sexta-feira, 12 de maio de 2017

PRINCÍPIOS PARA INCOMPATIBILIDADE CONJUGAL RELIGIOSA


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: I Pedro 3:1-7

Precisamos ter em mente alguns pontos antes de adentrarmos propriamente no texto em tela:

1. No lar é lugar mais difícil de exercer o cristianismo; entretanto, é aí onde mais é necessário viver os princípios do evangelho.
2. Deus é determinantemente contra casamentos mistos (jugo desigual, ver II Coríntios 6:14-16). O texto não trata disso, mas de quando um dos cônjuges se converte e o outro não.
3. Deus também é contra o divórcio (ver Malaquias 2:16), por isso não abre espaço para um dos cônjuges abandonar o casamento devido à incredulidade e rejeição ao evangelho por parte do outro.
4. O texto fala mais amplamente às mulheres (vs. 1-6) do que aos homens (v. 7); isso deve-se a que as mulheres, geralmente, enfrentaram (ainda enfrentam) mais dificuldades para atrair o marido a Cristo do que o marido em atrair a esposa.
a) Os riscos de conversão eram/são maiores às esposas do que aos maridos (v. 6).
b) As ameaças eram/são mais intensas para com as esposas pelos maridos do que delas para com eles (v. 6).

I. PRINCÍPIOS PARA A ESPOSA CRENTE COM MARIDO DESCRENTE – I Pedro 3:1-6

1. A esposa crente que deseja a salvação do marido incrédulo deve seguir padrões bíblicos quanto ao seu papel, não diretrizes e exemplos de filmes, novelas e revistas desprovidos de princípios divinos.

a) Deve-se investir no caráter segundo o padrão evangélico.
b) Deve-se trajar de um espírito manso, ser paciente.
c) Deve-se transbordar tranquilidade, confiança.

2. A esposa que deseja ganhar o marido para Cristo deve imitar a piedade das mulheres de Deus, não a moda (modismos) e o estilo do mundo.
3. A esposa cristã ansiosa pela salvação do marido deve ser mais dedicada em formar o caráter e ser piedosa desde o íntimo, em vez de gastar tempo em salão de beleza exterior, recursos com adornos efêmeros e, dinheiro em roupas luxuosas.

II. PRINCÍPIOS PARA MARIDO CRENTE COM ESPOSA DESCRENTE – I Pedro 3:7

1. O marido cristão deve exercer seu papel bíblico dentro do lar colaborando nas atividades domésticas e, provendo as necessidades físicas e materiais em casa. Maridos devem saber que...

a) A mulher é mais sensível e fisicamente mais frágil, como um vaso delicado.
b) A mulher é criatura de Deus e tem direito à vida e à graça divina.
c) A mulher é tão importante para Deus que maltratá-la interrompe orações.

2. O marido crente deve ser sensível às necessidades emocionais e mostrar respeito a sua esposa e, protegendo-a como é nobre ao homem casado.

a) Não deve ser frio, grosseiro, estúpido, rude.
b) Não deve ser indiferente, autoritário, crítico, tirano.
c) Deve ser educado, amável, compreensível, bondoso.
d) Deve respeitar, honrar e valorizar sua esposa.

3. O marido convertido deve orar a Deus pela esposa, mas tal oração só é válida caso suas atitudes para com ela forem pautadas pelo legítimo evangelho.

III. PRINCÍPIOS GERAIS AOS CÔNJUGES CRENTES – I Pedro 3:1-7 

1. A esposa e o marido cristãos devem ser mais comprometidos em seus votos matrimoniais após demonstrar publicamente seus votos batismais, mesmo que seu cônjuge ainda não se converteu.
2. A esposa e o marido cristãos cujos cônjuges ainda sejam descrentes devem pautar seus papeis matrimoniais pelos princípios bíblicos próprios aos verdadeiros cristãos.
3. A esposa e o marido devem ter intenções missionárias evangelísticas em casa, porém devem dar ênfase numa demonstração comportamental em detrimento de enfadonhas persuasões verbais.

