sexta-feira, 22 de novembro de 2019

UMA CRIANÇA SINGULAR QUE INSPIRA A TODOS


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Lucas 2:40, 52
1. Teria Jesus sido uma criança igual ou diferente das outras crianças de sua época?
2. Teria Jesus sido uma criança que chamava a atenção pelo jeito singular de ser?
3. Seria Jesus uma criança que não cometeu erro, nunca desobedeceu ou falhou em relação a um padrão moral instituído por Deus?

Pensando melhor, como deve ter sido para Maria ser mãe de um menino que recebeu o nome da parte de um anjo (Lucas 1:31) que, antes de nascer já foi profetizado que “seria grande”, e seria “chamado Filho do Altíssimo” (Lucas 1:32), que nasceria sem ter pai humano, e seria um “ente santo”, o “Filho de Deus” (Lucas 1:36)?

I. A SINGULARIDADE DE JESUS ERA MARCANTE, EMBORA FOSSE UM BEBÊ FISICA E MENTALMENTE IGUAL AOS DEMAIS – Lucas 2:40

1. O bebê Jesus era física e mentalmente igual a qualquer criança de Sua época, e como qualquer menino, ele “crescia, e se fortalecia”.
2. O menino Jesus não tinha inclinação para a rebeldia, mas para a sabedoria; não para a pecaminosidade, mas para a santidade; não para a desobediência, mas para a obediência. Jamais Jesus poderia dizer o que Davi disse: “Certamente em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe” (Salmo 51:5).

3. O rapazinho Jesus possuía intrinsecamente a graça de Deus sobre Ele, diferentemente de todos os demais que nascem “destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23), “filhos da desobediência”, “fazendo a vontade da carne e dos pensamentos”, sendo “por natureza filhos da ira” (Efésios 2:2-3).

a) Jesus “nasceu sem a mancha do pecado, mas veio ao mundo de maneira idêntica à da família humana” (Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 925).

b) Jesus teve atitudes e comportamentos diferentes desde a mais tenra infância. “A humanidade de Cristo é chamada de ‘o ente santo’. O registro inspirado diz de Cristo: ‘Ele não pecou’, Ele não conheceu pecado’ e ‘nEle não havia pecado’” (Ellen G. White, Signs of the Times, 16/01/1896).

c) Jesus cresceu desde que foi gerado no ventre de Maria; após o parto, continuou crescendo; e, estas fases de Seu crescimento são importantes. “Muitos há que se detêm sobre o período de Seu ministério público, enquanto passam por alto os ensinos de Seus preciosos primeiros anos” (Ellen G. White, O Desejado De Todas As Nações, p. 74).

II. A PECULIARIDADE DE JESUS ERA NOTADAMENTE CLARA, EMBORA AS FASES DO SEU DESENVOLVIMENTO FORA IGUAL ÀS DEMAIS CRIANÇAS – Lucas 2:52

1. Embora física e mentalmente Jesus fosse igual às demais crianças de Sua região, Ele nunca teve pensamentos impuros ou maldosos, motivações egoísticas, orgulho ou intenções perversas no coração; diante de Deus e dos homens Ele era perfeito em tudo no mais pleno sentido da palavra.

2. Embora as fases vivenciadas por Jesus desde que nasceu no mundo foi igual à de Seus contemporâneos, Suas atitudes, palavras, decisões e comportamento eram radicalmente diferentes. Ele crescia “em sabedoria, em estatura e em graça para com Deus e os homens” sem precisar passar por qualquer tipo de conversão.

3. Embora as limitações físicas e mentais de Jesus acompanhassem as de Sua época, espiritualmente Jesus era totalmente diferente dos demais meninos judeus.

a) “A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto criança, pensava e falava como criança; mas nenhum traço de pecado desfigurava nEle a imagem divina. Não ficou, no entanto, isento de tentação... Era-lhe necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza” (Ellen G. White. O Desejado De Todas As Nações, p. 71).

b) “Não é correto dizer, como fizeram muitos escritores, que Cristo foi como todas as crianças. Ele não foi como todas as crianças... Sua inclinação para o bem era uma constante gratificação para Seus pais... Ninguém, ao olhar sobre o aspecto infantil, resplandecente de animação, podia dizer que Cristo era igual a outras crianças” (Ellen G. White, The Youth’s Instructor, 08/09/1898).

c) “Satanás aborrecera a Cristo no Céu, por causa de Sua posição nas cortes de Deus. Mas o aborreceu ainda quando se sentiu ele próprio destronado. Odiou Aquele que Se empenhou em redimir a raça de pecadores. Não obstante, ao mundo em que Satanás pretendia domínio, permitiu Deus que viesse Seu Filho, impotente criancinha, sujeito à fraqueza da humanidade. Permitiu que enfrentasse os perigos da vida em comum como toda a alma humana, combatesse o combate como qualquer filho da humanidade o tem de fazer, com risco de fracasso e ruína eterna” (Ellen G. White. O Desejado De Todas As Nações, p. 49).

