quarta-feira, 24 de julho de 2019

O AMOR DE DEUS ANTECEDE À EXECUÇÃO DO SEU JUÍZO


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Malaquias 2:17-3:5

1. Deus está mais interessado em salvar do que em condenar.
2. Deus quer os pecadores mais perto dEle do que destruídos nas labaredas do fogo do juízo.
3. Deus prefere os pecadores salvos antes que perdidos, por isso, antes do juízo executivo, Ele apresenta Seu terno amor. 

I. DEUS SE APROXIMA DOS ADORADORES QUE ESTÃO LHE CANSANDO NO CULTO – Malaquias 2:17

Os adoradores da época de Malaquias estavam em crise. Cansado de religião, o povo estava cansando a Deus. Observe atentamente:  

1. Problema espiritual: Malaquias apresenta o problema espiritual do povo de Deus: “Vocês cansam a Deus com vossas palavras”.

2. Negação do problema espiritual: O povo não aceita a constatação feita pelo profeta e então questiona: “Em que cansamos a Deus?”

3. Diagnóstico declarado do problema espiritual: Malaquias precisa apresentar provas para pautar seu argumento de que o povo cansava a Deus com suas palavras. E, revela três motivos:

a) Declarando a tese: O povo afirma que “quem pratica o mal é bom aos olhos de Deus”.
b) Ampliando a tese: O povo argumenta que “é nos maus que Ele [Deus] tem o seu prazer”.
c) Concluindo a tese: O povo apresenta evidências de seu argumento: Deus é indiferente, pois, cadê o Deus da justiça/do juízo?”

II. DEUS ENTRA EM CENA E ANUNCIA COMO SERÁ SUA INTERVENÇÃO PARA JUÍZO – Malaquias 3:1-5

1. Um precursor para a vinda de Deus:

a) Deus mesmo envia um precursor: “Eis que envio o meu mensageiro” (João Batista)
b) Deus apresenta o objetivo desse precursor: “Preparar um caminho diante de mim”.

2. A encarnação do Senhor antes da vinda de Deus:

a) O Senhor virá de forma repentina, em breve: “Então, de repente...”
b) O Senhor entrará em Seu templo: “Entrará no Seu templo o Senhor” conforme a profecia de Ageu 2:9.
c) O Senhor é o divino Filho de Deus: “Que vós procurais; o Anjo da Aliança, que vós desejais”.
d) O Senhor com certeza viria ao mundo: “Eis que Ele vem, disse o Senhor dos Exércitos”.
e) O Senhor frustrará a expectativa dos ingênuos espirituais: “Mas quem suportará o dia de sua vinda? Quem poderá ficar em pé quando Ele aparecer?”

3. O propósito da vinda do Senhor (Jesus) antes do juízo de Deus:

a) Purificar os líderes espirituais: “Ele virá para fundir e purificar a prata. Ele purificará os filhos de Levi e os acrisolará como ouro e prata, e eles se tornarão para Deus aqueles que apresentam a oferenda conforme a justiça”.

b) Purificar os líderes espirituais tem propósitos claros – agradar a Deus: “Serão para Deus oferecedores de oferenda com justiça”. E “agradará a Deus a oferenda de Judá e de Jerusalém como nos dias antigos, como nos anos passados”.

c) Purificar abrange o povo e para isso Deus tem pressa: “Eu me aproximarei [Deus conosco] de vós para juízo e serei uma testemunha rápida contra”:

Ø Os adivinhos/feiticeiros.
Ø Os adúlteros/imorais.
Ø Os que juram falsamente/mentirosos.
Ø Os exploradores da diária do diarista, da viúva e do órfão/oprimem o assalariado, a viúva e o órfão
Ø Os violadores do direito do estrangeiro.
Ø Os que não temem a Deus. 