CONCLUSÃO:

1. Deus não vê o divórcio como solução para problemas relacionados à incompatibilidade religiosa; Ele vê o evangelho na prática exercendo influência, como a solução para tais problemas.
2. Deus vê as dificuldades de um lar divido após a conversão de um dos cônjuges; por isso, incentiva o cônjuge convertido a deixar-se moldar pelo evangelho, a fim de exercer poderosa e impactante influência no casamento.
3. Deus revela o que Ele avalia num homem e numa mulher casados; Ele mostra o que realmente tem valor e importância, Ele sabe o que é essencial num lar onde só um dos cônjuges aceita arrepender-se.

APELO:

1. Não se apegue às avaliações matrimoniais de pessoas desprovidas de instruções divinas.
2. Não invista em coisas, estratégias e dicas supérfluas em relação ao casamento.
3. Não deixe de assimilar em tua vida um comportamento digno do título “cristão”, inclusive na convivência conjugal.

a) Faça o que é certo e confie em Deus!
b) Faça o que Deus pede e deixe o resultado com Ele!
c) Faça o que Deus orienta e Ele cuidará do resto!

 Pr. Heber Toth Armí

terça-feira, 25 de abril de 2017

O QUE NOS DIZEM OS LIVROS PERDIDOS CITADOS NA BÍBLIA?


INTRODUÇÃO:

1. Você sabia que existem vários livros mencionados na Bíblia que não existem mais?
2. Você já notou que a Bíblia faz alusão ou faz citação de livros desconhecidos?
3. Você percebeu que vários autores bíblicos fizeram referência a livros perdidos?

São 23 nomes diferentes:

1. Livros das Batalhas do Senhor (Números 21:14);
2. Livro dos Justos ou Jasar (Josué 10:13; II Samuel 1:18);
3. História de Salomão ou dos Atos de Salomão (I Reis 11:41);
4. História dos Reis de Israel (I Reis 14:19; etc.);
5. História dos Reis de Judá (I Reis 14:29; etc.);
6. Livro dos Reis de Israel (I Crônicas 9:1; II Crônicas 20:34);
7. Crônicas do Profeta Samuel (I Crônicas 29:29; I Samuel 10:25);
8. Crônicas do Profeta Natã (I Crônicas 29:29);
9. Crônicas do Profeta Gade (I Crônicas 29:29);
10. História do Profeta Natã (II Crônicas 9:29);
11. Profecia de Aías, de Siló (II Crônicas 9:29);
12. Visões do Profeta Ido (II Crônicas 9:29);
13. História do Profeta Semaías e História do Profeta Ido (II Crônicas 12:15);
14. História do Profeta Ido (II Crônicas 13:22);
15. História dos Reis de Judá e de Israel (II Crônicas 16:11);
16. História dos Reis de Israel – Crônicas de Jeú (II Crônicas 20:34);
17. Livro da História dos Reis (II Crônicas 24:27);
18. Atos de Uzias escritos pelo profeta Isaías (II Crônicas 26:22);
19. História dos Reis de Israel e de Judá (II Crônicas 27:7);
20. Visão do Profeta Isaías (II Crônicas 32:32);
21. História dos Reis de Israel (II Crônicas 33:19);
22. História dos Profetas ou dos Videntes (II Crônicas 33:19);
23. Livro de Registro ou das Crônicas (Neemias 12:23).

Destes 23 livros citados com nomes diferentes, alguns podem ser os mesmos, diferenciando apenas na forma em que foi citado. Mas, o que mais importa é saber o que eles têm a ver conosco hoje. Eles nos levam a entender que...

I. A BÍBLIA NÃO É UM APANHADO DE TODOS OS DETALHES HISTÓRICOS

1. Os livros desaparecidos citados na Bíblia são mais antigos que os textos que os mencionam.
2. Os livros desaparecidos são base para confirmar o que está sendo dito como prova de um evento histórico; eram documentos oficiais do governo, registros políticos, portanto, fidedignos.
3. Os livros desaparecidos eram mais abrangentes com maiores detalhes do que na Bíblia; porém, as informações citadas na Bíblia são mais relevantes para nossa compreensão de Deus, do plano da salvação e de como a história está sob a regência divina.

