domingo, 10 de setembro de 2017

BEBIDAS ALCOÓLICAS: VENENOS PARA A GRAÇA DA VIDA


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Provérbios 20:1

1. Bebidas alcoólicas destruíram mais pessoas no mundo do que muitas guerras ou bombas atômicas.
2. Bebidas alcoólicas fazem mal tanto para o cérebro quanto para a sociedade; muitos que nunca ingeriram álcool tornam-se vítimas de pessoas alcoolizadas.
3. Bebidas alcoólicas parecem inofensivas, atraentes e promotoras de alegria; contudo, as desgraças que resultam delas deveriam fazer-nos distanciar desse líquido ilusório. Veja Provérbios 20:1 em três versões bíblicas:

a) “O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles” (NVI).
b) “A zombaria está no vinho, e a insolência na bebida! Quem nisso se perde não chega a ser sábio” (Bíblia de Jerusalém).
c) “O vinho torna você mau; a cerveja faz de você um briguento – e as pessoas bebem porque uma bebida fraca não tem muita graça” (A Mensagem).

I. A BEBIDA ALCOÓLICA NÃO FAZ BEM, SEJA VINHO OU QUALQUER LÍQUIDO ALCOÓLICO – Provérbios 20:1

1. Bebidas que contém álcool destroem a percepção, produzem transtornos físicos e psíquicos; assim, arruínam a vida de quem as tomam.
2. Bebidas que contém álcool desmoralizam o caráter, deturpam o valor do indivíduo, corrompem a razão e pervertem o raciocínio; depois, o bêbado tenta agredir seu próximo, zombando e humilhando-o!
3. Bebidas que contém álcool deixam as pessoas perturbadas, agressivas, abobadas, loucas, problemáticas, estúpidas, incrédulas, arrogantes – degradam ao ser humano deixando-o pior que animais irracionais, e causam desgraças horrendas na sociedade e na família.

a) Ingerir bebidas alcoólicas não enobrece o caráter de ninguém.
b) Ingerir bebidas alcoólicas não enriquece a família de ninguém.
c) Ingerir bebidas alcoólicas não promove o evangelho do reino de Deus, fortalece o reino do diabo.

II. A BEBIDA ALCOÓLICA ENVENA RELACIONAMENTOS, SEJA CERVEJA OU QUALQUER LÍQUIDO ALCOÓLICO – Provérbios 20:1

1. Ingerir bebida alcoólica provoca metade dos acidentes automobilísticos e, mais da metade dos assassinatos acontecem por causa dela.
2. Ingerir bebida alcoólica promove terríveis pesadelos familiares e muitas outras desventuras na sociedade.
3. Ingerir bebida alcoólica produz discussões idiotas, conflitos com quem ama, brigas cruéis e crimes assombrosos.

a) Beber bebidas alcoólicas é mais do que veneno físico, é um veneno psicossocial que mata bons relacionamentos.
b) Beber bebidas alcoólicas é mais do que prejudicial, é letal para romper laços matrimoniais e paternais.
c) Beber bebidas alcoólicas vai além de fazer mal a si mesmo, inferniza a vida do próximo.

III. É LOUCURA SUBMETER-SE A QUALQUER BEBIDA ALCOÓLICA; DEVEMOS SER SÁBIOS E SUBMETERMO-NOS A DEUS – Provérbios 20:1

1. Bebidas à base de álcool levam quem as ingere à dependência (vício); pode-se dizer que é uma prisão, escravidão ou grandes correntes invisíveis, que prendem suas vítimas.
2. Bebidas alcoólicas ingeridas socialmente são as portas atraentes que a morte coloca para escravizar e levar indivíduos à desgraça da vida social e familiar até ter uma morte desgraçada.
3. Bebidas com pouco ou muito teor alcoólico se ingeridas roubam a sabedoria; sugam a sensibilidade; extraem o equilíbrio, a força física e moral; deturpam a visão e a interpretação da realidade; saqueiam o que é bom; e, inserem o que não presta na mente e no coração.