III. AS CARATERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DE JESUS ERAM DISTINTIVAS, POIS ELE ERA UM SER DIVINO EM FORMA E ESSÊNCIA HUMANA, MAS SEM PECADO – Lucas 2:40, 52

1. Embora experimentasse cada desafio do crescimento neste mundo – de bebê a criança (menino), adolescente e Jovem –, Jesus sempre teve comportamento diferenciado: “Jesus tinha interesse nas crianças, Ele não veio para esse mundo como um homem totalmente maduro. Cristo foi criança; teve as experiências de uma criança; sentiu os desapontamentos e provas que as crianças sentem; Ele conheceu as tentações das crianças e dos jovens. Mas em sua infância e juventude, Cristo foi um exemplo para todas as crianças e jovens. Na infância, Suas mãos se dedicaram a coisas úteis. Na juventude, trabalhou na carpintaria com o Seu pai. Era sujeito a Seus pais, dando, em Sua vida, uma lição para todas as crianças e jovens. Se Cristo nunca tivesse sido uma criança, os jovens poderiam pensar que Ele não poderia simpatizar com eles” (Ellen G. White, Signs of the Times, 23/06/1881).

2. Embora tivesse sido o Criador e o Sustentador do mundo (João 1:3; Colossenses 1:15-17; Hebreus 1:1-3) Jesus veio como criatura e crescia diariamente sem a corrupção do pecado, fazendo a diferença aonde ia: “Jesus era a fonte de vivificante misericórdia para o mundo; e durante todos aqueles retirados anos de Nazaré, Sua vida fluía em correntes de simpatia e ternura. Os velhos, os sofredores, os oprimidos de pecado, as crianças a brincar em sua inocência e alegria, as criancinhas dos bosques, os pacientes animais de carga – todos se sentiam felizes em Sua presença. Aquele cuja palavra poderosa sustinha os mundos, detinha-se para aliviar um pássaro ferido. Nada havia para Ele indigno de Sua atenção, coisa alguma a que desdenhasse prestar auxílio” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 74).

3. Embora entrasse em um mundo corrompido, Jesus não teve Sua natureza contaminada; Ele foi perfeito desde Sua fecundação e viveu distante de qualquer corrupção: “À luz da presença de Seu Pai, crescia ‘Jesus em sabedoria e em estatura, e em graça para com Deus e os homens’. Seu espírito era ativo e penetrante, com uma reflexão e sabedoria além de Sua idade. Também o caráter era belo na harmonia que o apresentava. As faculdades da mente e do corpo desenvolviam-se gradualmente, segundo as leis da infância... Com profunda solicitude observava a mãe de Jesus o desenvolvimento das faculdades da Criança, e contemplava o cunho de perfeição em Seu caráter” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 68, 69).

CONCLUSÃO:

1. Jesus foi um menino diferente de todas as crianças que nasceram neste mundo; Sua natureza humana, mas sem a tendência e inclinação para o mal e o pecado que nós possuímos, nos garante a plena salvação através de Seu sacrifício na cruz.
2. Jesus cresceu como qualquer menino; porém, pelo fato dEle não possuir natureza pecaminosa como a nossa, Suas atitudes, comportamentos e decisões foram radicalmente diferentes das nossas desde a mais tenra infância.
3. Jesus passou por todas as fases do crescimento, em todas elas Ele foi o único que não possuiu nenhum traço de caráter para corrigir, nenhuma tendência pecaminosa para subjugar e nenhuma força ou sentimento pecaminosos que precisasse controlar.

a) Jesus foi completamente humano, mas sem ter Sua natureza corrompida pelo pecado; por isso, diferente de nós, a Bíblia diz sobre Ele: “E o menino crescia, e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele”. “E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e em graça para com Deus e os homens”.

b) Jesus viveu intensa e profundamente cada fase do desenvolvimento humano, mas em cada uma Ele demonstrou perfeição desde a Sua concepção: “Embora fosse a Majestade do Céu, o Rei da Glória, tornou-se uma criancinha em Belém e, durante algum tempo, representou o indefeso infante sob os cuidados de Sua mãe. Na infância, procedia como criança obediente. Falava e agia com sabedoria de criança e não de homem, honrando os pais, e cumprindo-lhe os desejos em coisas úteis, de acordo com Sua aptidão infantil. Mas, em cada fase de Seu desenvolvimento, era perfeito, com a graça simples e natural de uma vida inocente. De Sua infância diz o relatório sagrado: ‘E o menino crescia, e Se fortalecia em Espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele’. E de Sua juventude, é narrado: ‘E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens’” (Ellen G. White. Parábolas de Jesus, p. 83). 

APELO:

1. Pais, olhem para Jesus em Sua infância e clamem a Deus que lhes conceda sabedoria para educar seus filhos aprendendo com Jesus.
2. Filhos, inspirem-se no menino Jesus, aprendam a arte da vida com Ele, que não errou nunca e está disposto a ajudar vocês em cada fase do crescimento.
3. Bebês, crianças, adolescentes e jovens, diante do desafio do crescimento e desenvolvimento de vocês, corram para Jesus que passou por cada uma dessas fases com maestria e sem falhas, a fim de obter auxílio.
Pr. Heber Toth Armí

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