quarta-feira, 11 de maio de 2022

INSISTA, PERSISTA, NÃO DESITA DE ORAR

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: I Tessalonicenses 5:17

1. O contexto desse texto trata das práticas cristãs dos membros da igreja para preservar a essência espiritual:

a) Os membros genuinamente convertidos de uma igreja dinâmica não vivem como se estivessem num velório, mas como se estivessem alegres numa celebração.

b) Os membros verdadeiramente restaurados desfrutam da oração particular que resulta em oração coletiva ao congregarem para buscar a Deus.

c) Os membros plenamente cheios do Espírito Santo têm o coração transbordando de gratidão pelo que Deus fez, faz e fará pelos pecadores.

2. Uma análise contextual de I Tessalonicenses 5:17 fornece interessantes informações:

a) Assim como há uma ênfase intensa no imperativo no versículo 16 “Alegrem-se sempre”, há também uma ênfase intensa no imperativo: “Orem continuamente”. A mesma ênfase intensa é vista no versículo 18: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus”.

b) Assim como o “sempre” do versículo 15 na frase “tenham cuidado para que ninguém retribua o mal com o mal, mas sejam SEMPRE bondosos uns para com os outros e para com todos”, indica continuidade e intensidade, essa mesma ênfase está presente no versículo 17: “Orem continuamente”, ordenando perseverança e constância na oração.

·  O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia indica a ênfase existente no termo grego traduzido para “sempre” no versículo 16, que mostra a força do texto, apontando que, “quem reclama constantemente não tem religião genuína”. A mesma ênfase está no versículo 17, indicando que “quem não clama a Deus constantemente não tem religião genuína. A ênfase do texto grego está sobre a ideia de ‘continuidade’”. E então complementa: “Um espírito de constante oração deve exalar da vida cristã. A conexão com o Céu nunca deve ser quebrada. Paulo trabalhava ‘noite e dia’ (1Ts 2:9) e também orava ‘noite e dia’ (1Ts 3:10). As muitas atividades do apóstolo não diminuíram o tempo em oração e sempre mantinha ligação ativa com o Pai Celestial. Assim deve ser conosco” (CBASD, v. 7. P. 257).

·     Ellen G. White, mostra que a oração ininterrupta não implica em permanecer sempre ajoelhados. “O Salvador disse que orássemos sem cessar. O cristão não pode estar sempre de joelhos em oração, mas seus pensamentos e desejos podem ser de contínuo elevados ao Céu” (CBASD, v. 3, p. 1311).

I. O IMPERATIVO BÍBLICO IMPLICA EM ORDEM DIVINA: “OREM”

1. A oração é tão significativa que Deus a considerou num mandamento: Orar significa entregar-se a Deus a fim de manter comunhão com Ele, eis a importância da ordem para orar. Ele quer relacionar-Se conosco constantemente. Por isso, o ato de orar é visto em forma de relacionamento: “A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo” (Ellen G. White. Caminho a Cristo, p. 93).

2. A oração é tão importante que Deus incentiva a oração congregacional: Não basta orar sozinho, é preciso compartilhar nossas orações. Orar significa recorrer a Deus para depender dEle e buscar suprimentos de força para que, mesmo com nossas fraquezas e necessidades, possamos ser revigorados para lidar com atividades desafiadoras e provações que nos assolam; podemos fazer isso em casa e na igreja (coletivamente). “A oração é a respiração da alma. É o segredo do poder espiritual” (Ellen G. White. Mensagem aos Jovens, p. 249). Por isso, a importância de atender ao imperativo “orem”.

3. Orar significa encontrar conforto e alegria no relacionamento com Deus: A oração é uma necessidade devido a nossa fragilidade, mas também um privilégio, devido a possibilidade de manter comunhão com o Soberano Deus do Universo. Deus nos ordena orar porque almeja falar conosco e prover conforto e alegria a nossa existência.

a) A ordem de Deus a nós para orar é relevante porque nossa fraqueza, debilidade e egoísmo nos impedem até mesmo de reconhecer a necessidade e os privilégios da oração.

b) A ordem de Deus a nós para orar se deve ao fato dEle ansiar por nossa companhia, e satisfazer nosso coração com Sua presença.

c) A ordem de Deus a nós para orar é importante porque através da oração somos revigorados para viver feliz com Ele e para Ele.

