, outra bem diferente é usar a fé com base na revelação da Palavra de Deus. Somente pela fé na revelação de Deus é possível entender Quem realmente é Jesus. Mas, para isso, é preciso também querer vê-lO como Ele realmente é.

II. SEGUNDO TIPO DE CEGUEIRA: VÊ UMA COISA, MAS ENXERGA OUTRA – Marcos 10:46-47

1. Tal tipo de cego enxerga tudo, mas tudo passa por seu deturpado crivo interpretativo da realidade: Muitas pessoas viam o Messias e Seus atos miraculosos, mas concluíam que Jesus estava possuído de Belzebu, o maioral dos demônios (Marcos 3:22). Bartimeu sabia que Ele era Filho de Davi, um título messiânico revelado no Antigo Testamento.

2. Tal tipo de cego não se agrada da realidade, por isso tenta manipulá-la: Pessoas assim veem uma coisa e enxergam outra porque não lhes agrada o que estão vendo; muitos que viram os milagres de Jesus não O enxergaram como o divino Filho de Deus, apesar de todas as provas evidentes diante deles (Mateus 28:11-15). Não lhes era conveniente.

3. Tal cego adultera doutrinas claramente reveladas nas Sagradas Escrituras: Os hereges usam a Bíblia para defender ideias absurdas, antibíblicas. Por exemplo, os guardadores do domingo não encontram base bíblica para santificar o primeiro dia da semana, e perseveram nisso mesmo quando Jesus declarou ser Ele o Senhor do sábado (Marcos 2:27-28).

III. TERCEIRO TIPO DE CEGUEIRA: NÃO ENXERGA A PRÓPRIA CEGUEIRA, SOMENTE A DOS OUTROS – Marcos 10:48

1. Tal tipo de cego não reconhece sua cegueira, mas consegue identificar a cegueira dos outros: A multidão enxergou o cego no caminho, mas não percebeu quão cega espiritualmente estava ao não reconhecer Jesus como o Messias. Em sua cegueira, Bartimeu enxergou mais do que os sacerdotes, escribas e fariseus juntos.

2. Tal tipo de cego não possui percepção espiritual: A realidade a nossa frente deve ser analisada com base na Palavra de Deus. Nossa visão é limitada demais para interpretar a realidade que transcende nossos olhos. Ter olhos sem ter discernimento espiritual é um perigoso tipo de cegueira que precisa ser divinamente tratada (1 Coríntios 2:12-14).

3. Tal tipo de cego enxerga um cisco no olho dos outros, mas não conseguem notar o tamanho da viga fincada em seus próprios olhos (Mateus 7:3): Cegos assim enxergam os defeitos, falhas e pecados alheios, todavia não conseguem perceber os próprios erros. Por conseguinte, orgulhosamente se acham mais santos e melhores que os demais.

IV. QUARTO TIPO DE CEGUEIRA: NÃO ENXERGA A COMPAIXÃO DE JESUS – Marcos 10:48-49

1. Esse tipo de cego fecha os olhos para a bondade de Jesus: Os acompanhantes de Jesus não acudiram ao cego que gritava desesperadamente por ajuda. Ele clamava por misericórdia, mas só ouviu palavras negativas: Fica quieto, cala a boca, faz silêncio, não grita, fica no teu canto, não importune Jesus, não chegue perto de nós, Jesus não vai te atender, olha quem você é, se enxerga...

2. Esse tipo de cego aplica à Jesus a própria crueldade: Os acompanhantes de Jesus não queriam que o cego à beira do caminho tivesse privilégios, não queriam o bem do cego. Muitos o repreendiam pelos seus gritos, mas ninguém o acudia ao clamar por misericórdia (Marcos 10:48). Além de não ter misericórdia, esses cegos não conseguem ver que Jesus oferece compaixão, graça e bondade também para mendigos e cegos carentes – pessoas marginalizadas pela sociedade.

3. Esse tipo de cego, juntamente com todos os cegos espirituais, precisa da cura sobrenatural tanto quanto o cego Bartimeu precisava da cura física: Discípulos que atrapalham os cegos de se encontrarem com Jesus burocratizam a misericórdia divina, devido a sua cegueira espiritual. Jesus, porém, é mestre em desburocratizar e cirúrgico ao curar: Ele pediu que os cegos espirituais que repreendiam o cego físico, chamassem Bartimeu (Marcos 10:49). Assim Jesus curaria os cegos espirituais e o cego físico.

V. QUINTO TIPO DE CEGUEIRA: AQUELA QUE ESTÁ DISPOSTA A VER – Marcos 10:49-52

1. Esse tipo de cego quer ver mais: Bartimeu enxergava mais longe com os olhos da fé do que os seguidores de Jesus que tinham olhos sãos; contudo, ele ansiava por enxergar ainda mais. Bartimeu usou o título messiânico Filho de Davi para se referir a Jesus. Tais cegos sabem que Jesus é o único que pode intervir em seus casos que lhes afligem a alma. Sabem que Jesus é o divino Salvador.

2. Esse tipo de cego se submete a Jesus desejando libertação: Cegos assim sabem que Jesus é o Messias que pode libertá-los das coisas que o prendem neste mundo e os impedem de fazer mais por Ele. Bartimeu é o único homem que chamou Jesus de Rabboni, que quer dizer Senhor. Submeter-se ao senhorio de Cristo é a melhor forma de crescer e se desenvolver realmente em nossa sociedade decadente.

3. Esse tipo de cego tem fé e age pela fé: Cegos deste tipo sabem enxergar pela fé, porque aprenderam que a fé “vem de ouvir (v. 47), não retrocede diante de obstáculos (v. 48), segue o chamado deixando tudo para trás (v. 50) e se agarra ao poder de Deus (v. 51)” (Adolf Poul).

CONCLUSÃO E APELO:

1. Qual tipo de cego você é? O que você quer que Jesus te faça?

2. Com qual dos cinco tipos de cegos acima você se identifica?

3. O que fazer para tornar-se mais parecido ao cego Bartimeu a fim de enxergar ainda mais o que Deus quer te mostrar? Observe atentamente:

a) Não se acomode, tenha disposição de arriscar-se pela fé.

b) Não fique satisfeito com o que você já viu, anseie por mais.

c) Esteja disposto a enfrentar os preconceituosos burocratizadores.

d) Tenha fé para orar: Desvenda os meus olhos para que eu contemple as maravilhas de tua Lei, Bíblia, a Palavra de Deus (Salmo 119:18).

e) Clame a Jesus reconhecendo quem Ele é: O Divino Salvador, Seu colírio é restaurador (Apocalipse 3:18).

Pr. Heber Toth Armí


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