CONCLUSÃO: Bebidas alcoólicas são fermentações que alteram o funcionamento do cérebro, que, quando ingeridas não fazem bem para quem toma nem para quem está perto de quem toma. Portanto,

1. Em vez de cair na armadilha da loucura inerente nas bebidas alcoólicas que promovem discussões, brigas, estresses e mortes, é mais prudente atentar para as sábias instruções da Palavra de Deus (Lucas 21:34; Efésios 5:18).
2. Em vez de submeter-se aos encantos das soluções alcoólicas, é mais sensato depender do poder de Deus Pai, da graça de Jesus Cristo, e da influência do Espírito Santo para viver uma vida melhor, mais feliz e prazerosa (Romanos 13:13-14).
3. Em vez de ceder aos atrativos ilusórios das bebidas alcoólicas que empobrecem nossa existência e encurtam nossa vida, é mais nobre optar pelas coisas espirituais, que elevam e enriquecem nosso caráter, desenvolvem sabedoria e prometem promover nossa vida curta para eterna (I Pedro 4:1-6; I Coríntios 6:9-10).

APELO:

1. Troque a desgraça da loucura alcoólica pela graça da sabedoria divina.
2. Troque os resultados funestos das bebidas alcoólicas pelos resultados benéficos do evangelho do reino de Deus.
3. Troque a submissão às bebidas alcoólicas com suas desgraças pela submissão à graça de Cristo. 
Pr. Heber Toth Armí

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

OS DEZ PECADOS DE CAIM FRENTE À GRAÇA DE DEUS


O pecado vem crescendo em nossa sociedade mais intensamente quanto mais o fim se aproxima. Por isso, antes que o pecado ganhe força em nossa vida é preciso interrompê-lo. Se não acabarmos com ele, certamente ele vai acabar conosco. Como pólvora, o pecado alastra-se rapidamente. Como câncer, ele arruína a vida humana drasticamente.

Em Gênesis 4 é possível detectar pelo menos dez atos pecaminosos de Caim, não mais evidentes que a graça de Deus para o pecador impenitente.

1. Negligência à orientação de Deus (Gênesis 4:3). Sem derramamento de sangue não há remissão. As vestes do cordeiro que Deus fez roupas e vestiu ao casal transgressor (Gênesis 3:21) refere-se à vestir-se da justiça de Cristo, vestes de salvação (Isaías 61:10). O animal do qual se fez as vezes apontava para Cristo, “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, Aquele que é “o caminho, a verdade e a vida” (João 1:29; 14:6). Caim ignorou o exemplo deixado por Deus a Adão e Eva, seus pais, e baseando-se em sua própria justiça ofereceu o que Deus não pediu: frutas para adoração. Independência de Deus é a raiz da árvore pecaminosa que produz muitos frutos!

2. Ira (Gênesis 4:5). Ira é sentimento de ódio, de rancor dirigido a uma ou mais pessoas em razão de alguma ofensa, insulto, etc. Caim estava excessivamente furioso, indignado, encolerizado e enraivecido. Com quem? Por quê? Aparentemente com Deus por não ter Se agradado de sua oferta.

3. Semblante carrancudo (Gênesis 4:5-6). A carranca revela mau humor, indignação, um estado de espírito carregado. A ira invade o coração humano e sequestra a alegria, destrói a felicidade e estilhaça a paz. A infelicidade, a insatisfação, ingratidão e a irritação reinam onde não tem espaço para Deus no trono do coração. Por que Caim estava carrancudo? Qual a real razão de sua carranca exposta ao público? Ele esperava que tudo daria certo agindo de forma errada? Ele não queria submeter-se a Deus porque Ele queria estar no controle, no trono? 

4. Inveja (Gênesis 4:8). A inveja é sutil, se esconde atrás de convites atraentes. Apenas seus atos são perceptíveis. Ela é traiçoeira. É a cobiça disfarçada, desejo de ter ou estar onde outros estão. Para tentar alcançar esse objetivo, o invejoso usa uma força irracional para destruir seu alvo como se nota nas atitudes de Caim.

5. Premeditar o mal (Gênesis 4:8). Caim planejou o mal. Ele arquitetou a morte do irmão. Ele assassinou o irmão no coração, para depois assassinar com as mãos.

