quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

ESPERANDO EM UMA CULTURA IMPACIENTE

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Tiago 5:7-11

1. A expectativa de um futuro de glória sempre marcou a jornada dos sofredores em todas as eras deste mundo vil, desde a entrada do pecado.

2. A expectativa dos crentes sobressai devido às promessas da Bíblia, e ainda se torna mais forte e grande diante das tribulações e sofrimentos que surgem neste mundo turbulento.

3. A expectativa dos cristãos focada na esperança imputada por Cristo (de que retornaria a este mundo) é afirmada, confirmada e reiterada enquanto percorremos a leitura do Novo Testamento. No livro de Tiago não é diferente!

I. HÁ NO TEXTO TRÊS PROPÓSITOS DIVINOS PARA OS CRISTÃOS ADVENTISTAS DIANTE DAS AFLIÇÕES DA VIDA:

1. O cristão adventista deve viver pacientemente apesar das circunstâncias: Em dias de agitação, agenda lotada, correria incessante, tomados pelo cansaço físico e mental, ficamos irritados, intolerantes e impacientes. Consequentemente, lamentamos a vida, reclamamos de tudo, falamos mal dos outros, criticamos e desprezados a tudo e a todos. Nesse contexto, devemos sempre cultivar a paciência, suportar as aflições e lidar com as injustiças sem apelar para a vingança. Entregue tudo a Deus e confie nEle. Faça com que a paciência se converta em perseverança.

2. O crente adventista tem como alvo fortalecer o coração porque a vinda do Senhor se aproxima: A paciência não é inatividade, mas submissão à soberania divina esperando a gloriosa recompensa que será outorgada no advento de Cristo. Saber esperar assim é tão importante que Tiago trata da paciência no versículo 7 e reitera seu imperativo no versículo 8. Sendo paciente em meio às tribulações, permanecendo fieis a Deus e ativo no serviço ao próximo, nos fortalecemos no poder que o Espírito Santo nos concede. A fé ativa, prática e constante, e a paciência persistente são importantes para fortalecer o coração, moldar nossas ações e orientar nossas decisões.

3. O fiel adventista tem o elevado propósito de ser ético, como evidência de sua paciência: É parte da ética cristã deixar de queixar-se das pessoas, principalmente dos irmãos de fé – isso também é paciência. A razão dada para isso é evitar a condenação (v. 9). Saber que o Juiz está às portas deve nos levar a proferir cautelosamente as palavras. Se isso estiver sendo considerado, levaremos a sério o imperativo: “Não vos queixeis uns dos outros” (v. 9). Precisamos aprender a ser pacientes diante das pessoas ao nosso redor.

II. HÁ CINCO ENCORAJAMENTOS PARA APLICARMOS O PRINCÍPIO DA PACIÊNCIA:

1. O lavrador é um exemplo de paciência (v. 7): Desde plantar até colher, esperar é fundamental. Além de saber a época da chuva do plantio (a temporã) e a chuva que prepara para a colheita (a serôdia), é preciso esperar as plantas germinarem, crescerem e produzirem; contudo, não se deve esperar de forma inativa, pois há muito que fazer antes e após o plantio. A recompensa da espera cristã vai além da espera do agricultor pelos frutos de sua plantação. Vale a pena esperar!

2. O tempo de espera sendo breve, deve nos estimular à paciência: Sendo que a vinda do Senhor está próxima, o tempo de espera não é infinito (v. 7). Conscientes de sua brevidade, devemos estar confiantes, não impacientes; cientes, não ignorantes; não devemos ser briguentos, mas pacificadores; amáveis, não intolerantes.

3. O fato do Juiz do Universo estar às portas deve nos levar à paciência: Como há Juiz, também há tribunal (v. 9). Considerando isso, atenderemos ao imperativo: “Não vos queixeis uns dos outros, para que não sejais condenados”. Em vez de nos queixamos dos outros, precisamos encorajar uns aos outros nesses dias difíceis que vivemos.