CONCLUSÃO:

1. Deus prepara Sua igreja antes de executar o juízo final: Os versículos 2 a 4 tratam da purificação dos que servem a Deus que são os representantes do povo. Jesus declarou: “E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade” (João 17:19). Jesus pede ao Pai: “Santifica-os na verdade, a tua Palavra é a verdade” (João 17:17). O sangue de Jesus derramado em Seu sacrifício na cruz, revelado a nós através da Palavra de Deus, santifica a igreja para se encontrar com um Deus santo.

a) João Batista foi o precursor de Jesus, para preparar o coração dos pecadores para se encontrar com o Senhor.
b) Jesus, o Emanuel, Deus conosco, veio em carne humana a fim de começar os trâmites para purificar, santificar e preparar o pecador para encontrar-se com o Deus do juízo.
c) Jesus virá segunda vez com toda a glória e majestade na companhia de Deus Pai (Mateus 26:64); nesse dia, só os que permitiram que a obra divina fosse completada neles é que terão o privilégio da santa presença de Deus.

2. Deus vai executar o juízo quando Sua igreja estiver purificada: Somente após agir como o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros, e depois de assentar-se como derretedor e purificador de prata e refinar os crentes (filhos de Levi) como ouro e como prata e, a oferta for aceita, então, Deus Se achegará para juízo. A igreja cristã passou por tribulações e perseguições por 1260 anos; em seguida, teve início o juízo investigativo (ano de 1844). Nesse processo, além de purificação da igreja, há uma seleção a fim de que fiquem somente os escolhidos para adentrar os portais celestiais com Jesus; pois, “E Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço nova todas as coisas [...]. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Apocalipse 21:5, 8). É disso que trata Malaquias 4:1.

3. Deus ama, por isso, antes de executar o juízo, Ele prepara Sua igreja: Judas declara que Jesus “é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória” (Judas 24). Paulo amplia essa ideia: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:25-27). Jesus provê os recursos necessários e sobrenaturais “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos [...] até que cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura de Cristo...” (Efésios 4:12-13); o qual só se dará na segunda vinda de Cristo. Os justificados cristãos estarão “perante Ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Colossenses 1:22). Até lá, estamos em processo de santificação, tendo por alvo a glorificação. No grande dia do Senhor, dia de ver “quem poderá suportar o dia de Sua vinda? E quem poderá subsistir quando Ele aparecer?” (Malaquias 3:2), “os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros; o Senhor atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao Senhor e para os que se lembram do Seu nome”. Deus promete: “Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve” (Malaquias 3:16-17).

APELO:

1. Deixe Jesus te justificar, purificar, te libertar de todo tipo pecado.
2. Deixe Jesus te santificar, te aperfeiçoar e moldar teu caráter.
3. Deixe Jesus te preparar para o dia do juízo para que esse seja um dia de bênção, alegria e glória para você.
Pr. Heber Toth Armí

quinta-feira, 18 de julho de 2019

MELHOR FECHAR AS PORTAS DA IGREJA SE NÃO FOR PARA CULTUAR DEVIDAMENTE A DEUS


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Malaquias 1:10

1. A negligência espiritual e a hipocrisia religiosa levam Deus à apatia em relação a adoradores com tais características.
2. A superficialidade espiritual e a formalidade religiosa não são palatáveis para Deus, são intragáveis.
3. A mornidão espiritual e religiosidade leviana são inaceitáveis ao Santo e Soberano Deus do Universo.

I. DEUS PREFERE QUE AS PORTAS DO TEMPLO SEJAM TRANCADAS EM VEZ DE ABERTAS PARA TODO TIPO DE CULTO QUE NÃO LHE AGRADAM – Malaquias 1:10

Através do profeta Malaquias, Deus fala aos líderes religiosos: “Gostaria que um de vocês fechasse as portas do Templo” (NTLH). “Ah, se um de vocês fechasse as portas do templo” (NVI). “Por que alguém não fecha as portas do templo, pondo uma tranca?” (A Mensagem). Desse pedido de Deus, extraímos os seguintes pontos:

1. Deus abre o coração e expõe Sua indignação contra os religiosos que vivem a fé superficial e relaxadamente.

2. Deus compartilha Sua frustração com Seu povo que não O leva muito à sério na rotina diária da vida.

3. Deus revela o que vai no íntimo de Sua alma em relação àqueles que vivem à superficialidade do compromisso com Ele.

a) Se existe corrupção na prática da adoração é melhor ter as portas das igrejas fechadas.
b) Se existe perversão do culto a Deus é melhor trancar as portas da igreja para não ofender ainda mais ao Pai Celestial.
c) Se existe depravação religiosa e deformação espiritual por parte dos religiosos é melhor nem aparecer na igreja para oferecer um culto desprovido de sinceridade. 

II. DEUS ACHA PERCA DE TEMPO CULTUÁ-LO NO TEMPLO DE FORMA INDEVIDA, SEM FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA – Malaquias 1:10

O desejo de Deus de que as portas do Templo fossem trancadas tem um objetivo claro: “Assim vocês não ascenderiam mais fogo inutilmente no meu altar” (NTLH). “Assim ao menos não ascenderiam o fogo do meu altar inutilmente” (NVI). “Assim, nenhum de vocês poderá entrar e brincar de religião com esse culto sem sentido” (A Mensagem).

1. Deus não tem prazer quando banalizamos a Bíblia, pois assim fazendo reduzimos o conceito da verdadeira religiosidade que envolve uma mudança radical de vida em tempo integral, então é preferível que não haja ajuntamento para tal culto.

2. Deus não se alegra quando consideramos à frequência à igreja um mero hobby, ou quando vamos à igreja assim como vamos a parques de diversões ou a um passeio qualquer:

a) Sem vida digna de verdadeiro adorador.
b) Sem Bíblia, sem lição da Escola Sabatina.
c) Sem intenção nenhum de se encontrar com Deus.
d) Sem uma oferta digna que Ele merece.
e) Sem intenção de louvar, adorar e glorificar o nome de Deus.

3. Deus não se satisfaz quando brincamos de religião durante a semana e nos finais de semana nos dirigimos à igreja para oferecer-lhe um culto sem sentido. Por isso, é melhor trancar as portas e não deixar ninguém entrar. Tal ato nos faz lembrar a execução de Nadabe e Abiú, quando ofereceram fogo estranho no altar de Deus (Levítico 10:1-3):

a) Eles desprezaram as orientações na revelação de Deus.
b) Eles fizeram o ritual certo da forma errada e com a vida errada, embriagados.

III. DEUS REJEITA CERTOS TIPOS DE CULTOS QUE NÃO TÊM FOCO NO LUGAR CERTO – Malaquias 1:10 

Prestar um culto vazio, sem motivo, não vale nada; pelo menos para Deus. Por isso, vimos o ardente desejo do Senhor para que houvesse alguém que trancasse as portas do Templo. Seu desabafo era para que Seu altar não fosse aceso em vão. Tal revelação dos sentimentos de Deus expressa a ideia de que, ter fechadas as portas do templo “seria melhor do que os sacrifícios defeituosos que o povo apresentava” (Bíblia de Estudo Andrews).

1. Deus revela desprazer pelo adorador relaxado e desfocado: “Eu não estou satisfeito com vocês” (NTLH). “Não tenho prazer em vocês” (NVI). “Não estou satisfeito” (A Mensagem). Mais do que adoração, o que Deus realmente almeja é adoradores que saibam adorar em espírito e em verdade (João 4:24). Um adorador que adora como bem entende, não está melhor que Caim, que não recebeu aprovação por sua oferta (Gênesis 4:3, 5-7).

a) Aglomerações de pessoas para adorar sem base na Palavra de Deus não passam de reavivamentos falsificados.
b) Ajuntamento de pessoas desejando adorar a Deus mas sem fundamento em Sua Palavra não resulta em reavivamento que atraia o refrigério do verdadeiro Espírito Santo.
c) Multidões reunidas para cultuar a Deus de forma superficial despertará náuseas em Deus (Apocalipse 3:16), em vez de prazer em Seu coração.