II. A BÍBLIA É BEM SELETIVA QUANTO ÀS INFORMAÇÕES QUE OS PECADORES PRECISAM

1. As breves informações históricas na Bíblia demonstram que Deus não Se perde e não quer que nos percamos em meio às informações irrelevantes.
2. As breves informações sobre acontecimentos históricos na Bíblia revelam que Deus permitiu que entrasse somente o essencial da história para transmitir verdades aos leitores ou ouvintes de Seu povo.

a) Na Bíblia temos o mais importante extraído daquilo que é importante.
b) Na Bíblia encontramos o essencial do essencial.
c) Na Bíblia nos deparamos com o suprassumo dos assuntos que precisamos conhecer. 

3. As breves histórias bíblicas demonstram que precisamos valorizar Sua mensagem mais do que a valorizamos (II Timóteo 3:14-17).

III. A BÍBLIA CONTÉM A MENSAGEM PRECISA QUE DEUS QUER NOS COMUNICAR

1. A Bíblia é mais que um livro de História, é a Palavra de Deus para a História.
2. A Bíblia é mais que um livro de Biografias, é a Palavra de Deus para construir nossa biografia.
3. A Bíblia não é um livro comum, ou escritura qualquer, é a mensagem singular, divina e miraculosa que Deus quer nos comunicar a fim de nos salvar da condenação do pecado.

CONCLUSÃO: 

1. Os livros citados na Bíblia que estão perdidos podem nunca serem achados, pois a nação conquistadora de um povo destruía todos os registros do mesmo para garantir que não se levantasse jamais.

a) Embora haja livros perdidos na Bíblia, nenhum livro se perdeu daqueles que Deus quis preservar.
b) Embora muitos livros se perderam na história devido a inúmeros motivos (tempo, guerras, catástrofes, acidentes, etc.), Deus não deixou a Bíblia se perder, pois necessitamos dela mais do que de qualquer outro livro escrito e publicado.

2. Os livros perdidos mostram-nos que, apesar de muitos livros terem sido completa ou parcialmente destruídos, a Bíblia foi preservada pelos séculos dos séculos, ainda que ela sempre fora o alvo das mais ferrenhas perseguições.
3. Os livros perdidos nos passam a mensagem que, se Deus não preservasse a Bíblia, seus oponentes a teriam eliminado assim que ela fosse escrita, ou teria se desfeito com o tempo.

APELO:

1. Valorize a Bíblia mais do que já a tenhas valorizado, ela é a Palavra de Deus.
2. Valorize mais a mensagem de Deus para ti do que tens feito na prática.
3. Valorize mais o conteúdo da Bíblia do que o conteúdo de qualquer outro livro.

Pr. Heber Toth Armí.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

JESUS É A PÁSCOA DO VERDADEIRO CRISTÃO!


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Êxodo 12:1-11
1. Qual é a origem da Páscoa?
2. Quem teve ideia de inventar/criar e instituir a Páscoa?
3. Que mensagem existe por trás dos originais símbolos pascais?

I.  O CORDEIRO DEVERIA SER SEM DEFEITO, POIS JESUS SERIA SEM PECADO – Êxodo 12:1-5

1. Deus orientou Moisés a falar ao povo que o cordeiro para a celebração da páscoa deveria ser sem defeito algum.
2. Jesus não conheceu pecado (I Pedro 1:19; 2:22); Ele não tem defeito, não há pecado nenhum nEle (I João 3:5).

II. O CORDEIRO DEVERIA SER MACHO DE UM ANO, POIS JESUS ALÉM DE NASCER HOMEM MORRERIA MUITO JOVEM – Êxodo 12:5

1. Deus orientou Moisés a falar ao povo que, na celebração da páscoa precisava ter cordeiro ou cabrito macho, de um ano.
2. Jesus nasceu como um bebê menino, e morreu com apenas 33 anos de idade.

III. O CORDEIRO DEVERIA SER OBSERVADO, INDICANDO QUE JESUS DEVERIA ESTAR ENTRE PECADORES – Êxodo 12:6

1. Deus orientou Moisés a falar ao povo que o cordeiro para a celebração da páscoa deveria ser guardado desde o dia 10 até o dia 14 de Nisan para ser analisado.
2. Jesus andou entre judeus e gentios, Seus ensinamentos foram ouvidos e Sua vida foi observada pela multidão.

