terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O JEJUM E A PALAVRA: O BINÔMIO DA VITÓRIA!


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Mateus 4:1-4

1. Há muitos indivíduos “bons de garfo”, mas muito ruins de Bíblia.
2. Há muitas pessoas dedicadas ao cuidado do corpo, da estética e da saúde, que pouco se importam com o lado espiritual da vida.
3. Há muita gente que gasta muito em comida, mas racionalizam quanto ao investir no estudo da Bíblia. Consequentemente, experimentamos na atualidade um terrível analfabetismo bíblico; as pesquisas nos auxiliam a ver isso:

a) Pesquisas revelam que muita gente não é capaz de mencionar pelo menos três livros escritos pelo apóstolo Paulo, nem indicar três profetas do Antigo Testamento.
b) A maioria concorda que os dez mandamentos são relevantes para hoje, mas nem metade consegue citar 5 dos mandamentos bíblicos.
c) 22% dos entrevistados nos EUA pensam que tem um livro de Tomé na Bíblia, e 13% não souberam responder.
d) Muitos creem que o ditado popular “Deus ajuda a quem cedo madruga” é bíblico. Outros tantos acreditam que Joana D’Arc era esposa de Noé. Que Sodoma e Gomorra eram marido e mulher ou amantes. E, que o Gólgota era o nome do gigante que matou o apóstolo Davi.

Voltemos ao texto, vejamos três pontos:

I. PODEMOS E DEVEMOS FAZER JEJUM DE COMIDA, MAS JAMAIS DE BÍBLIA – Mateus 4:1-2

1. Jejum é abster-se de comer por um período visando a uma consagração integral para uma missão sobrenatural. Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito Santo logo após Seu batismo, tendo em vista a consagração para obra desafiadora que tinha pela frente.

2. Jejuar leva a pessoa e enfraquecer-se fisicamente, por outro lado, a fortalece sobremaneira o aspecto espiritual. Embora Jesus estivesse forte e vigoroso no aspecto espiritual, os 40 dias no árido deserto sem comer O levou a ter fome, enfraquecer, emagrecer, esgotar-se e desfigurar-se fisicamente .

3. Jejum deve estar vinculado com o meditar na Palavra de Deus, contudo, tal prática não garante o afastamento do diabo, mas é o segredo para vencer as tentações. Jesus creu na voz do Pai em Seu batismo: “Este é Meu Filho amado em quem Me comprazo” (Mateus 3:17); por isso Ele descansou no amor de Deus frente à pergunta capciosa do diabo. Além disso, o jejum O tornou apto para discernir a armadilha satânica e pode usar com propriedade: “Está escrito” para Se defender do diabo.

a) Se o jejum de Jesus fosse de Bíblia, não de alimentos, provavelmente Ele seria enredado nas tentações. Precisamos aprender com Jesus.
b) Se o jejum fosse de Bíblia, Jesus não teria subsídios suficiente para lidar com os demoníacos ataques espirituais. Assim podemos entender nossas fraquezas frente às tentações.
c) Se o jejum fosse de Bíblia, Jesus estaria espiritualmente fraco para enfrentar as artimanhas do diabo para derrubá-lO. Se Jesus precisava jejuar e consagrar-Se para vencer a tentação, quanto mais nós...

II. PODEMOS E DEVEMOS COMER FISICAMENTE, MAS NUNCA NEGLIGENCIAR O ALIMENTO ESPIRITUAL – Mateus 4:3-4

1. É correto jejuar, contudo, não é errado comer. Precisamos do “pão nosso de cada dia” (Mateus 6:11); porém, é errado abster-se do alimento espiritual, que são as palavras que saem da boca de Deus. Jesus declarou isso diretamente para Satanás, e o Espírito Santo revelou a nós essa importante verdade através do texto bíblico.

2. É certo comer pão como também é certo jejuar, mas não é certo negligenciar o estudo diário da Bíblia. Após dizer “Está escrito” a Satanás, imediatamente Jesus citou um texto escrito por Moisés, cerca de 1400 anos antes dEle (ver Deuteronômio 8:3). A escolha do texto revela perfeito discernimento de Cristo das Escrituras:

a) No deserto, quando os israelitas ficaram sem seus meios de subsistência, Deus proveu o maná a eles.
b) No deserto, se apesar dos desafios o povo continuasse a confiar em Deus, não seria desamparado.
c) No deserto, ao citar deuteronômio 8:3 para Satanás, Jesus mostrava-lhe que: Menor desgraça é “sofrer seja o que for, do que afastar-se de qualquer modo da vontade de Deus” (Ellen G. White. Desejado de Todas as Nações, p. 121).