2. Deus declara que rejeita práticas e ofertas de quem adora de forma errada: “Não vou aceitar suas ofertas” (NTLH). “Não aceitarei as suas ofertas” (NVI). “Eu não quero mais esse culto de faz de conta” (A Mensagem). Quando Deus não aceita a vida do adorador negligente, certamente as práticas ritualísticas desse adorador serão abertamente rejeitadas.

a) Desrespeitar a Deus durante a semana descaracteriza nossa adoração no final de semana.
b) Desonrar a Deus em nossa vida diária jamais será compensado com algumas práticas religiosas em alguns momentos de culto.
c) Desobedecer a Deus no viver da religião fora do templo resulta na rejeição da adoração e do adorador dentro do Templo.

CONCLUSÃO: 

1. “Malaquias fala sério quando diz que é melhor fechar as portas do que continuar oferecendo cultos sem valor. Ele está indignado com que as pessoas pensassem que estes rituais tivessem algum valor, motivando falsa confiança” (K. G. Baldwin). O culto de valor que agrada ao Senhor vai além dos meros rituais, é o elevar nossa alma para honrar ao Senhor pelo amor e cuidado que tem por nós. Se não for assim, “não adorar ao Senhor seria melhor que [oferecer] um culto desprezível” (D. L. Moody).

2. Malaquias quer uma revitalização do culto quanto apresenta Sua revelação: “Aparentemente, os sacerdotes tinham enganado a si mesmos ao pensarem que, quando se tratava de adoração ou ofertas, alguma coisa era melhor do que nada, mornidão era melhor que frieza. Ao contrário, o Senhor prefere que cesse totalmente a adoração descuidada, irreverente e hipócrita (v. 10; cf. Is 1:11-15; 29:13; e Ap 3:15-16)” (Roger Beckwith). Com isso, Ele quer que procuremos melhorar nossa adoração a fim de que Lhe ofereçamos não apenas o melhor, mas adoração genuína a Ele.

3. Malaquias é enfático em apresentar a verdade sobre a adoração hipócrita. O texto é claro que, “entre aceitar as obras de Seu povo, mesmo sem gratidão, ou não aceitar obra alguma, Deus escolhe a segunda opção” (O Novo Comentário Bíblico AT, p. 1412). “Deus prefere nenhuma adoração a uma adoração irreverente e hipócrita [...]. Algumas igrejas, porém, tornaram-se meros locais de encontro onde a adoração perdeu completamente o significado (Ap 3:15-16). Aqueles que frequentam tais igrejas devem arrepender-se e retornar a adorar a Deus em espírito e em verdade” (Yoilah Yilpet).

APELO:

1. Busque a essência do verdadeiro culto para que Deus não te rejeite como adorador hipócrita, superficial ou irreverente.
2. Fundamente tua adoração na revelação bíblica a fim de que teus momentos na igreja não sejam em vão.
3. Procure oferecer um culto de adoração que agrade ao coração de Deus.

Pr. Heber Toth Armí

quarta-feira, 17 de julho de 2019

ALERTAS DIVINOS FRENTE À CHEGADA DO JUÍZO


INTRODUÇÃO: Texto bíblico: Malaquias 1:1-4:6 

1. Malaquias ergue a voz antes de Deus ficar em silêncio por 400 anos. Com destemida ousadia esse mensageiro inspirado dá o último recado a um povo que cambaleava em sua espiritualidade. Era mais uma tentativa da voz profética de preparar um povo que deveria estar aguardando a chegada do Messias. Essas profecias foram proferidas após um século do retorno do cativeiro babilônico, o ministério de Esdras e de Neemias, e aproximadamente quatro séculos antes da vinda de vinda do Senhor ao Seu Templo.