6. Fratricídio (Gênesis 4:8). O delito cometido contra irmãos se chama fratricídio. Caim foi o primeiro fratricida da história ao assassinar seu irmão.

7. Mentira (Gênesis 4:9). Quando Deus pergunta a Caim onde está seu irmão, ele responde "Não sei". Caim mentiu ao Deus que sabe todas as coisas. Ele ousou defender a mentira diante do Deus que ama a verdade. Ele se atreveu a ser falso diante do justo Juiz do Universo.

8. Descaso (Gênesis 4:9). Caim revelou desinteresse, desdém, em relação ao seu irmão. Sua irresponsabilidade foi projetada a Deus que, sugerindo que Ele devia ter protegido Abel, o alvo de Suas bênçãos. Indiferença em relação ao próximo é fruto da indiferença em relação a Deus.

9. Autocomiseração (Gênesis 4:13). Caim olhou apenas para si mesmo. Sentiu compaixão somente de si mesmo. Preocupou-se exclusivamente consigo mesmo. Esse é o sentimento que impera no coração egoísta, por isso  assassina seu próximo. O orgulhoso quer tudo do seu jeito ainda que tenha de confrontar Deus.

10. Autopiedade (Gênesis 4:14). Autopiedade é uma falsa humildade. É ter piedade de si mesmo. Não sente a dor dos outros, mas exagera a sua. Ele intenta incriminar quem faz justiça. Ele sugere ser injustiçado. Caim lamenta as consequências de seu pecado, mas não se arrepende de ter pecado. Autopiedade endurece o coração e insensibiliza a razão, perverte a justiça e acusa quem quer ajudá-lo! 

Deus ama o pecador, mas é intolerante ao pecado. Veja Sua graça, misericórdia, bondade, mansidão, preocupação, orientação, benignidade, tato, amor e interesse no bem estar de Caim:

a) Com paciência Deus agiu para tentar salvar Caim. A graça de Deus sempre foi escancarada onde o pecado levantou sua bandeira. Deus, como um Pai amoroso, atencioso e interessado no bem do filho rebelde, indagou e orientou a Caim antes da inveja revelar-se em atos mortais contra Abel, quando apenas sentimentos negativos tornavam sombrio o seu semblante (Gênesis 4:6-7).

b) Com insistência Deus agiu para alertar e salvar Caim. Sabendo exatamente onde Caim havia deixado o corpo morto de seu irmão, Deus aproximou-se do assassino e lhe fez uma pergunta retórica, desejando levar o transgressor ao arrependimento (Gênesis 4:9).

c) Com persistência Deus age para revelar graça ao desgraçado Caim anelando salvá-lo. Após Deus intentar um diálogo positivo, Caim se demonstrou endurecido. Sugeriu que estava sendo injustiçado por Deus. Contudo, Deus coloca uma marca em Caim a fim de protegê-lo, assim Caim teria mais tempo de vida para refletir no que faz e então arrepender-se. O que não aconteceu. Apesar disso, mesmo sabendo que não adiantaria, Deus persistiu em mostrar Sua graça. Mas Caim decidiu afastar-se da presença de Deus; mostrando que, todo aquele que tem um caso com o pecado, quer distância de Deus (Gênesis 4:17-16). 

Se não cuidarmos e não buscarmos ajuda em Deus (Gênesis 4:7), nem mesmo a Sua graça poderá nos livrar das desgraças resultantes do pecado. Um pecado leva a outro pecado. Por isso, antes que o pecado acabe com você corra para Deus e acabe com o mal. Para isso, não saia da presença de Deus, saia da presença da tentação e do pecado. Clame para Deus: Não me deixe cair em tentação; livra-me do mal (Mateus 6:13).

Pr. Heber Toth Armí

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O EVANGELHO DA CRUZ NA VIDA PESSOAL DO CRISTÃO


INTRODUÇÃO:

1. A teologia da cruz no livro de Gálatas está ligada a Cristo, mas sua ênfase está na crucificação do cristão.
2. A teologia da cruz no livro de Gálatas mostra que todo cristão que não foi crucificado, que não está crucificado e que não continua crucificado não é cristão de verdade.
3. A teologia da cruz em Gálatas revela o que realmente o evangelho significa na prática para aqueles que verdadeiramente aceitam a Cristo em sua vida.

a) Gálatas apresenta cinco frases essenciais para entendermos o evangelho do ponto de vista da cruz.
b) Gálatas, nestas cinco frases, não deixa dúvidas sobre o que é conversão real a Cristo.