3. É bom comer pão, mas sem alimentar-se da Palavra que sai da boca de Deus, não haverá completa satisfação e saciedade na alma. Apenas com “pão” (alimento físico), sem o alimento espiritual (“toda palavra que sai da boca de Deus”), haverá sempre um vazio indecifrável, uma insatisfação no coração. Os nutrientes dos alimentos físicos são insuficientes para satisfazer o ser humano que, além de físico, é um ser emocional/mental e espiritual.

III. PODEMOS E DEVEMOS CONHECER O VALOR DOS ALIMENTOS PARA O CORPO, PORÉM SEM DESPREZAR O ALIMENTO PARA A ALMA – Mateus 4:4

1. Conhecer a Bíblia é tão ou mais importante que saber a combinação dos alimentos para obter refeição saudável. Adão e Eva foram testados através da comida; Daniel e seus três amigos também. Satanás usou a mesma estratégia para Jesus. Desta forma, fica evidente que sem discernimento espiritual obtido na Palavra de deus, não saberemos lidar corretamente com os alimentos físicos.
2. Conhecer a Bíblia é tão ou mais importante que saber os caminhos para adquirir o pão de cada dia. Ainda que falte o pão de farinha, o Pão da Vida jamais deveria faltar. Pense comigo:

a) O que fazer quando Satanás impor em nossa sociedade um decreto que só poderá negociar comida aquele que tiver o sinal da besta? (Apocalipse 13:16-17)
b) O que fazer quando uma tentação mundial determinar que não se poderá comprar nem vender comida sem vincular-se à instituição opressora?
c) O que dizer diante da decisão de um chefe que pedir que seja feito algo que contraria os princípios de Deus, senão perderá o emprego?

3. Conhecer informações nutricionais dos alimentos para o corpo, sem dedicar-se a conhecer os alimentos espirituais, é perca de tempo.

a) De que adianta comer o que quiser, quando quiser, mas perder a salvação, a vida eterna?
b) De que adianta empanturrar-se das iguarias mundanas, mas não se deliciar nos banquetes espirituais preparados por Deus em Sua Palavra?
c) De que adianta ser saudável e forte fisicamente, mas doente e fraco espiritualmente diante dos ataques do diabo?

CONCLUSÃO:

1. É mais sensato morrer fisicamente do que morrer espiritualmente. Tem muita gente que já está morta espiritualmente, a vida espiritual está seca como um deserto, o testemunho é infrutífero. Para estas pessoas o cristianismo é uma farsa e sua religião é uma hipocrisia. A resposta de Jesus para Satanás deixou explícito que é melhor estarmos dispostos a obedecer a Deus custe o que custar do que manter a vida física custe o que custar.

2. É mais sensato priorizar a vida espiritual do que valorizar a vida física. Não é para desprezar uma em detrimento da outra, é que se tiver que priorizar, que seja o aspecto espiritual. Pois, a única forma de obter a vida eterna não é comendo muito “pão” diariamente, mas absorvendo diariamente “toda palavra que sai da boca de Deus”.

3. É mais sensato ficar sem “pão” (jejuar) mas alimentar-se com o “Pão da Vida” (Jesus e Sua Palavra) do que buscar iguarias requintadas desprezando o alimento espiritual. De que adianta ter acesso aos mais variados cardápios e restaurantes luxuosos mas estar desprovido da bênção da salvação, da vida eterna?

APELO:

1. Dedique-se a refletir sobre o jejum de Jesus e em Sua resposta e atitude diante das tentações, a fim de que te fortaleças para a vitória que Cristo quer te conceder.
2. Assimile diariamente o ensinamento de Jesus: “Não só de pão viverá o homem...”.
3. Absorva constantemente os nutrientes contidos em “toda palavra que sai da boca de Deus” a fim de que vivas eternamente.

Pr. Heber Toth Armí.

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