4. O legado de paciência no sofrimento deixado por grandes nomes do passado é de grande motivação à paciência hoje (vs. 10-11): Os profetas de Deus foram os maiores exemplos de pessoas que atravessaram grandes turbulências na vida; apesar disso, foram os maiores ícones da paciência. Estudar a vida deles nos faz absorver um pouco de sua perseverança e paciência.

5. O paciente Jó diante dos gigantes desafios deve nos instigar à paciência diante do sofrimento (v. 11): A recompensa da paciência de Jó é a garantia de que podemos avançar com fé, dependendo da misericórdia e compaixão de Deus; pois, no final concluiremos que vale à pena ser inteiramente fiel apesar das mais adversas dificuldades e dos mais diversos sofrimentos na jornada da fé.

III. HÁ NA REVELAÇÃO ASPECTOS IMPORTANTES DO CARÁTER DO DEUS QUE NOS INSTRUI A TER PACIÊNCIA:

1. Deus é o Juiz prestes a vir, aguarde-O para resolver cada caso: “A vinda do Senhor”, apontada no versículo 7, é afirmada que “está próxima” no versículo 8. Ele mesmo é “o Juiz que está às portas” no versículo 9. Ele virá para absolver os que nEle esperaram. Ele virá dar fim ao sofrimento, e nos tirar do olho do furacão do grande conflito entre o bem e o mal.

2. Deus é o Senhor que possui terna misericórdia e compaixão: Quando bem compreendido, o nobre e puro caráter do Juiz do Universo torna-se uma fonte de consolo e conforto em meio às injustiças da vida regada de sofrimento. Em Deus podemos encontrar consolo e conforto ao nosso ferido e aflito coração. Assim podemos ser pacientes em meio a pessoas impacientes e intolerantes.

3. Deus é Aquele que recompensará aos que aceitam ser pacientes segundo Suas orientações: Após mencionar a paciência de Jó, Tiago foca no resultado de sua perseverança e fidelidade: “... vistes que fim o Senhor lhe deu” (v. 11). Sendo misericordioso e compassivo, o Senhor do Universo recompensará toda pessoa paciente que confia inteiramente em Sua soberania.

CONCLUSÃO:

1. Para ser paciente nesta sociedade impaciente, é preciso conhecer a essência da paciência revelada nas Escrituras para uma cultura que sempre teve dificuldade de esperar: O apóstolo Paulo nos deixa as seguintes orientações que somam aos ensinamentos de Tiago: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a perseverança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5:3-5).

2. Para ser paciente até a segunda vinda de Cristo, é necessário exercitar sempre a perseverança: Para os dias que antecedem a vinda de Cristo, Deus colocou este pensamento no coração de Ellen White, e o escreveu para nosso tempo: “Companheiro peregrino, nós ainda estamos em meio às sombras e tumultos das atividades terrenas; mas logo nosso Salvador deverá aparecer para nos dar livramento e repouso. Olhemos pela fé ao bendito futuro, tal como a mão de Deus o pinta. Aquele que morreu pelos pecados do mundo, está franqueando as portas do Paraíso a todo aquele que nEle crê. Logo a batalha estará finda, e a vitória ganha. Breve veremos Aquele em quem se têm centralizado nossas esperanças de vida eterna. Em Sua presença as provas e sofrimentos desta vida parecerão como se nada fora” (Profetas e Reis, p. 731-732).

3. Para ser paciente como Deus espera, é essencial que as revelações das Sagradas Escrituras nos molde nesta cultura perversa: O caráter do cristão deve ser modelado diariamente pelo poder das chuvas do Espírito Santo, a fim de que nosso estilo de vida esteja repleto do fruto do Espírito hoje e, principalmente, no dia da colheita final.

APELO:

1. “Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor”;

2. “Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera”;

3. “Sejam também pacientes e fortaleçam o coração, pois a vinda do Senhor está próxima”;

4. “Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O Juiz já está às portas!”

5. “Irmãos, tenham os profetas que falaram em nome do Senhor como exemplo de paciência diante do sofrimento”.

Pr. Heber Toth Armí

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