II. O TEMPO A SER DEDICADO À ORAÇÃO: “CONTINUAMENTE”

1. O ato de orar não deve ser interrompido: Orar é tão ou mais importante que respirar. Sem oração morremos espiritualmente, assim como sem respirar morremos fisicamente. Por isso, “é necessário que a oração seja diligente. Coisa alguma deve fazer você deixar de orar. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para conservar aberta a comunhão entre Jesus e você” (Caminho a Cristo, p. 98).

2. Em todo momento é tempo de dedicar-se à oração: Você pode e deve orar trabalhando, estudando, comprando, vendendo, passeando, tomando banho, comendo, descansando, etc. “Devemos manter conexão permanentemente ativa com Deus, de modo que nossa oração faça parte de uma longa conversa sem interrupções” (Warren Wiersbe. Novo Testamento, v. 2, p. 245).

3. Em todo lugar é possível manter viva a chama da oração: A compreensão incorreta pode atrapalhar a prática bíblica da oração. Por exemplo, ao acreditar que a oração deva ser feita exclusivamente ajoelhados, assim que a pessoa se levantar, a oração será interrompida. Além disso, quando se ora diante de uma imagem, é um atalho que desvia e intercepta a comunhão com Deus. Também, achar que só no templo ou em mosteiros se devem elevar orações a Deus, limita nossa comunhão com Ele. Tais concepções são oriundas do laboratório teológico do inferno a fim de impedir o relacionamento contínuo de Deus com Seus filhos.

CONCLUSÃO:

1. Através de análise de I Tessalonicenses 5:17, entendemos que, “onde quer que nos encontremos podemos manter comunhão íntima com Deus” (Caminho a Cristo, p. 99). Por conseguinte, interrompendo a oração, estaremos rompendo nossa comunhão espiritual com Deus. Diante disso, vale assimilar as palavras de William MacDonald: “A oração deveria ser a atitude constante do cristão. Isso não quer dizer que ele deva abandonar suas obrigações normais e entregar-se obrigatoriamente à tarefa de orar. O crente tem suas horas marcadas para a oração, mas também faz orações extemporâneas, quando surge uma necessidade, e, orando sempre, desfruta comunhão contínua com o Senhor” (Comentário Bíblico Popular, p. 731).

2. Através da reflexão de I Tessalonicenses 5:17 que trata da oração, podemos nos conscientizar que “não há tempo nem lugares impróprios para fazer uma prece a Deus. Nada nos pode impedir de elevar o coração no espírito de uma oração sincera. Entre as pessoas na rua, ou em meio a uma transação comercial, podemos elevar a Deus um pedido, solicitando a direção divina como fez Neemias quando apresentou seu pedido perante o rei Artarxerxes. Onde quer que nos encontramos podemos manter comunhão íntima com Deus” (Caminho a Cristo, p. 99).

3. Através do estudo de I Tessalonicenses 5:17 entendemos que é correto concluir que “enquanto estamos envolvidos em nosso trabalho diário, devemos elevar a mente em oração. Esses pedidos silenciosos sobem como incenso diante do trono da graça; e o inimigo é frustrado” (Mensagem aos Jovens, p. 249).

APELO:

1. Ore diariamente.

2. Ore intensamente.

3. Ore sem cessar.

Pr. Heber Toth Armí

domingo, 24 de abril de 2022

DEUS CUIDA MESMO QUANDO SUA IGREJA PAREÇA DESMORONAR

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: I Samuel 3:1-21


1. Na carência de espiritualidade, Deus pode suscitar alguém para promover grandes mudanças: Samuel foi um divisor de água na história sagrada. Ele conclui o período dos juízes na história dos hebreus e encabeçou a ordem dos profetas, tornando-se destaque no Novo Testamento (Atos 3:24; 13:16-20; Hebreus 11:30-34).

2. No tempo de espiritualidade em declínio e o povo de Deus em grande apostasia, Deus pode levantar alguém para erguer a sociedade imoral e pervertida: Leia todo o livro de juízes, observe cada detalhe que a revelação nos apresenta de um tempo em que a situação estava terrivelmente desanimadora. Foi nesse contexto que Deus presenteia Ana com um filho: Samuel (I Samuel 1:1-28).