I. ESTOU CRUCIFICADO COM CRISTO – Gálatas 2:20

1. Estar crucificado com Cristo significa ter aceitado tão intimamente a Cristo a ponto de se sentir identificado com Ele na cruz do Calvário.
2. Estar crucificado com Cristo significar não viver mais, mas morrer completamente para que a vida ressurreta de Cristo ocupe plenamente o lugar da minha antiga vida pervertida.
3. Estar crucificado com Cristo, o qual tomou sobre si meus pecados, significa ter participado da morte por causa de minhas transgressões para que a vida de Cristo ressurja em mim.

II. CRISTO CRUCIFICADO POR MIM – Gálatas 3:1

1. Cristo é o representante legal do pecador na cruz, onde Ele pagou plenamente todas as nossas transgressões.
2. Cristo na cruz assumiu minha culpa tornando-se vítima substitutiva para que eu pudesse ter a possibilidade de vida eterna oferecida por Ele.
3. Cristo crucificado era a mensagem central do evangelho pregado por Paulo aos gálatas, e a mim também.

III. A CARNE CRUCIFICADA PARA MIM – Gálatas 5:24

1. As vontades carnais são crucificadas no momento da conversão; decidimos deixar de viver para nossos interesses para viver unicamente pelos interesses de Cristo.
2. A carne crucificada é uma renúncia radical e absoluta a cada tendência pessoal para que a vontade de Cristo governe a mente, o coração e a vida do cristão.
3. A carne sacrificada significa o eu estar morto, já não sou eu quem determino o que é bom para mim e como devo decidir e agir, mas o Espírito Santo.

IV. O MUNDO CRUCIFICADO PARA MIM – Gálatas 6:14

1. O mundo crucificado significa ter perdido o valor, isso equivale a seus atrativos, seus prazeres, suas filosofias, suas paixões, sua glória, sua fama, suas riquezas, seus encantos, etc.
2. O mundo crucificado para mim é uma visão radical de que não mais pertenço a este mundo, ou ao reino das trevas, mas a Cristo, e, consequentemente, ao reino de Deus.
3. O mundo crucificado para mim significa uma perca total de meus interesses oferecidos pelo mundo, porque meu único interesse é o reino dos Céus. 

V. EU CRUCIFICADO PARA O MUNDO – Gálatas 6:14

1. Eu crucificado para o mundo significa ser deserdado, considerado morto e sem valor pelo mundo.
2. Ao morrer para o mundo, o mundo diz adeus ao cristão; o qual perde-se, assim, totalmente, o vínculo com o mundo pervertido para ter vínculo com o reino divino.
3. Eu crucificado para o mundo é consequência natural do mundo estar crucificado para mim, já não trilho pelo caminho do pecado, da imoralidade, da corrupção, da injustiça, pois Cristo vive em mim; Ele, que é o caminho, a verdade e a vida – que nos leva ao Pai.

CONCLUSÃO E APELO:

Converter-se e tornar-se cristão significa abrir mão dos direitos, vontades e ambições pessoais, abrir mão dos próprios métodos de salvação, dos planos individuais, e então submeter tudo a Cristo para viver dependente dEle em toda e qualquer situação. Portanto, o desafio bíblico é:

1. Esteja crucificado com Cristo, identificando-se com Ele na cruz.
2. Aceite que Cristo foi crucificado por ti, morreu por ti para pagar a tua culpa.
3. Sacrifique tua carne a fim de que não vivas para tuas paixões, mas servindo a vontade do Espírito Santo.
4. Permita que o mundo seja crucificado para ti, ou seja, morto.
5. Assim, serás considerado crucificado para o mundo tornando-se súdito do reino dos céus.
Pr. Heber Toth Armí

segunda-feira, 31 de julho de 2017

PREFÁCIO DA LEI: UMA VISÃO DA GRAÇA!