2. Malaquias, em seu texto inspirado pelo Espírito Santo, é tão relevante ao povo da segunda vinda de Cristo quanto fora aos judeus expectantes da primeira vinda do Messias. Assim, os quatro capítulos fornecem uma mensagem de primeira instância para cada cristão do século 21.

3. Malaquias tem uma mensagem forte e contundente para a igreja atual: “A hora do juízo de Deus é chegada, e sobre os membros da igreja na Terra repousa a solene responsabilidade de advertir aos que estão mesmo às bordas, por assim dizer, da eterna ruína” (Idem, 716).

I. A IGREJA DEVE FICAR ALERTA COM PELO MENOS SEIS PECADOS QUE ATRAPALHAM A ESPERA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO:

Há pelo menos seis pecados que caracterizavam a igreja do Antigo Testamento na época do profeta Malaquias quando aguardavam a primeira vinda de Cristo, os quais devem servir de alerta a nós que aguardamos Sua segunda vinda:

1. Desvalorização do amor divino (Malaquias 1:1-5). As pessoas projetam a Deus a própria falta de amor delas para com Deus, e então questionam tal amor divino. Mesmo que o amor de Deus não seja percebido por indiferentes, isso não significa que Ele não está sendo demonstrado. E quanto a nós?

a) Ainda insistimos questionando a Deus, Seu amor e Sua fidelidade, da mesma forma que os judeus na época de Malaquias?
b) Ainda precisamos que Deus prove Seu amor para conosco como fez a Israel, mesmo após Jesus ter sido a maior revelação desse amor através de Seu sacrifício de amor na cruz?
c) Ainda colocamos em dúvida o amor de Deus, devido às nossas dores ocasionadas por nossa frouxidão espiritual e moral?

2. Desmoralização de Deus (Malaquias 1:6-2:9). As pessoas, orgulhosamente, agem com Deus como Alguém insignificante, ou como um Ser qualquer. Os judeus valorizavam mais as pessoas com cargos de autoridade do que o Senhor do Universo.

a) E nós, priorizamos Deus em nossas atividades, ou não dispomos de tempo para Ele?
b) E nosso coração e espiritualidade, demonstram compromisso com Deus ou revela um relaxado e quase insignificante relacionamento com Ele?
c) E quanto ao tempo, Ele ocupa espaço significativo em nossa agenda ou estamos tão cheios de compromissos que O desonramos o tempo todo?

3. Destemida infidelidade a Deus (Malaquias 2:10-16). A dificuldade no relacionamento interpessoal revela o distanciamento das pessoas da presença de Deus. O casamento é o mais íntimo dos relacionamentos humanos, e sofre terrivelmente quando há significativo afastamento de Deus. Então reflita:

a) Quem te influencia mais, Deus e Seus princípios ou a cultura desprovida de Deus?
b) Demonstramos nosso compromisso com Deus através dos relacionamentos ou eles revelam que estamos mais comprometidos com as tendências secularistas e materialistas?
c) Como está teu casamento, como Deus planejou ou como o pecado projetou?

4. Definição equivocada da justiça divina (Malaquias 2:17-3:6). Indivíduos sem intimidade com Deus criam conceitos teológicos, destorcendo-Lhe o caráter. 

a) Você acredita que Deus age no mundo ou crê que Ele nos abandonou aqui?
b) Você apega-se a qual base filosófica para avaliar a sociedade e os diversos sofrimentos e mortes que nos assolam incessantemente?
c) Você possui conceitos sobre Deus que revelam quão íntimo você é dEle ou quão distante tem se afastado dEle?

5. Desrespeito com aquilo que pertence a Deus (Malaquias 3:7-12). Quem não coloca a Deus em primeiro lugar na vida terá dificuldades com dízimos e ofertas. Faça uma autoanálise: 

a) Teu dinheiro tem sido mais importante que Deus, ou Deus tem sido mais importante que o dinheiro?
b) Teu dinheiro testemunha de tua fidelidade a Deus ou testemunha de que você anda roubando o que pertence a Ele?
c) Tua forma de lidar com o dinheiro diante de Deus revela reverência ou ganância?

