terça-feira, 18 de maio de 2021

DEMÔNIOS CRENTES OU CRENTES DEMÔNIOS?

INTRODUÇÃO: Texto bíblico: Tiago 2:14-26

1. Por mais importante que seja a fé, somente a fé verdadeira no alvo certo é que vale para o Deus verdadeiro.

2. Por mais correta que seja a crença de uma pessoa, tal crença só terá valor no cristianismo caso for pautada por uma fé viva, dinâmica e atuante.

3. Por mais que muita gente alega crer em Deus, o próprio Deus mostra que tem crente que não vai além da crença dos demônios.

I. A FÉ VERDADEIRA VAI ALÉM DO CONTEÚDO INTELECTUAL – Tiago 2:14-18

1. O conhecimento intelectual é importante para a fé, mas não deve ser um fim em si mesmo, a fim de não idolatrarmos o conhecimento.

2. O conhecimento é importante; entretanto, se não o assimilarmos às nossas decisões diárias, nossa indiferença será uma das maneiras de revelar nossa descrença escondida no coração.

3. O conhecimento é fundamental, mas devemos ir além de informações sobre Deus. É essencial conhecer que, a) Deus existe, b) Jesus se fez homem, c) morreu vicariamente e ressuscitou para nos libertar da morte, e, d) Seu sacrifício garante nossa absolvição no dia do juízo; mas tudo isso só será útil caso permitamos que essas crenças desenvolvam uma fé salvífica, que transforme radicalmente nossa vida.

II.A FÉ VERDADEIRA VAI ALÉM DA ACEITAÇÃO MENTAL – Tiago 2:19

1. Os demônios creem, aceitam fatos da fé: Hernandes Dias Lopes comenta que “a fé dos demônios atinge o intelecto e também as emoções. Os demônios têm um estágio mais avançado de fé que muitos crentes. A fé dos demônios não é apenas intelectual, mas também emocional. Eles creem e tremem! Crer e tremer não é uma experiência salvadora. Você não conhece uma pessoa salva pelo conhecimento que adquire nem pelas emoções que demonstra, mas pela vida que vive (Tg 2:18)”.

2. Os demônios creem por terem visto Deus: Eles estiveram no Céu, conviveram na gloriosa presença de Deus, presenciaram Jesus e o Espírito Santo em Suas múltiplas atividades, inclusive conhecem detalhes do evangelho; eles não são ateus, pois creem no que viram; consequentemente, eles creem e estremecem. “Ninguém duvida de que os demônios creem na existência de Deus. Sua crença pode ser intelectualmente correta, contudo, continuam sendo demônios. Com base nisso, ninguém dirá que o conhecimento da teologia correta produz fé genuína. A fé que salva transforma a vida” (Comentário Bíblico Adventista).

3. Os demônios sabem que é possível um crente estar perdido mesmo possuindo perfeita compreensão teológica: Eles sabem que fé envolve muito mais que mera concordância mental diante da revelação da Palavra de Deus; e, sabem também que é verdade tudo o que está entre a primeira e a última página da Bíblia; mas isso não os torna salvos. Vivendo como os demônios, muitos crentes estão iludidos com sua salvação, trilhando o caminho da perdição.

III. A FÉ VERDADEIRA TEM A VER COM CONFIANÇA TOTAL NA PESSOA CERTA – Tiago 2:20-26

1. A fé requer relacionamento amoroso, vivo e de confiança com Deus: “Abraão foi declarado justo porque confiou nas palavras de Deus e aceitou com alegria a promessa do Redentor. A evidência culminante de que ele confiava em Deus foi revelada em sua disposição de oferecer Isaque em sacrifício quando Deus ordenou, ato que aparentemente teria anulado as próprias promessas divinas. Essa ordem justificou a declaração de Deus sobre a dignidade do patriarca” (Comentário Bíblico Adventista).

2. A fé salvadora envolve muito mais do que se convencer de que algo é verdade: “Raabe decidiu ficar ao lado do povo de Deus e demonstrou sua fé no Deus de Israel, arriscando sua vida para salvar os espias. Tiago deixa implícito que, se ela tivesse professado fé no Deus de Israel e, contudo, não tivesse escondido os espias, sua fé seria estéril e morta” (Idem).

3. A fé que salva leva a pessoa a amar a verdade: Isso é mais do que simplesmente aceitar a Cristo, é ter prazer em viver dependendo dEle em todos os momentos da vida. O Comentário Bíblico Adventista recomenda: “A genuidade transparente da confiança de Abraão em Deus é um exemplo que todos devemos imitar”.

