quarta-feira, 23 de setembro de 2020

ARREPENDIMENTO ANTES DO JULGAMENTO DIVINO

 

INTRODUÇÃO: Texto bíblico: Lucas 13:1-5

 

1. Não devemos ser ingênuos como para acreditar que o sofrimento humano esteja ligado à falta de habilidade divina: Jesus não pode ser comparado a super-homens criados por mentes gananciosas que almejam vender seus produtos para crianças e jovens, que desejam projetar sua sede de poder em personagens imaginários, que corre para salvar pessoas de uma torre que cai sobre os trabalhadores ou das mãos do cruel Pilatos contra os adoradores do templo.

2. Não devemos ser ingênuos quanto às mensagens a serem extraídas das catástrofes e desgraças que nos ameaçam a vida: As ameaças oriundas das catástrofes e desgraças naturais e morais são parábolas, outdoors e evidências das consequências da entrada do mal no Planeta que Deus diagnosticara como sendo muito bom no sexto dia da criação.

3. Não podemos ser ingênuos quanto ao que Jesus intenta nos ensinar através das tristes notícias que chegam até nós: O mal moral (no perfil de Pilatos), e o mal natural (no desastre da torre de Siloé), nos mostram quanto Deus quer que aprendamos com inundações, terremotos, enchentes, maremotos, fome, pragas, tornados, furacões e vírus. Em cada desastre, catástrofe e acidente, Deus nos convida ao arrependimento.

 

I. PRECISAMOS APRENDER A NÃO ESCONDER NOSSOS ERROS FOCANDO NOS ERROS ALHEIOS – Lucas 13:1-2, 4

 

“Os homens de então estavam tão prontos, porém, como hoje estão, para concluir que são favoritos do Céu, e que a mensagem de advertência destina-se para outros. Os ouvintes contaram a Jesus de um acontecimento que acabava de causar grande sensação. Algumas medidas de Pôncio Pilatos, o governador da Judeia, escandalizaram o povo. Houvera um levante em Jerusalém, e Pilatos tentara sufocá-lo pela violência. Numa ocasião seus soldados invadiram o átrio do templo, e degolaram alguns peregrinos galileus, no ato de oferecer seus sacrifícios” (Ellen G. White).

 

1. Ao falarmos sobre os outros geralmente focamos em seus defeitos, pois ao diminuir os outros podemos criar a sensação de que somos melhores ou superiores, quando na verdade somos iguais a qualquer pecador.

2. Ao reunirmos com as pessoas gostamos das fofocas, de receber e compartilhá-las; gostamos de fazer piadas dos outros, sempre diminuindo as pessoas; gostamos de rir das desgraças e defeitos dos outros. Será que esse comportamento não está explicado no relato em apreço?

3. Ao conversamos sobre as pessoas somos inclinados a fazer avaliações pautando-nos erroneamente na filosofia de que o sofrimento de alguém se deve ao mau comportamento, um pensamento farisaico e legalista. Pense comigo:

 

a) Se era um juízo divino a morte dos massacrados por Pilatos por causa de seus pecaminosos atos, não deveria ser Pilatos que teria de ser punido?

b) Se era um juízo divino a morte dos 18 trabalhadores no acidente da torre de Siloé, não deveriam os preguiçosos, as prostitutas e vagabundos terem sido esmagados pelo acidente?

c) Se o sofrimento e morte são juízos divinos, o que dizer de Jó e de Cristo que tanto sofreram neste mundo?

 

II. PRECISAMOS PERMITIR QUE CRISTO MUDE O FOCO QUANDO PRETENDEMOS JULGAR OS OUTROS – Lucas 13:1-5

 

“Os judeus consideravam a calamidade um castigo movido pelos pecados das vítimas; e aqueles que narravam esse ato de violência, faziam-no com satisfação íntima. Segundo seu modo de ver, sua felicidade era prova de serem muito melhores, e por isso mais favorecidos de Deus do que aqueles galileus. Esperavam ouvir de Jesus palavras de condenação sobre esses homens que, sem dúvida, haveriam merecido a pena” (Ellen G. White).

