sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

ENCORAJAMENTO NA CRENÇA DA RESSURREIÇÃO!

A cultura greco-romana desafiava e ainda continua desafiando a crença bíblica no evangelho genuíno. Assim como a igreja de Corinto estava sujeita à invasão de ideias erradas, a igreja de Cristo atualmente também corre risco de alta periculosidade para a verdadeira fé. Consequentemente, muitos crentes de hoje continuam assimilando às suas crenças conceitos errôneos com o nome de “cristianismo”, cujo conteúdo é oriundo do paganismo.

Bem entendida, e destituída de ideias pagãs infiltradas no momento da interpretação bíblica, a doutrina da ressurreição promove motivação diante das situações mais críticas da vida. “A esperança da ressurreição encoraja homens e mulheres a se tornarem cristãos”, destaca David S. Dockery. Por outro lado, destituído da pureza doutrinária da ressurreição, dúvidas sobre esse tema tomam conta dos pensamentos dos cristãos e, o cristianismo torna-se irrelevante aos não cristãos.

Para Paulo, entender corretamente o assunto da ressurreição é relevante ao verdadeiro cristianismo, e essencial para promover verdadeira esperança – a qual nos impulsiona em uma sociedade tão deprimente em que estamos inseridos. Leia todo o capítulo tratando desse assunto em I Coríntios 15, e depois reflita em pelo menos cinco perguntas:

1. Se a alma/espírito não morre, e o corpo é um tipo de prisão para a alma/espírito, como muitos entendem, o que precisa ressuscitar?

2. Se a alma/espírito vai imediatamente ao Céu/paraíso após a morte da pessoa, o quê ou quem Jesus precisará buscar aqui na Terra na Sua segunda vinda?

3. Se a alma/espírito do cristão sobe da Terra para o Céu na hora da morte, como acredita a maioria, por que Jesus deverá descer do Céu novamente à Terra?

4. Se a alma/espírito constitui de eternidade inerente conforme ensinada pela tradição comum do cristianismo, qual a razão de se falar em ressurreição?

5. Se alma/espírito experimenta libertação na morte, e a morte é o caminho para o Céu/paraíso, os crentes não deveriam esperar ansiosamente pela morte como a melhor coisa que pode acontecer?

Para Paulo, a morte não é uma amiga, portanto, não deve ser bem vinda (I Coríntios 15:26). A morte na Bíblia não é vista como algo positivo, mas como um evento negativo. Ela é inimiga da vida, o salário final do pecado (Romanos 6:23), não o portal do Céu – como afirmam não apenas alguns, mas muitos mestres de um cristianismo adulterado.

Observe estes itens, os quais nos levam para longe das ideias pagãos e mais perto das revelações cristãs:

1. A motivação do verdadeiro cristão não deve ser a morte, mas a ressurreição para a vida. Pela graça de Deus, na doutrina da ressurreição baseada na morte e ressurreição de Cristo, encontramos encorajamento para trabalhar incansavelmente em prol da pregação do evangelho (I Coríntios 15:1-11).

2. A motivação do verdadeiro cristão não está nas dúvidas sobre a ressurreição, mas na certeza da revelação divina sobre a ressurreição. A incerteza em relação à ressurreição põe em dúvida o ministério evangelístico, ameaça à fé cristã e enfraquece a esperança no futuro. A verdadeira crença na ressurreição promove o evangelismo, reaviva a fé cristã e fortalece a esperança num futuro promissor (I Coríntios 15:12-19).

3. A motivação do verdadeiro cristão não está na incerteza da ressurreição provida por incrédulos, mas na vitória do Cristo ressurreto. Desde o início do capítulo, Cristo é referência para o apóstolo, cuja ênfase aumenta no decorrer das exposições de seus elaborados e criativos argumento a favor da certeza da ressurreição. A teologia da vitória de Cristo sobre a morte garante um futuro brilhante a todo dependente dEle (I Coríntios 15:20-28).

Saber que os mortos ressuscitarão na segunda vinda de Cristo (v. 23), entendendo que os ressuscitados não terão corpo frágil, desonroso e corruptível, mas espiritual, glorioso, poderoso e incorruptível (vs. 29-57) ao “ressoar da última trombeta” (v. 52), nos encoraja a:

1. Deixar de lado a filosofia humanista imediatista e pessimista do “comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (v. 32).

2. Fugir das más conversações que corrompem os bons costumes, dos influentes hereges e dos que deturpam à verdadeira doutrina bíblica da ressurreição (v. 33).

3. Tornar-nos sóbrios, equilibrados e focados como deve ser o cristão, para não cair em tentação, e submergir no mar das ilusões fantasiosas das ideias e conceitos pervertidos que visam solapar nossa fé (v. 34).

4. Sermos firmes e inabaláveis diante das adversidades da vida que tentam minar nossa convicção de que a missão não deve parar, independente de qualquer situação (vs. 58, 10, 30-33).

5. Estarmos cientes de que trabalhar intensamente para o Senhor, confiando perseverantemente no Senhor, será beneficente a cada crente (v. 58).

O evangelho perde seu pleno poder quando a ressurreição é deturpada ou colocada em dúvida. É certo que, se não dermos o devido valor à doutrina bíblica da ressurreição seremos levados a desprezar a pregação, nos desmotivará no cumprimento da missão, além de estagnar nossa fé no Jesus que deu a vida na cruz para nos libertar de nossos pecados; e, também nos roubará a esperança real de vida eterna no lar celestial (vs. 16-19).

A “boa nova sobre a ressurreição é a informação mais interessante sobre o futuro. Ela transforma a vida no presente, enchendo-a de significado e esperança. Por confiar em seu destino, os cristãos já levam um novo estilo de vida. Os que vivem na esperança de partilhar da glória de Deus são transformados em pessoas diferentes. São capazes de regozijar no sofrimento, porque sua vida é motivada pela esperança” (John C. Brunt, Ressurreição e glorificação, em Tratado de Teologia, p. 392).

Por conseguinte, foque na doutrina correta da ressurreição e sinta-se encorajado(a) a viver uma vida diferente daqueles que vivem nesse mundo depravado. Reflita no verdadeiro conceito que a Bíblia apresenta em relação à ressurreição a fim de que a tua vida obtenha uma motivação perseverante e um encorajamento constante nas mais densas lutas que temos de travar em um sociedade moralmente decadente!

Pr. Heber Toth Armí

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