CONCLUSÃO:

1. Fé verdadeira está atrelada à realidade da vida: Os escritores do Livro de Deus não pregam um mundo fantasioso aos crentes; eles não estão cheios de distorções teológicas alegando que a fé nos leva a escapar dos problemas – quem faz isso são os pregadores influenciados pelos demônios. Tomadas de fé deturpada, quando as pessoas descobrem inesperadamente que precisam enfrentar a fria realidade do dia a dia (doenças, acidentes, catástrofes, desemprego, divórcio, etc.) essa fé se abala, fraqueja, esmorece e muitas vezes dá lugar à incredulidade – eis o alvo dos demônios para as pessoas!

2. Fé verdadeira está focada na Palavra e Seu Autor: Se estivermos desfocados da revelação divina expressa na Bíblia; sem confiança plena em Jesus; e, se pensarmos que Deus prometeu uma vida de prosperidade, desprovida de sofrimento, desgraças, doenças e tragédias, ao nos depararmos com tais situações problemáticas; certamente sofreremos uma crise de fé e poderemos até pensar que Deus nos abandonou – essa é uma das estratégias dos demônios para minar a fé dos fieis.

3.  A fé verdadeira é aquela que se fortalece diante das dificuldades da vida: Tal fé se livra das promessas falsas de uma graça superficial humanista gerada nos laboratórios do inferno que podem até mencionar Jesus, mas O representam como um super-herói ou um Coaching de autoajuda vestindo túnicas e sandálias – uma distorção diabólica de Jesus. A Bíblia revela que o cristão enfrentará situações adversas enquanto estiver neste mundo, contudo, preservará Sua confiança e fidelidade Àquele que prometeu Sua presença em meio às vicissitudes da vida, sendo bênçãos ao seu próximo!

APELO:

1. Não permita que os demônios crentes te levem à incredulidade.

2. Permita que tua fé vá além da crença dos demônios.

3. Deixe que a fé bíblica e verdadeira exerça influência em cada um de teus dias e assim serás uma bênção de Deus para as pessoas.

Pr. Heber Toth Armí

sexta-feira, 7 de maio de 2021

DEUS ESTEVE EM NOSSO MUNDO DETERIORADO

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Mateus 1:18-25 

A história sagrada cita várias vindas de Deus ao nosso planeta; Suas principais demonstrações são chamadas teofanias. Porém, Jesus é chamado de Emanuel, Deus conosco; pois Seu nascimento implica em Deus vindo plena, visível e perceptivelmente viver e conviver conosco. Considere:

1. Por que Cristo nasceu? Ao buscar respostas a esta pergunta, Nilton Aguiar chegou às seguintes respostas: Jesus nasceu para...

a) Se identificar com você.

b) viver por você.

c) morrer por você.

d) que você possa renascer.

e) levar você à casa do Pai.

2. Para quê Jesus nasceu? Os evangelistas bíblicos apresentam motivos importantes, destacarei cinco:

a) Jesus veio do Céu à Terra com propósito de buscar e salvar pessoas perdidas (Lucas 19:10).

b) Jesus veio do Céu à Terra para que não permaneçamos em trevas espirituais e morais (João 12:46).

c) Jesus veio do Céu à Terra para saciar a alma do pecador insaciável (João 6:35).

d) Jesus veio do Céu à Terra visando ofertar-nos uma vida plena (João 10:10).

e) Jesus veio do Céu à Terra com o objetivo de salvar o mundo (João 3:16-17).

3. Qual a dimensão do plano celestial para a Terra? Jesus é tão divino e tão eterno quanto o Pai; no princípio, Ele existia com o Pai. Jesus é o agente direto da criação (João 1:1-3). Após cerca de 4000 anos de degeneração resultante do pecado, João afirma categoricamente, sem titubear: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai” (João 1:14). Esse processo se deu quando Jesus nasceu (um bebê), passando nove meses no ventre de Maria, nutrido com o sangue dela e depois com seu leite. Assim Ele veio ser Deus conosco visando ser nosso salvador.

Consideremos os dois nomes que Mateus 1:18-25 apresenta em relação a Jesus.

I. O MENINO DEUS RECEBERIA O NOME “JESUS” PORQUE VIRIA SALVAR SEU POVO DOS PECADOS – Mateus 1:18-21

1. Jesus é a única proposta que soluciona nosso maior problema, sem Ele não existiria qualquer solução verdadeira: O nome Jesus vem do grego Iesus, do hebraico Yeshua‘, a forma final de Yehoshua, “Josué”, cujo significado é “Yahweh é a salvação”. A forma portuguesa procede do latim. Na época do seu nascimento, o nome Jesus/ Yeshua‘ era um nome comum nos meninos judeus. O que significava o quanto os pais tinham fé em Deus e na promessa de que um descendente da mulher traria solução ao problema da queda (Gênesis 3). O anjo Gabriel instruiu José a chamar o primogênito de Maria pelo nome Jesus, pois: “Ele salvará o Seu povo dos pecados deles” (Mateus 1:21).