1. Devemos deixar que Jesus tire nosso foco colocado na morte dos outros; e, nos mostre que a morte é real e inevitável para nós, como é para os outros.

2. Devemos parar de fazer juízo às pessoas para entender que um juízo divino nos espera e precisamos nos arrepender de nossos erros e, não pensarmos que somos melhores que os outros.

3. Devemos substituir reflexões equivocadas por reflexões corretas; em vez de esconder-se atrás dos pecados do próximo, é preciso reconhecer a própria condição, o miserável coração, os próprios pecados e as consequências de todos eles.

 

a) Ao ouvir sobre mortes súbitas, reflita assim: Estaria eu em dia com Deus, se tivesse acontecido comigo?

b) Ao ouvir sobre crimes ou acidentes terríveis contra alguém, reflita assim: Se eu fosse a vítima, estaria com meus pecados confessados, arrependidos e perdoados?

c) Ao ouvir o número de mortes de qualquer epidemia ou pandemia, reflita assim: Estaria eu salvo ou perdido?

 

III. PRECISAMOS COMPREENDER QUÃO IMPORTANTE É QUE NOSSO ARREPENDIMENTO VENHA ANTES DO NOSSO JULGAMENTO – Lucas 13:3, 5

 

“Falando Jesus aos discípulos e à multidão, olhava com visão profética para o futuro, e via Jerusalém sitiada por exércitos. Ouvia o barulho dos estranhos que marchavam contra a cidade escolhida, e via-os, aos milhares, perecendo no cerco. Muitos judeus eram então assassinados como aqueles galileus no átrio do templo, no próprio ato de oferecer sacrifício. As calamidades que sobrevieram a alguns indivíduos, eram advertências divinas a uma nação igualmente culpada. ‘Se vos não arrependerdes’, disse Jesus, ‘todos de igual modo perecereis’. O tempo da graça duraria ainda um pouco para eles. Ainda podiam conhecer as coisas que diziam respeito à sua paz” (Ellen G. White).

1. As pessoas que ouviam Jesus naquela época deveriam saber que a catástrofe viria sobre Jerusalém, e deveriam se arrepender. Não muito tempo depois, no ano 70, Jerusalém foi saqueada por Tito Vespasiano – cumprindo o que Jesus antevia para aquelas pessoas.

2. As pessoas que ouvem Jesus nos dias de hoje devem saber que ainda nos resta um tempo de paz, a porta da graça ainda está aberta, mas os quatro anjos logo soltarão os ventos (Apocalipse 7:1); Jesus logo sairá do santuário celestial e o caos desencadeará, precisamos estar preparados quando Jesus vier nos buscar para nos livrar desse caos, nos colocando em um lugar protegido e seguro. As pessoas precisam saber que se estão vivas diante de tantas mortes é porque a morte das outras pessoas deve levá-las ao arrependimento! 

CONCLUSÃO:


1. As tragédias e catástrofes, doenças e mortes à nossa volta, devem nos fazer enxergar nossa limitação, fraqueza e incapacidade diante das adversidades; e, então, reconhecer que somos pecadores carentes de um Salvador.

2. As tragédias e catástrofes, doenças e mortes ao nosso redor, devem nos motivar a colocar nossa vida em harmonia com a vontade divina revelada na Bíblia, arrepender dos pecados e buscar o perdão pelas nossas transgressões.

3. As tragédias e catástrofes, doenças e mortes constantes que chegam até nós pelos divulgadores de informações trágicas ou pelos noticiários, deveriam nos conscientizar que o caminho mais certo a seguir antes do julgamento é o genuíno arrependimento. 

APELO:


1. Você já se entristeceu pelos teus pecados hoje? Já se arrependeu de tê-los cometido?

2. Você reconhece tua tendência pecaminosa? Já confessou teus pecados a Deus hoje?

3. Você sabia que pode agora mesmo receber o perdão indo ao trono de graça do Deus salvador. 

Pr. Heber Toth Armí


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