3. Na época de decadência moral, social e religiosa, Deus não fica indiferente como Seus representantes na Terra: Em vez de cruzar os braços ou dar de ombros, Deus entra em cena, faz milagres, responde a súplica de uma mãe aflita e tratada como uma bêbada no templo, a qual consagra seu filhinho ao serviço do templo em Siló; então, um reavivamento nacional acontece por seu intermédio.

 

a) A imoralidade crescia dentro e fora do templo, mas isso não impediu de Deus agir naquele tempo (I Samuel 2:12-17).

b) A perversidade moral era pública na vida corrupta que mantinha os sacerdotes, Hofni e Fineias, filhos do negligente sumo sacerdote Eli (I Samuel 2:12-26).

c) A podridão moral atraiu o juízo do Deus que havia proferido palavras contundentes através de um profeta desconhecido, mas nada mudou na família de Eli (I Samuel 2:27-36); por isso, a profecia contra a casa de Eli foi reiterada por meio de Samuel (I Samuel 3:11-14).

 

I. DEUS ESTÁ NO CONTROLE DA HISTÓRIA DO MUNDO – I Samuel 3:1-4

 

Quando a rejeição da revelação de Deus estava quase totalmente desprezada, quando os líderes espirituais perdiam a visão dos princípios celestiais e, as chamas da verdade representadas pelas lâmpadas no candelabro estavam quase se apagando, Deus entrou em cena de uma forma bem singela e singular: Chamou um menino de 12 anos para ser Seu profeta!

1. Deus está observando o mundo, e está cuidando de cada detalhe; Ele está no controle da história; Suas estratégias visam alcançar o mundo inteiro, e, intentava alcançar o mundo através do falho e imperfeito povo de Israel.

2. Deus age em prol da humanidade ainda que a raridade da Palavra profética seja real devido à indiferença social de Seu amado povo.

3. Deus faz o que é mais viável na história mundial; certamente Ele não deixará o mal tomar conta de vez de Seus planos para o mundo e, muito menos de Sua igreja no mundo. Por isso Ele chamou o menino Samuel no meio da madrugada para ser Seu profeta!


II. DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE SUA IGREJA NO MUNDO – I Samuel 3:5-14

 

Quando tudo parece sair totalmente do controle, quando o futuro parece incerto e a religião que poderia influenciar o mundo foi tomada pelas influências do paganismo, Deus penetra na história humana e coloca um limite na atuação das forças do mal. A mensagem de juízo de Deus, predita pelo profeta anônimo (I Samuel 2:27-37) reiterada ao menino Samuel, visava frear as invasoras forças do mal.

 

1.    Deus é o dono da igreja, por isso a cuida como acha melhor. Pacientemente Deus tolerou a presença do sumo sacerdote Eli e seus filhos que agiam perversamente por vários anos. Visando uma mudança de atitude, Deus enviou uma mensagem forte que deveria ser impactante por meio de um profeta anônimo, mas nada mudou. Porém, Deus perseverou em fazer alguma coisa para reverter a situação deprimente em que Israel se encontrava.

2.   Deus é dono da igreja, Ele a administra como achar melhor. Por não surtir efeito a primeira profecia a Eli e seus filhos, pacientemente Deus reitera a mesma mensagem por meio de um pré-adolescente. Mesmo sem haver mudanças e arrependimentos, Deus ainda preservou Eli e seus filhos por muitos anos. Assim administra o proprietário da igreja! E faz o que melhor Lhe parece para guiá-la a um futuro glorioso.

3.   Deus é o dono da igreja, Ele a guia pelo caminho que achar melhor. Cada dia em cada detalhe, Deus faz o que melhor Lhe parece para conduzir Sua amada Igreja a um futuro de glória para obter os louros da vitória que Ele quer dar. Com Samuel, o povo de Israel foi organizado e restaurado de sua letargia espiritual!

 

III. DEUS ESPERA ENCONTRAR ALGUÉM DISPONÍVEL PARA SER SEU INSTRUMENTO NO MUNDO – I Samuel 3:15-21

 

Elcana, o pai de Samuel, era levita e portanto, sacerdote; mas fora dispensado do trabalho do templo por irregularidades no ministério. Além disso, ele tinha duas esposas que viviam os desgastantes dilemas da poligamia. O caos estava instalado na sociedade e no ambiente de adoração; nesse contexto, pode ser que a única opção de Deus era um pré-adolescente.