2. Jesus é a única esperança à humanidade condenada; se Ele não viesse nascer em nosso Planeta, não teríamos futuro: Desde que Adão e Eva escancararam as portas do Jardim do Éden para a entrada do pecado, nosso Planeta passou a ser possuído pelos demônios, os quais visam arruinar e destruir a vida das criaturas de Deus. O alvo final dos agentes do mal é levar todas as pessoas à ruína total – à morte eterna. Jesus “entrou de cabeça” nesse mundo tomado por hostes satânicas, penetrando assim numa sociedade encharcada da imundícia do pecado; contudo, sem se contaminar, Jesus lutou nessa guerra cósmica para resgatar pecadores dominados pelas forças demoníacas e diabólicas. Seu nascimento é fruto da graça cujo alvo é resgatar-nos da desgraça em que estamos submersos.

3. Jesus é único de Sua espécie (Deus feito humano) cuja estratégia é restaurar o estrago catastrófico causado pelo pecado: O bebê que nasceria de Maria era o próprio Jeová, o Soberano do Universo, Criador dos Céus e da Terra. Além de Criador, Ele tornou-Se Salvador porque salvaria Seu povo dos pecados. O fato de Jesus nascer neste mundo é um milagre inexplicável, mas é a resposta para um problema irreparável do ponto de vista humano. “Cristo foi tratado como nós merecemos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia” (Ellen G. White, Desejado de Todas as Nações, p. 25).

II. O DEUS MENINO DEVERIA SER CHAMADO “EMANUEL” POIS SERIA A PLENITUDE DE DEUS CONOSCO – Mateus 1:22-25

1. Jesus, o Emanuel, Deus conosco, é o vínculo entre nós e o Santo Pai Celestial: Jesus é a ponte que nos religa sobre o abismo; Jesus nos reconecta ao Autor da vida e à fonte do amor. É para isso que Ele entrou num processo indescritível, inexplicável e incompreensível em sua totalidade. Mateus faz uma alusão ao texto de Isaías 7:14, o qual inclui:

a) O anúncio prévio de um nascimento singular: “Eis que uma virgem conceberá”.

b) O gênero do bebê prometido: “E dará à luz um filho” homem.

c) O nome que a criança receberia: “E Ele será chamado pelo nome de Emanuel”.

2. Jesus, Emanuel, Deus conosco, nos mostra que nem o pecado pode separar-nos do amor divino e do desígnio de comunhão conosco: Foi pensando em estar conosco, que a Trindade elaborou um plano; criou uma estratégia a fim de tornar possível o impossível, criou uma opção onde não havia solução. Nem o pecado, tão repugnante a Ele, O impediu de vir para estar conosco. Nem mesmo a humilhação e a crueldade da cruz O fizeram dar um passo atrás. Mesmo sabendo tudo o que enfrentaria, não titubeou, veio e Se entregou por amor para salvar ao pecador.

3. Jesus, Emanuel, Deus conosco, é a certeza da libertação que realmente carecemos: Em Cristo, o culpado é absolvido e liberto da desobediência e suas consequências.

CONCLUSÃO:

1. Deus sempre revelou Seu interesse em relacionar-Se conosco: Ao instituir o Santuário e seus diversos rituais, Deus falou a Moisés: “e farão para mim um santuário, para que eu possa habitar no meio deles” (Êxodo 25:9).

2. Deus, através de Cristo, avançou em Seu plano de estar conosco, por querer estar perto de nós: Não mais através do Santuário, agora por meio de Cristo, Deus habitou em nosso Planeta.

3. Deus, através de Cristo, alcançará a plenitude de Suas intenções salvíficas, quando o pecado for definitivamente erradicado: No final do milênio, após a Terra ser renovada, e a Nova Jerusalém tornar-se Sua capital, João nota que não viu mais santuário, “porque o Santuário é o Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro” (Apocalipse 21:22). Ellen G. White escreveu:

“A obra de redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. A Terra, o próprio campo que Satanás reclama como seu, será não apenas redimida, mas exaltada. Nosso pequeno mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do Universo de Deus. Aqui, onde o Filho de Deus habitou na humanidade; onde o Rei da Glória viveu e sofreu e morreu – aqui, quando Ele houver feito novas todas as coisas, será o tabernáculo de Deus com os homens, ‘com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus’. E através dos séculos infindos, enquanto os redimidos andam na luz do Senhor, hão de louvá-lO por Seu inefável Dom – EMANUEL, ‘DEUS CONOSCO’” (Desejado de Todas as Nações, p. 26).

APELO:

1. Desenvolva um desejo pela presença de Deus assim como Ele anseia por tua companhia.

2. Comprometa-se com Deus seguindo o modelo de compromisso que Ele tem com você.

3. Desfrute desde agora o prazer da presença de Deus conosco a fim de estar com Ele por toda a eternidade na glória.

Pr. Heber Toth Armí

Postagens mais acessadas nesta semana