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Êxodo 20:1-2

1. Sem a graça não existiria lei, porque a lei é fruto da graça. “A lei é, desde sua origem, firmemente assentada num contexto de graça”, declarou R. Alan Cole.
2. Sem a graça, a lei não teria razão de existir, pois não teria nenhuma utilidade que nos beneficiasse. A Lei não era requisito de salvação. “Deus já havia restaurado Israel à justa relação com Ele, mediante a graça”. Agora, “o Senhor desejava dar-lhe algo que o ajudasse a continuar sendo Seu povo e a ter uma relação íntima com Ele” (Paul Hoff).
3. Sem a graça a lei não seria bênção, mas uma desgraça; assim como sem a libertação divina fica impossível qualquer obediência. “A obediência aos mandamentos se baseia na experiência de libertação efetuada por Deus, em Sua graça, a qual os primeiros 19 capítulos de Êxodo explicam” (Comentário da Bíblia Andrews).

I. ANTES DE PROCLAMAR SUA LEI, DEUS SE EXPRESSA PODEROSAMENTE, MAS TAMBÉM, GRACIOSAMENTE, PERANTE SEU POVO – Êxodo 20:1

Como poderia um Deus justo e santo relacionar-Se com um povo imundo, por estar tão contaminado com inúmeros pecados? O prefácio escrito por Moisés (“Então, falou Deus todas estas palavras”) ensina-nos importantes verdades:

1. Deus Se aproxima e fala aos seres humanos. O povo - não apenas Moisés - escutou as palavras de Deus (Êxodo 20:18-20).

2. Deus Se revela e revela Sua vontade aos pecadores desprovidos de dignidade. Escravos, sem mérito algum, os judiados e humilhados israelitas, agora livres, tiveram o privilégio de ouvir diretamente a Deus e conhecer Sua vontade por Ele mesmo.

3. Deus, não Moisés, revela graciosamente Sua Lei diretamente aos Seus súditos. Em Êxodo 20:1, Moisés apenas informa que foi Deus Quem falou todas aquelas palavras de Êxodo 20:2-17.

a) Os Dez Mandamentos não surgem da influência de literaturas ou legisladores pagãos, são frutos da graça reveladora de Deus.
b) Os Dez Mandamentos não surgem com Moisés querendo reinar ou impor sua formação cultural egípcia a um povo desnorteado; surgem do coração amoroso do Rei dos reis.
c) Os Dez Mandamentos não são cópias ou réplicas de leis humanas; antes de serem escritos, foram proferidos audivelmente a todo Israel pelo próprio Soberano do Universo, revelando nobres propósitos para Seus súditos.

II. ANTES DE PROCLAMAR SUA LEI, DEUS SE APRESENTA E REVELA SEUS ATOS GRACIOSOS AOS INDIGNOS ISRAELITAS – Êxodo 20:2

Como poderia um Ser tão poderoso e majestoso interessar-se por escravos tão indignos como os israelitas? As próprias palavras de Deus, ouvida pelo povo em pé no monte Sinai, registradas por Moisés (“Eu sou o Senhor, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”), revelam sublimes verdades:

1. O primeiro trecho, “Eu sou o Senhor”, é um preâmbulo em que o próprio Legislador se apresenta.
2. O segundo trecho, “que te tirei da terra do Egito”, é um prólogo histórico que indica um ato passado que resultou da infinita graça divina.
3. O terceiro trecho, “da casa da servidão”, relembra e explica a condição indigna em que os ouvintes de Deus se encontravam antes da libertação realizada por Ele.

a) Deus não exige nada antes de libertar o pecador. A libertação antecede às exigências divinas.
b) Deus não impõe requisitos para salvar ninguém, Ele salva e só depois apresenta a responsabilidade. Liberdade sempre implica em responsabilidades.
c) Deus não dá mandamentos para impor autoridade, mas porque Sua bondade anseia o melhor para a humanidade criada por Ele à Sua imagem e semelhança.