IV. O CORDEIRO DEVERIA SER IMOLADO PELA CONGREGACÃO DE ISRAEL, DEMONSTRANDO QUE O PECADO DO MUNDO INTEIRO MATARIA JESUS – Êxodo 12:6

1. Deus orientou Moisés a falar ao povo que o cordeiro para a celebração da páscoa deveria ser imolado ao ajuntar toda a congregação.
2. Jesus assumiu o pecado de toda a humanidade. Estes pecados, meus e teus, O mataram (Isaías 53:4-8).

V. O CORDEIRO DEVERIA SER MORTO NO CREPÚSCULO DA TARDE, INDICANDO O PERÍODO DO DIA EM QUE JESUS MORRERIA – Êxodo 12:6

1. Deus orientou Moisés a falar ao povo que o cordeiro para a celebração da páscoa deveria ser imolado no crepúsculo da tarde.
2. Jesus foi crucificado perto das 9 horas da manhã, e morreu perto das 15 horas, no final da tarde de sexta feira, antes do sábado da páscoa (Marcos 15:25, 33-34, 37). 

VI. DO CORDEIRO DEVERIA USAR SANGUE PARA COLOCAR NA PORTA DA CASA VISANDO SALVAR SEUS MORADORES, O SANGUE DE CRISTO NOS SALVA QUANDO POSTO NAS PORTAS DO CORAÇÃO – Êxodo 12:7

1. Deus orientou Moisés a falar ao povo que o cordeiro para a celebração da páscoa deveria ser morto e comido, e seu sangue aspergido nas ombreiras e na verga da porta para salvar da morte.
2. Jesus deu Sua vida na cruz por nós para que aqueles que O aceitarem marque a porta de seu coração com sangue objetivando salvar-se da morte eterna (Hebreus 9:22). 

VII. O CODEIRO DEVERIA SER ASSADO NO FOGO, REPRESENTANDO O CASTIGO DIVINO SOBRE CRISTO DEVIDO AOS NOSSOS PECADOS – Êxodo 12:8-9

1. Deus orientou Moisés a falar ao povo que o cordeiro para a celebração da páscoa deveria ser assado no fogo, não cozido em água.
2. Jesus assumiu o pecado de toda a humanidade e, então, a ira de Deus caiu sobre Ele como fogo; assim Ele recebeu a nossa condenação a fim de pagar por nossa culpa (II Coríntios 5:21; Gálatas 3:13).

VIII. O CORDEIRO DEVERIA SER COMIDO COM PÃO SEM FERMENTO E ERVAS AMARGAS, SIMBOLIZANDO CRISTO COMO ALIMENTO ESPIRITUAL – Êxodo 12:8, 10

1. Deus orientou Moisés a falar ao povo que o cordeiro para a celebração da páscoa deveria ser comido com pão sem fermento e ervas amargas, no mesmo dia.
2. Jesus nos libertou, mas deseja que sempre nos lembremos do sofrimento que o pecado nos causa e, inclusive causou a Ele; precisamos assimilar Jesus em nossa vida, alimentando de Sua carne e de Seu sangue diariamente (João 6:50-57; I Coríntios 11:23-26). 

CONCLUSÃO: O Autor da cerimônia da Páscoa é Deus e, Jesus é a própria Páscoa (Êxodo 12:11); inicialmente ela foi celebrada em símbolos, mas tudo nela apontava para Jesus Cristo.

1. Jesus sofreu as consequências do pecado sem ter cometido nenhum pecado sequer; Sua morte na cruz do Calvário foi uma loucura, vergonha, mas garante a nossa libertação da escravidão do pecado (I Coríntios 1:18).
2. Jesus é o cordeiro que verdadeiramente nos liberta da escravidão do pecado e nos dá vida em sua plenitude (I Coríntios 5:7; João 1:29).