6. Difamação da graça de Deus (Malaquias 3:13-15). Pessoas vazias de Deus questionam Sua graça, reclamam de tudo, e questionam a justiça divina. Reflita com sinceridade: 

a) Você busca a Deus por causa das bênçãos visando vantagens e, quando a tua expectativa não é saciada te frustras com Ele?
b) Você serve a Deus visando Sua pessoa, Seu amor e Sua graça, ou apenas almejando Suas bênçãos e prosperidade material?
c) Você serve a Deus de coração mesmo em meio a dificuldades, desafios e obstáculos, ou vives um formalismo religioso, buscando nas cerimônias religiosas um amuleto da sorte, e depois ficas indignado por concluir que a religião bíblica parece não funcionar?

II. A IGREJA DEVE SABER COMO DEUS VAI PROCEDER EM SEU JUÍZO SOBRE O MUNDO:

Na profecia de Malaquias existem três interlúdios onde encontramos revelado o juízo divino em três ênfases:

1. Primeiramente, juízo sobre sacerdotes, ou seja, líderes religiosos (Malaquias 2:1-9). Os questionadores inveterados de Deus se surpreenderão no dia do juízo ao serem confrontados pelo próprio Deus.

2. Na sequência, juízo sobre o povo, ou seja, a igreja de Deus (Malaquias 3:1-6). Quem se acha justo aos próprios olhos se surpreenderão quando a justiça divina se manifestar, revelando que eram injustos quanto a seu julgamento próprio.

3. Finalmente, juízo em prol do remanescente perseverantemente fiel (Malaquias 3:16-4:6). O juízo celestial erradicará o mal definitivamente; todavia, será preservado e vindicado o remanescente que viveu descente e intimamente com o Deus Onipotente.

CONCLUSÃO: As seguintes citações de Ellen G. White nos auxiliam a compreender ainda mais a mensagem de Malaquias: 

1. “Solenemente foram os praticantes do mal advertidos sobre o dia do julgamento por vir, e do propósito de Jeová de visitar com imediata destruição cada transgressor. Todavia, ninguém foi deixado sem esperança; as profecias de Malaquias sobre o juízo foram acompanhadas de convites ao impenitente para que fizesse paz com Deus. ‘Tornai vós para Mim’, o Senhor apelava, ‘e Eu tornarei para vós.’ Mal. 3:7” (Profetas e Reis, p. 706).

2. “Dir-se-ia que nenhum coração pode deixar de responder a tal convite. O Deus do Céu está apelando a Seus filhos transviados para que voltem para Ele, a fim de que possam com Ele cooperar na condução de Sua obra na Terra” (Idem).

3. “A luz é uma bênção, uma bênção universal a derramar seus tesouros sobre um mundo ingrato, injusto e pervertido. Assim é com a luz do Sol da Justiça. A Terra toda, envolvida embora nas trevas do pecado, do infortúnio e da dor, deve ser iluminada com o conhecimento do amor de Deus. A luz que brilha do trono do Céu não deve ser excluída de nenhuma seita, categoria ou classe de pessoas [...]. As trevas devem fugir ante os brilhantes raios do Sol da Justiça” (Idem, 719). 

4. “As palavras finais de Malaquias são uma profecia concernente à obra que deveria ser feita como preparação dos primeiros e segundo advento de Cristo” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 288).

APELO: 

1. Fique alerta para que tua vida não seja caracterizada pelos pecados do povo de Deus da época de Malaquias.
2. Esteja alerta para a necessidade de preparo no tempo do juízo, antes da vinda de Cristo.
3. Invista na preparação de mais pessoas para que elas também vivam os maravilhosos planos de Deus.
Pr. Heber Toth Armí

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