CONCLUSÃO:

1. O mesmo Deus que Se apresenta como Redentor do povo, se revela como o Legislador.
2. A mesma graça que motiva Deus a redimir escravos, O motiva a entregar uma Lei para reger a vida de Seus súditos.
3. Os mesmos atos de bondade e graça manifestos na libertação estão presentes na proclamação da Lei dos Dez Mandamentos.

a) A todos nós, que estávamos condenados à morte, escravos do mundo, da carne e do diabo e, desprovidos de mérito algum, Deus misericordiosamente nos amou, nos libertou e nos deu vida juntamente com Cristo (Efésios 2:1-5).
b) A todos nós, que, sendo escravos do pecado, não éramos povo, Deus nos salvou (libertou) para que pudéssemos ser um povo, uma nação santa, com leis santas para orientar nossa vida (João 8:34-36; II Pedro 2:9).
c) A todos nós, Deus revelou Sua graça através dos atos de libertação e da proclamação de Sua Lei. A Lei é fruto da graça tanto quanto nossa salvação. Deus nos quer livres da desgraça da desobediência, da escravidão do pecado, e das garras do diabo.

APELO:

1. Aceite a graça da libertação e seja livre da condenação resultante do pecado.
2. Aceite a graça da Lei que graciosamente o Legislador proclamou para orientar nossa liberdade.
3. Aceite a graça de Deus em todas as suas formas então serás verdadeiramente um súdito livre, feliz e nobre.
Pr. Heber Toth Armí

segunda-feira, 24 de julho de 2017

PARTIR E ESTAR COM CRISTO: O MAIOR ANSEIO DO CRISTÃO


INTRODUÇÃO: Texto Bíblico Principal: Filipenses 1:20-26

1. Cristãos dedicados não são blindados para não sofrer. O grande missionário e apóstolo Paulo sabia muito bem isso por experiência própria. Quando escreveu aos filipenses ele estava preso, e já tinha passado por inúmeras situações deprimentes (ver II Coríntios 11:23-28; Filipenses 4:12).

2. Cristãos missionários são determinados a despeito das oposições, obstáculos e problemas que encontram ao executar a obra de Deus (Filipenses 1:12-19).

3. Cristãos estudiosos e espirituais conhecem a Palavra de Deus e a realidade do mundo em que testemunham de Cristo, sabendo que podem se tornar mártires a qualquer momento.

a) Paulo não era ignorante a respeito da morte, ele expõe criteriosamente o assunto visando orientar os crentes preocupados em Tessalônica alegando que ninguém vai para o Céu ao morrer, mas na segunda vinda de Cristo (I Tessalonicenses 4:13-18).

b) Paulo, sendo novo aguardava a segunda vinda de Cristo ainda em seu tempo; pensou que iria ao céu sem passar pela morte. Em I Coríntios 15:51 e 52 ele fala da ressurreição dos mortos, e da transformação dos vivos – incluindo-se entre os vivos.

c) Conhecendo o que as Escrituras dizem sobre a morte (Jó 7:9-11; Salmo 115:17; Eclesiastes 9:5, 10; Daniel 12:2, etc.) Paulo, prevendo seu martírio, em II Coríntios 4:14 incluiu-se entre os ressuscitados. Em Filipenses ele está novamente preso e ameaçado de morte, é nesta circunstância que ele faz uma poderosa reflexão. 

I. ENGRANDECER CRISTO NA VIDA OU NA MORTE CARACTERIZA QUEM ENTENDEU O QUE VERDADEIRAMENTE SIGNIFICA SER TESTEMUNHA DELE – Filipenses 1:20

Paulo era uma pessoa convicta. Ele sabia o que queria. Não titubeava frente às ameaças de morte nem era prolixo quando escrevia. Sua determinação cristã tornava firme e clara as suas declarações.

1. Nenhuma circunstância adversa deve confundir ou levar o cristão a titubear diante da missão de proclamar a Cristo. 

2. Nenhuma força externa (perseguição, ameaça, prisão, etc.) ou interna (medo, preocupação ou dúvida) deve sufocar a coragem de exaltar a Cristo em todo e qualquer lugar em que o cristão se encontrar.

3. Quem se rendeu completamente a Cristo desejará revelar seu compromisso fiel com Ele tanto na vida quanto na morte – isso é ser testemunha genuína de Cristo!