APELO:

1. Celebremos corretamente a Páscoa com entendimento e sinceridade.
2. Celebremos a Jesus todos os dias por morrer por nossos pecados e dar-nos a oportunidade de vida eterna.
Pr. Heber Toth Armí


quarta-feira, 29 de março de 2017

PROFECIA DE LIBERTAÇÃO: LIVRES COMO REBANHO EM BOAS PASTAGENS


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Miqueias 2:12-13

1. A profecia de Miqueias mostra-nos as duas faces de Deus, Sua ira contra o pecado e Seu amor ao pecador.

2. A primeira profecia do livro de Miqueias está contemplada nos dois primeiros capítulos:

a) Deus viu tudo o que Seu povo fez e vem com juízos sobre ele (Miqueias 1:1-7).
b) O profeta de Deus demonstra tristeza pela mensagem de juízo sobre seu povo (Miqueias 1:8-9).
c) As cidades do povo de Deus precisam preparar-se para as consequências de seus pecados (Miqueias 1:10-16).
d) O povo precisa saber que ganância e violências resultam em desgraças (Miqueias 2:1-5).
e) O povo precisa saber que líderes espirituais falsos, mesmo alegando possuírem o dom de profecia, serão julgados e condenados pelos seus enganos (Miqueias 2:6-11).

3. A primeira profecia de Miqueias começa com aspectos negativos (Miqueias 1:1-2:11), e termina com importantes aspectos positivos (Miqueias 2:12-13):

a) O povo de Deus será reunido, não ficará espalhado.
b) O povo de Deus destruído pelo pecado, será restaurado.

I. A PRIMEIRA APLICAÇÃO REFERE-SE A UMA PROFECIA PARA O ANTIGO TESTAMENTO – Miqueias 2:12-13

1. Deus permite consequências do pecado na vida de Seu povo, mas oferece esperança profética para o futuro. O povo de Deus (Israel e Judá) pecou e ignorou a Deus e Seus mensageiros, então, o cativeiro em Babilônia seria a disciplina aos desobedientes. Contudo, cerca de 200 anos antes da libertação, Miqueias profetiza restauração aos remanescentes.

2. Deus misericordiosamente cumpre o que promete libertando Seu povo das consequências do pecado. A previsão de Miqueias refere-se à restauração dos fieis cativos sob os decretos de Ciro, respectivamente, nos séculos VI e V a.C. (ver  Esdras 1:2-4; Isaías 45:1-6).

3. Deus lidera o líder que lidera Seu povo. Zorobabel conduziu o povo outrora exilado de volta para Sião, ou Jerusalém, após o decreto de Ciro. Deus esteve com ele na liderança do povo (Esdras 3:1-3, 8).

a) Deus permitiu que os exilados remanescentes irrompessem e voltassem do cativeiro após a conquista da Babilônia pelos persas em 538 a.C.
b) Deus abriu as portas para eles e os ajuntou novamente em Jerusalém, pois abriu caminho e retirou obstáculos para que o retorno à Palestina acontecesse.
c) Deus cumpriu Sua promessa, mas a profecia não se cumpriu totalmente: Os judeus voltaram, mas não se tornaram grande nação. Eles não aprenderam a lição, por isso nem todos voltaram – como se nota no livro de Ester. Além do fato de que somente os judeus (Judá) voltaram do exilio, não os outros israelitas (Reino de Israel do Norte).

II. A SEGUNDA APLICAÇÃO REFERE-SE A UMA PROFECIA MESSIÂNICA, NO NOVO TESTAMENTO – Miqueias 2:12-13

1. Jesus cumpre mais plenamente a profecias de Miqueias 2, pois Ele é o libertador Supremo: Os termos Parats e Melek são mais apropriadamente aplicáveis a Cristo porque...

a) Foi somente mediante a Sua regência que o poder do pecado que escraviza foi quebrado.
b) Por Sua morte, a separação entre judeus e gentios foi plenamente removida formando um só povo de Deus, grande e numeroso – a igreja.
c) Através de Sua morte Ele decretou a destruição da morte que impede a perpetuidade de Seu reino.
d) Por meio de Sua ressurreição triunfante Ele deu total garantia de libertar da sepultura a todos os cativos da morte que confiaram nEle.