1. Deus não se importa com a idade e nem com falta de experiência. Embora fosse bem responsável, Samuel era bem infantil. Com 12 anos ele ainda não conhecia o Senhor (I Samuel 3:7); além disso, tomado de ansiedade e temor, nem lembrou de falar a palavra “Senhor” conforme orientado por Eli (I Samuel 3:9-10). Note também que a revelação foi tão dura e preocupante para o menino que Ele parece ter perdido o sono após terminar sua audiência com Deus (I Samuel 3:15).

2. Deus está a procura de pessoas disponíveis, não importa a idade. Com 12 anos, Samuel temia relatar a visão que Deus lhe dera em relação ao sumo sacerdote Eli. Contudo, Eli insistiu e apelou ao menino para que lhe contasse, e foi só assim que Eli ficou sabendo da mensagem divina e a acatou, em vez de atacá-la.

3. Deus quer estar com Seu povo, e cria diversas alternativas estratégicas para que esse propósito seja alcançado. Diz o texto sagrado e inspirado, “veio o Senhor, e ali esteve, e chamou como das outras [três vezes]” (I Samuel 3:10-11); após isso, “crescia Samuel, e o Senhor era com ele” (I Samuel 3:19). O Santuário em Siló era o meio de Deus habitar com Seu povo (Êxodo 25:8-9). Emanuel quer dizer Deus conosco (João 1:14). Toda estratégia divina revela o intento de Deus de habitar com pecadores, restaurados e transformados (Apocalipse 21:1-3).

CONCLUSÃO:


1. Não há ocasião em que Deus abandona Seu amor pelo Seu povo: Ainda que a situação pareça sem solução devido às muitas perversões até mesmo nos líderes espirituais, Deus age, mesmo que Sua única opção seja um menino de 12 anos.

2. Não há situação tão desesperadora que Deus não possa promover um reavivamento e uma reforma: Seu amor por Sua igreja não a deixa afogar nas correntezas ou profundezas do pecado. Veja estas duas citações de Ellen G. White:

 

a) “A igreja militante não é a igreja triunfante, e a Terra não é o Céu. A igreja se compõe de homens e mulheres errantes e imperfeitos [muitas vezes como Eli e seus filhos], que são apenas alunos na escola de Cristo, a fim de serem adestrados, disciplinados, educados, para esta vida e para a futura vida imortal” (The Signs of the Times, 4 de janeiro de 1883).

b) “Testifico aos meus irmãos e irmãs que a igreja de Cristo, por débil e defeituosa que seja [ainda que parecida com a igreja da época de Ana e Samuel], é o único objeto sobre a Terra a que Ele confere Sua suprema atenção [ilustrada na experiência de Samuel]. Enquanto a todos dirige o convite para irem a Ele e serem salvos, comissiona Seus anjos, para prestar divino auxílio a toda alma que a Ele se achega com arrependimento e contrição; e, pessoalmente, por meio de Seu Espírito Santo, está no meio de Sua igreja” (Vida e Ensinos, p. 206).

 

3. Não há espiritualidade tão morta que Deus não possa reavivar. Para Deus não há casos difíceis ou impossíveis, Ele pode resolver qualquer problema e restaurar qualquer situação assim que Ele encontrar alguém disponível. Deus mudou a situação de Israel através de Samuel. Deus colocou Israel nos trilhos e logo tornou aquelas tribos em um reino glorioso e próspero. Assim, não há igreja tão defeituosa que o poder de Deus não possa restaurar. Seu constante amor está disposto a qualquer coisa para poder resolver todos os pecados e obstáculos que separam as pessoas de Sua presença. Foi com esse propósito que Ele deu Jesus para nascer neste mundo e enfrentar um terrível sacrifício de cruz. 