II. DESEJAR ESTAR COM CRISTO É MUITO MELHOR DO QUE VIVER OU MORRER AQUI NESTE MUNDO DE MALDADES, INJUSTIÇAS E SOFRIMENTOS – Filipenses 1:21-23 

Paulo expõe os anseios mais profundos de sua alma. Na cadeia, prevendo sua sentença de morte, ele abre o coração e revela suas mais íntimas emoções e ensina-nos preciosas lições.

1. O viver é Cristo: Tudo na vida de Paulo era Cristo. Seu foco era Cristo. Sua mensagem era Cristo. Seu objetivo e todo seu empenho era engrandecer a Cristo em seu corpo, seja na vida e, se necessário, na morte. 

2. O morrer é lucro: Morrer não é sinônimo de viver; ao contrário, é um contraste. São duas situações extremamente opostas. O morrer é lucro para Paulo porque o martírio promove a fé dos cristãos, e desperta a fé nos pagãos.

3. Melhor mesmo é partir e estar com Cristo: Paulo não disse que queria morrer para estar com Cristo. Na época de Paulo, “partir” não era sinônimo de “morrer”; significava desatar o navio, levantar a âncora e içar as velas, ou desarmar as barracas e levantar acampamento. Então, o que Paulo quis dizer?

a) Melhor do que viver neste mundo de maldades, injustiças e sofrimentos é estar com Cristo no Céu.

b) Melhor do que morrer como mártir é partir para o céu a fim de desfrutar da augusta presença de Cristo.

c) Melhor do que qualquer coisa é estar pessoalmente com Cristo no Céu sem passar pela terrível agonia da morte, ou melhor, do martírio.

III. INFLUENCIAR POSITIVAMENTE À IGREJA DE CRISTO É O INTERESSE DE TODO DISCÍPULO FIEL – Filipenses 1:24-26

Paulo almejava sair da cadeia para estar entre os cristãos de Filipos. Suas expectativas não eram egoístas, mas o benefício dos outros. Ser discípulo significa discipular outros para que cresçam em Cristo. 

1. Quem entende realmente que a morte é a cessação da vida, das atividades, de tudo, certamente vai querer viver mais – jamais morrer. Paulo disse que...

a) É mais necessário estar vivo para a igreja do que morto.
b) Desejava sair da cadeia/prisão para permanecer com a igreja objetivando o desenvolvimento dos membros na alegria da fé.
c) Sua presença entre os cristãos de Filipos traria satisfação ao coração deles.

2. Quem tem Cristo como foco, o alvo da vida neste mundo, deseja permanecer vivo para continuar empenhado no avanço do reino de Deus levando mais e mais pessoas à salvação.

3. Quem sabe o que biblicamente significa a morte, desejará viver para influenciar ainda mais a igreja de Cristo a fim de ajudar os cristãos no desenvolvimento da fé que resulta em alegria (Filipenses 2:14-18).

CONCLUSÃO:

1. O discípulo vive para testemunhar de Cristo em sua vida, mas ao correr risco de morte por causa de seu testemunho, se dispõe a proclamar Cristo com sua morte. O cristão anseia engrandecer a Cristo em seu corpo, mesmo que se torne cadáver.
2. O discípulo bíblico tem Cristo como sua razão de existir. A morte não é existir, é deixar de existir, é parar de falar de Cristo; implica quebra dos laços de amizade, fim do trabalho, interrupção da obra na igreja. Perseguido, preso e ameaçado muitas vezes, os servos de Cristo anseiam partir deste mundo para estar com Ele no céu sem passar pela agonia da morte.
3. O discípulo de Cristo não quer morrer. Seu anseio maior é estar na presença de Cristo. Mas, até a segunda vinda de Cristo ou até morrer, desejará viver para trabalhar pela igreja Cristo.

APELO:

1. Quer vivamos ou morramos, testemunhemos de Cristo.
2. Quer vivamos ou morramos tenhamos o propósito de sempre engrandecer a Cristo aos convertidos e não convertidos.
3. Quer vivamos ou morramos que nosso maior anseio seja partir para estar com Cristo.
Pr. Heber Toth Armí

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