2. Jesus foi um guia que fez muito mais do que Ciro ou Zorobabel no cumprimento desta profecia:

a) A oposição que Jesus teve que romper foi a maior de todas já enfrentada por qualquer criatura.
b) Jesus abre um caminho de acesso ao Pai para a humanidade, mas com grandes dificuldades.
c) Jesus enfrenta a ira divina sobre o pecado, vence a fúria das cruéis e diabólicas forças do mal, e lida com os homens que estavam sob a regência demoníaca do inferno que intentavam impedir-Lhe libertar à humanidade.

3. Jesus além de ser a porta de Suas ovelhas (João 10:11, 27-29), Ele é o bom Pastor que da a vida por elas. Ele quebrou as paredes do pecado, da morte e do inferno para nos conduzir ao Seu aprisco (Hebreus 2:9-16). Jesus liberta, assim, o pecador das garras do pecado, das correntes da morte e da escravidão imposta pelo diabo (Miqueias 5:1-6; Colossenses 1:17-23; João 14:6).

a) Jesus abre caminho: “Eu Sou o Caminho”, disse Ele, o qual abre caminho onde não existia nenhum.
b) Jesus é a porta: “Eu Sou a porta”, disse Ele, o qual Se torna a saída onde só havia paredes de prisão, algemas e correstes que prendem a alma.
c) Jesus é o Pastor-Rei: “Eu Sou o Bom Pastor”, disse Ele, o qual é o Desbravador que supera cada obstáculo que se opõe à restauração do pecador; Ele quebra as paredes da prisão e as algemas do pecado para libertar aos que vivem presos às correntes da escravidão moral.

4. Jesus liberta fisicamente, emocionalmente e espiritualmente visando conduzir os salvos à liberdade de Seu reino.

III. A TERCEIRA APLICAÇÃO APONTA PARA UM TEMPO ESCATOLÓGICO, O CUMPRIMENTO PLENO DA PROFECIA – Miqueias 2:12-13

1. Na segunda vinda de Cristo, a profecia de Miqueias 2 se torna completa. A libertação ocorrida na cruz garante a libertação total no fim dos tempos. Enquanto os cristãos estiverem num mundo em que jaz no maligno, não serão totalmente livres das consequências do mal, mas depois de congregados no céu formando uma grande multidão, estarão protegidos em Sião (Apocalipse 7:9-10).

2. Na segunda vinda de Cristo, os libertos das prisões do diabo serão conduzidos ao reino dos céus: Jesus nos liberta deste mundo perverso e maligno e nos guia ao glorioso reino dos Céus; judeus e gentios se unem de toda tribo, língua e nação tornando o remanescente uma grande multidão.

3. Em Sua segunda vinda Cristo invadirá o reino do mal, gloriosa e vitoriosamente, para retirar o remanescente fiel e levar a um ambiente livre e protegido, no Céu:

a) Jesus enviará Seus anjos para reunir os Seus escolhidos, o remanescente, de todas as regiões do planeta (Mateus 24:30-31).
b) Jesus reunirá todos os salvos no Céu, como ovelhas num aprisco, como um rebanho no meio da boa pastagem (João 14:1-3; I Tessalonicenses 4:16-17; Filipenses 3:20-21).
c) Jesus reinará sobre todo o Universo sem a presença do mal, na presença de Seus servos, libertos deste mundo de pecado, corrupção e morte (Apocalipse 21:1-8, 22-27; 22:1-7).

CONCLUSÃO E APELO:

1. Devemos seguir o Libertador, o Cabeça, o Cristo, que é o Messias, o qual lidera e guia o remanescente para fora deste mundo cruel.
2. Devemos entrar pela porta, que é Jesus, o qual morreu na cruz para nos libertar de nossa prisão existencial, das correntes do pecado e da condenação de nossos delitos; para, então, entrar pelas portas da Cidade Santa, a Nova Jerusalém, a Sião celestial.
3. Devemos crer e ser perseverantes até o fim, a fim de sermos o remanescente fiel de Deus, o qual será conduzido ao aprisco seguro, repleto de suprimentos e pleno de condições para se viver em liberdade e felicidade: O Céu.
Pr. Heber Toth Armí
 

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