APELO:


1. Nunca duvide do amor e cuidado de Deus por Sua querida igreja neste mundo tomado pelo pecado.

2. Nunca ignore o chamado de Deus quando Ele te chamar para promover restauração e transformação.

3. Nunca duvide do poder de Deus para transformar qualquer situação caótica e deprimente em reavivamento e reforma.

Pr. Heber Toth Armí


sexta-feira, 15 de abril de 2022

SUFICIÊNCIA DO MINISTÉRIO DE CRISTO EM NOSSO FAVOR

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Hebreus 7:25-28

1. O Sacerdote tinha a função de interceder, representando o indivíduo diante de alguém importante. A palavra “interceder” no contexto bíblico “era usada como referência a uma petição submetida a um rei em nome de outra pessoa”, explica a Bíblia de Estudo MacArthur.

2. O Sacerdócio de Cristo tem importante relevância, a qual se deveria dar maior atenção. A intercessão de Cristo no Santuário Celestial é “um importante tema bíblico, por vezes negligenciado, é o que Jesus está fazendo pelos cristãos hoje: Intercedendo por eles em Sua função de sumo sacerdote no Santuário Celestial”, instiga o comentário da Bíblia Andrews.

3. O Sacerdócio de Cristo no Céu é de suma importância, tanto quanto Seu ministério terrestre e Seu sacrifício na cruz do Calvário. “A salvação que Cristo oferece é ligada a Sua obra de intercessão a favor dos pecadores. Não bastava Cristo ter sofrido na cruz. É preciso que os méritos deste sacrifício histórico sejam aplicados a cada pecador individualmente [...]. É a morte de Cristo que garante nossa justificação. Mas é Sua intercessão que torna possível nossa santificação”, declara Siegfried J. Schwantes.

I. A NATUREZA SUPERIOR DO SACERDÓCIO DE CRISTO SE DEVE À SUA ABSOLUTA CAPACIDADE DE SALVAR – Hebreus 7:25

1. Diferentemente dos sacerdotes de antigamente do Santuário/templo que atuavam por um período, o sacerdócio de Cristo é permanente.

2. Diferentemente dos sacerdotes que morriam, Jesus venceu a morte e vive para todo o sempre; então Seu sacerdócio não conhece interrupção.

3. Diferentemente dos sacerdotes que eram pecadores e atuavam em um santuário feito por homens, cópia do modelo celestial, Jesus assumiu o Santuário verdadeiro; por isso, Ele é capaz de salvar definitivamente àqueles que por meio dEle se aproximam de Deus.

II. A NATUREZA SUPERIOR DO SACERDÓCIO DE CRISTO INCLUI SUA PERFEITA ADAPTAÇÃO A NOSSA NECESSIDADE – Hebreus 7:26

1. Os emblemas, rituais, animais e sacerdotes do Santuário Terrestre não poderiam salvar ninguém do poder do pecado e da morte; era necessário algo muito maior.

2. Os emblemas, rituais, animais e sacerdotes no Antigo Testamento apontavam para Cristo; eram o evangelho ilustrado, mas a realidade ainda estava para concretizar com a vinda do Messias.

3. Os emblemas, rituais, animais e sacerdotes que tiveram importância até a morte do Cordeiro de Deus, agora dão lugar para Jesus; O qual é adequado para pagar o preço de nosso pecado e interceder por nós. Sua superioridade se deve a que Ele foi e é: 

a)   Santo, em relação a Deus.

b)  Inculpável, em relação à raça humana.

c)   Puro, em relação a Si mesmo.

d)  Separado dos pecadores, não tinha natureza pecaminosa que pudesse contaminá-Lo.

e)   Exaltado acima nos céus, superior a tudo e a todos.

III. A NATUREZA SUPERIOR DO SACERDÓCIO DE CRISTO RESULTA TAMBÉM DO FATO DE SER DEFINITIVO – Hebreus 7:27

1. Os sacerdotes antes da morte de Cristo sacrificavam pelo menos duas vezes ao dia, além de sacrificarem por si mesmos – por serem pecadores; isso é diferente com Jesus.

2. Os sacerdotes não deviam parar de sacrificar até que Jesus Se tornasse o sacrifício supremo.

3. Os sacerdotes foram substituídos por Jesus, que, além de ser a vítima é Aquele que ministra no Santuário Celestial como Sumo Sacerdote os benefícios de Sua morte. 

a) Ao Jesus ser única vez sacrificado já foi suficiente para pagar pelo pecado de toda humanidade.

b) Ao Jesus ser sacrificado, O tornou digno de nos representar perante o Pai Celestial, sem nenhuma necessidade de repetição de Seu sacrifício.

c) Ao Jesus ser sacrificado uma vez, já O tornou definitivamente apto para salvar a toda a humanidade que aceitar Seu Sacrifício.

