quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

AS DUAS FACES DO ECUMENISMO

INTRODUÇÃO: Texto bíblico: Gálatas 2:1-14

1. A ideia de que há tantas denominações para agradar a todos os públicos facilita ao ecumenismo antibíblico. Para Jesus, não existe evangelho à gosto do freguês. Pelo contrário, o evangelho é um convite à renunciar a própria vontade para viver a vontade de Cristo.

2. A superficialidade no conhecimento bíblico favorece a união em torno do ecumenismo contrafeito. Satanás vai tentar meios para que a oração de Jesus em João 17 aconteça conforme seus interesses. Note uma frase do ex-presidente George W. Busch: “Eu acredito que todo mundo, muçulmanos, cristãos ou pessoas de qualquer outra religião, reza para o mesmo Deus. Isso é o que eu acredito”. Se for verdade, para que evangelizar? Para que se desgastar indo a países correndo riscos de perder a família e até a vida?

3. A espiritualidade desprovida de fundamento bíblico é benéfica para as estratégias do inimigo de Cristo. Um grupo de pesquisa conduzido por George Barna, após vários relatórios, concluiu: “A espiritualidade da América é cristã apenas de nome... Queremos experiência mais que conhecimento. Preferimos escolhas a absolutos. Abraçamos preferências em vez de verdades. Buscamos conforto em lugar de crescimento. A fé deve ser de acordo com nossos termos ou não a aceitamos. Nós nos entronizamos como supremos árbitros da justiça, governantes supremos de nossa própria experiência e destino”. Observe o contexto do texto de Gálatas, antes de avançar:

a) Ao visitar a igreja de Antioquía na Síria, Pedro enfrentou “a pressão das críticas de outros judeus que tinham chagado da igreja de Jerusalém, levou Pedro a adotar uma conduta hipócrita. A atitude de Pedro deixou bem claro que os gentios precisavam observar as práticas que caracterizavam os judeus, apesar de Deus ter-lhe ensinado de modo determinante, bem antes, que isso não era verdade (At 11:1-18). Diante disso, Paulo achou necessário confrontar Pedro por causa dessa hipocrisia perigosa” (David S. Dockery).

b) Ao chegar crentes judeus de Jerusalém em Antioquia, Pedro, que estava tranquilamente entre os crentes gentios, rompeu a comunhão com eles “temendo que as notícias do seu comportamento viessem a ser ouvidas pela facção legalista em Jerusalém. Com essa atitude, ele negava uma das grandes verdades do evangelho: todos os crentes são um em Jesus Cristo, e as diferenças de nacionalidade não devem influir em nossa comunhão” (William MacDonald).

c) A repreensão de Paulo em relação à conduta de Pedro ensina preciosas lições sobre divisão e unidade na igreja. “A conduta de Pedro e dos outros judeus criava uma divisão na comunhão da igreja e ameaçava quebrar a unidade em Cristo entre gentios e judeus. A perspectiva era desastrosa. Paulo dirigiu suas observações a Pedro porque a conduta deste era a principal responsável pela crise que se produziu naquela ocasião” (Comentário Bíblico Adventista).

I. A UNIDADE FORA DO EVANGELHO NÃO É PLANO DE CRISTO PARA SUA IGREJA – Gálatas 2:1-10

Quando a tradição ou conveniência rege a unidade eclesiástica (ou das denominações cristãs) haverá tensão com o verdadeiro evangelho da graça de Deus. Qualquer coisa considerada acima de Cristo e Seu evangelho visando promover unidade, não será unidade em torna da verdade.

1. Da mesma forma que existem falsos irmãos, há também falsa união.

2. Se você começar com Cristo e Seu evangelho puro e verdadeiro, experimentará como resultado a libertação do pecado e a santificação como resultado; porém, se ao começar com Cristo, passar para outra coisa, certamente você perderá os dois. É disso que trata o livro de Gálatas!

3. Se a unidade não pode sacrificar o evangelho, é preciso alguém de fibra para levantar-se com maestria e defender a verdade bíblica, ainda que custe a unidade, gerando tensão até mesmo com grandes e importantes líderes eclesiásticos. Não é possível conceber unidade real em torno de crenças equivocadas.

II.     A UNIDADE QUE DEUS PREZA NÃO ESTÁ FORA DE SUA VONTADE – Gálatas 2:11-13

Unir-se a grupos que destoam da verdade apenas para agradá-los ou por conveniência não é sensatez nem prudência cristãs. Paulo confrontou Pedro nesse quesito, e através de seus escritos nós também somos advertidos.

1. Não há aprovação de Deus para unir-se a denominações ou grupos de pessoas que rejeitam partes da revelação bíblica. Ainda que Pedro não tivesse problema com teologia ou cristologia, seu comportamento comprometia a verdade do evangelho, e isso não é correto.

2. Não há consenso entre verdade e falsidade, entre certo e errado. Nossa maior preocupação, como Paulo, deve ser com a verdade do evangelho, cientes de que todo cuidado é pouco e pode haver corrupção da única forma de salvação. Ecumenismo baseado num evangelho pervertido é plano de Satanás, que conta com a aversão e reprovação de Deus (Gálatas 1:6-9).

3. Não há como manter a paz para promover unidade em meio à perversidade, nem a união em meio à corrupção do evangelho. A união desejada por Deus aos cristãos é em torno da verdade do evangelho que liberta do engano e das estratégias ecumênicas do diabo.

III. A UNIDADE QUE ENGLOBA TODAS AS CRENÇAS PODE PARECER BONITA, MAS NÃO SERÁ CORRETA – Gálatas 2:11-14

Sempre haverá tensão entre a verdade e a falsidade. Diante disso, se formam dois grupos: Algumas pessoas que se unem contra a verdade e outras que estão unidas em favor da verdade. Certamente que Cristo almeja o ecumenismo, e seria muito bom se todas as igrejas do mundo se unissem sobre a verdade bíblica. Porém, Satanás atrapalha com seu plano ecumênico; o qual, não devemos aprová-lo, mas reprová-lo.

1. A verdade precisa promover unidade, mas a unidade não pode ser comprometida pelo sacrifício da verdade.

2. A unidade precisa ser almejada, prezada e buscada, mas nunca à custa da verdade.

3. A humanidade deveria promover a unidade, mas sempre fundamentada na verdade do puro evangelho da graça de Deus.

CONCLUSÃO:

1. O evangelho promove unidade entre raças, etnias e povos diferentes, mas não entre crenças contrastantes.

2. O evangelho que não for pautado pela Palavra de Deus e não for centrado em Cristo, estará focado em opiniões pessoais e fundamentado no ser humano; o qual será falso, produzindo falsos irmãos (verso 4).

3. O evangelho verdadeiro deveria unir todas as igrejas na Palavra de Deus e no próprio Cristo, independente da placa; pois, um ecumenismo baseado em filosofia mundana não é correto, muito menos bíblico.

a) Unidade fora da verdade estará fundamentada na falsidade, esse é o plano do Diabo.

b) Unidade focada na verdade bíblica, é o alvo de Deus para a Igreja de Cristo (Efésios 4:1-6).

APELO:

1. Saiba discernir um ecumenismo reprovável de um ecumenismo louvável.

2. Diga não ao ecumenismo que não é fundamentado no verdadeiro cristianismo.

3. Diga sim ao ecumenismo que une as igrejas em torno da verdade bíblica fundamentando-se no verdadeiro evangelho.

Pr. Heber Toth Armí.

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