IV. A NATUREZA SUPERIOR DO SACERDÓCIO DE CRISTO SE DÁ, FINALMENTE, PELO FATO DELE SER SELADO PELO JURAMENTO DE DEUS PAI – Hebreus 7:28

1. Os sacerdotes terrenos possuem fraquezas, porém Jesus é perfeito.

2. Os sacerdotes do Santuário Terrestre atuaram simbolicamente, mas Jesus é a realidade apontada por esses símbolos.

3. Os sacerdotes antes da morte de Cristo foram chamados por Deus, mas Jesus foi selado pelo juramento de Deus Pai que O constituiu Filho perfeito para sempre.

CONCLUSÃO:

1. O sacrifício de Cristo na cruz foi perfeito e de valor infinito por ser Ele o Filho de Deus, sem defeito algum e sem pecado; portanto, não há necessidade alguma de que seja repetido. Seu sacrifício é único, mas é eficiente e eficaz para salvar pecadores das garras do diabo.

2. O sacrifício de Cristo suplanta os sacrifícios de animais e a instituição do sacerdócio arônico; pois, estes eram imperfeitos e interinos até que viesse o perfeito Filho de Deus e Se entregasse como perfeito sacrifício para salvar perfeitamente àqueles que O buscam para interceder junto ao Pai.

3. O sacrifício perfeito de Cristo deu o direito dEle ser o Sumo Sacerdote perfeito para interceder perante o Pai como representante perfeito da humanidade. Sua autoridade é inigualável e, Sua capacidade é incontestável.

APELO:

1. Vamos valorizar mais o sacrifício de Cristo juntamente com Sua intercessão no Santuário Celestial?

2. Vamos estudar mais e conhecer mais a fundo essas duas etapas do plano da salvação provido por Deus?

3. Vamos compartilhar mais com outras pessoas que ainda não possuem esse conhecimento tão importante para a vida delas?

Pr. Heber Toth Armí

 

quarta-feira, 30 de março de 2022

INTERPRETAÇÕES CONTRADITÓRIAS DOS MESMOS FATOS


No episódio de espiar Canaã por 12 príncipes das 12 tribos israelitas, as interpretações dividiram o grupo em dois. Os relatórios de dois espias foram fidedignos, tanto quanto dos outros dez (Números 13:1-27). Entretanto, as interpretações foram opostas: 10 contra 2 (Números 13:28-33; 14:6-9). Os 12 espias viram as mesmas coisas, passaram pelos mesmos lugares, realizaram suas atividades e obtiveram sucesso: Regressaram todos vivos e com os grandiosos e maravilhosos frutos da terra. Contudo, o grupo se dividiu na interpretação dos fatos.

Após considerar com oração a este relato, alguns pontos são dignos de profunda reflexão:

1. O errado parece ser mais ousado, age primeiro: A interpretação negativa e pessimista chegou primeiro. Dez dos dois espias tomaram a frente. Eles eram líderes, tinham autoridade e influência. Todo o povo concordou e aceitou suas propostas interpretativas. Agora reflitam:

a) Já ouviu que não se deve agir sem pensar? Que é preciso refletir antes de falar? Sabe por quê? Nossa natureza humana carnal é muito forte. O pecado toma a dianteira. Nossos impulsos são pervertidos, e nem precisa pensar ou programar para que palavras feias, ferinas, negativas e envenenadas sejam proferidas. Nosso coração pecaminoso desde a infância tem uma inclinação constante para as coisas erradas.

b) Os atos pecaminosos são as expressões visíveis de um problema interno que afeta terrivelmente nossos pensamentos, desejos, emoções, vontades, decisões e ações. Quando deixamos sobressair o poder do pecado em nós, ele nos escraviza e nos tornamos pessoas que andam na contramão de Deus, mas não na contramão da maioria. 

2. Quando não dependemos de Deus, nossa visão é muito limitada: O pecado nos corrompe, afeta nossa visão. Ficamos cegos espiritualmente. Não enxergamos a realidade como ela de fato é. Pior, focamos no que não deveríamos focar e ignoramos o que deveríamos enxergar.

a) Quando não queremos enxergar pela fé temos a tendência de ser pessimistas. O problema dos dez espias está bem claro na Bíblia. O problema estava “nos nossos próprios olhos”. “Éramos como gafanhotos aos nossos próprios olhos” (Números 13:33). Isso fez com que eles percebessem os homens de grande estatura, gigantes na terra.

b) A realidade vai além daquilo que podemos ver. Não conseguimos saber o que as pessoas sentem e pensam. Não podemos medir a força das pessoas apenas observando a face delas. Não sabemos quais medos rondam o coração delas. Não sabemos quem está protegido por Deus e quem não está, a não ser se Ele nos informar. Não conheceremos os planos celestiais se não nos relacionamos com Deus. O Soberano do Universo tinha um plano para Israel, a terra que mana leite e mel seria entregue ao Seu povo. A vitória certamente estaria com Deus e Seus servos, não com os pagãos. Mas, isso não dá para ver com os próprios olhos; precisamos dos olhos da fé e da revelação divina!

c) É impossível interpretar corretamente coisas espirituais se as analisamos com os olhos carnais. Todos os doze espias concordaram que a terra prometida por Deus era realmente muito boa; a grande diferença é que 10 deles olharam com os olhos carnais e 2 deles olharam com os olhos espirituais, da fé. Os que olharam sem fé, prestaram atenção no lado escuro, difícil e impossível da situação. Os que olharam confiando em Deus e crendo em Suas promessas enxergaram a vitória, o sucesso, o milagre.

d) A interpretação desprovida da fé não vê perspectiva positiva diante dos grandes desafios da vida. Embora Deus já tivesse mostrado Seu grande poder nos dois últimos anos, os dez espias se sentiram inferiores aos pagãos adoradores de ídolos. Isso resultou em frustração. A incredulidade falou mais alto, pois nosso coração é mais propício ao que não presta. O pessimismo gerou pessimismo. O medo gerou medo. A reclamação promoveu mais reclamações. A ansiedade dos dez propagou ansiedade em dois milhões de pessoas simultaneamente (Números 14:1-5, 10-11). 

3. Precisamos permitir que o texto inspirados nos alerte com suas ricas lições para nossa existência. Alguns cuidados:

a) A maioria não está com a razão, a maioria não é a voz de Deus.

b) A democracia nem sempre é o melhor caminho para saber o que se deve fazer.

c) Devemos aprender a pensar biblicamente, para que sejamos verdadeiramente realistas e tomemos as decisões certas.

d) Devemos pedir ajuda a Deus para aprendermos controlar antes de falar e antes de agir, isso evitará muitos problemas para nós mesmos.

e) Devemos cuidar com as influências que recebemos; muitas delas podem ser influências que nos levam às maiores frustrações da vida.

f) Devemos aprender a confiar plenamente em Deus se quisermos que Ele nos guie para viver os Seus magníficos planos para nós.

g) Devemos cuidar com quem ensina sobre Deus: 

1) Já pensou como seria aprender sobre Deus com os dez espias pessimistas?

2) Já pensou receber o testemunho de Deus por parte dos 2 milhões de indivíduos que diziam que Deus os trouxera ao deserto para morrerem ou para serem mortos à espada?

3) Já pensou em receber um estudo bíblico de Judas, que andou com Jesus e podia dizer que O conheceu muito bem?

4) Já pensou em ouvir a experiência do jovem rico que teve um encontro pessoal com Jesus?

5) Já pensou nos conceitos que você receberia de Caim, que ouviu Deus falar com ele por pelo menos duas vezes?

6) Já pensou no que as pessoas falam contra a igreja porque estão frustradas com ela e guardam amargura no coração?

Em síntese, você não acha que deve selecionar bem as pessoas que falam do teu pastor? Da tua igreja? Da Bíblia? E até mesmo das promessas sobre o Céu?

Além disso, você não acha que deve prestar muita atenção em quem prega o evangelho, após refletir nesse relato, pois pode haver evangelistas pessimistas, destituídos de fé e destruidores da verdadeira religião?

Pr. Heber Toth Armí.

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